Na semana passada o Jornal Nacional exibiu uma reportagem sobre o protesto dos índios enawene nawe em outubro, quando atearam fogo e saquearam combustível do canteiro de obras da Pequena Central Hidrelétrica Telegráfica. O empreendimento está sendo erguido a poucos quilômetros da terra indígena, junto com pelo menos outros oito que vão transformar 110 km do caudaloso rio Juruena em uma seqüência de lagos com água parada. A reportagem usou imagens da manifestação de dois meses atrás como se o protesto fosse atual, não disse o nome da usina, não ilustrou a localização do empreendimento em relação às áreas protegidas, não contextualizou anos de brigas na justiça por suspeitas de erros grosseiros do licenciamento ambiental do estado, que concedeu licenças em tempo recorde no início do processo sem fazer estudos aprofundados sobre os impactos cumulativos do complexo hidrelétrico.

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