Jardineiro e indignado. Email: palazzo@terra.com.br
O problema das bancadas que votaram no Código "Anti-Florestal" não é com a gestão ambiental. É com o pavor que sentem da possibilidade de vislumbrar um Brasil mais moderno.
ONGs só têm atenção dedicada às florestas. Talvez por isso, passe despercebido a notícia de que o governo vai entregar nossos recursos marinhos.
Falaram as urnas, e disseram: somos um país majoritariamente de consumidores e indigentes. Pouco nos importa a devastação ambiental.
Foi lamentável decisão de Marina Silva e do Partido Verde de posar de “neutros” nessa fase crucial das eleições, advogando uma falsa “independência”.
Governo estimulou desrespeito às leis ambientais e agora uma temporada de queimadas afeta a saúde de milhares de pessoas.
Com a proximidade das eleições, seria de se esperar que ao menos arrefecesse a fúria estatal de destruição da biodiversidade brasileira.
A política externa promove, de maneira sórdida e criminosa, a exportação de um modelo de degradação ambiental.
Para escrachar ainda mais o uso criminoso da máquina pública, o des-governo armou para a Madrinha dos Empreiteiros um último ato circense, o PAC 2.
O massacre das chuvas prova que nossos governantes são capazes de unir devastação com demagogia eleitoreira e produzir um verdadeiro genocídio.
O mesmo ministro que adota na área ambiental internacional o discursinho ufanista apoia aqui na imprensa doméstica uma das maiores falcatruas ambientais já perpetradas contra o Brasil.

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