A direção do Parque Nacional da Chapada Diamantina (BA), unidade que durante um mês e meio conviveu com a pior temporada de incêndios de sua história, fez os cálculos finais da tragédia: cerca de 55 mil hectares de floresta nativas foram dizimados pelo fogo no período. A ineficiência do governo federal, que contratou poucos brigadistas e mandou auxílio quando a situação já era trágica, foi a principal responsável pelo cenário de devastação classificado como “inferno de Dante” por Cézar Gonçalves, analista ambiental da unidade de conservação. Não fosse a chuva, que voltou a cair no dia 18 de novembro e pôs fim aos focos de calor, talvez o fogo estivesse ardendo até agora.

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