Felipe Lobo

De dentro do avião, a Cordilheira dos Andes aparece intacta, ofuscada apenas por algumas nuvens.  A turbulência na hora do pouso só reforça que a capital equatoriana, Quito, está encravada em meio a uma cadeia de montanhas. Do alto, é uma cidade perdida na serra, entre seus picos e vulcões. Mas, lá debaixo, é possível aproveitar as andanças por Quito Viejo, o centro histórico, e conhecer as danças tradicionais e a culinária típica.

Para quem quer ter contato com a natureza, não é preciso nem mesmo sair do município. Na verdade, basta subir um pouco. Quito, situada a 2.800 metros de altitude, oferece um teleférico que leva a 4.200 metros. Ao custo módico de 8,50 dólares americanos, em apenas 20 minutos se chega a colina de Cruz Loma. A essa altitude é preciso exigir dos pulmões para respirar o ar rarefeito, e colocar agasalhos bem quentes, porque o frio é intenso.

Do alto, é possível observar a belíssima cidade e suas tortuosas ladeiras, assim como olhar, caso o tempo esteja bom, o topo do vulcão Ruccu Pichincha, a 4.698 metros. Da base final do teleférico, se o fôlego estiver em dia, é possível fazer uma trilha de três horas que leva ao anel formado pela boca do vulcão. A caminhada é bem pesada. Faltando preparo ou apetite, é possível percorrer o início da trilha, tirar fotografia com lhamas e curtir algumas das mais espetaculares paisagens do Equador.


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