O que fazer com o seu dinheiro PDF Imprimir E-mail
24/03/2009, 07:30
Em junho de 2008, tomei a coragem de fechar minha conta em um dos grandes bancos canadenses e abrir em um pequeno banco que tem apenas uma agência em Calgary e é quase todo baseado na Internet, usando os serviços de outros bancos mas sem cobrar por isso. Há muito tempo queria fazer isso, mas não sabia muito bem porque. Ou talvez soubesse, mas não pelas razões que tenho hoje.

Segundo Ellis Jones, autor do livro The Better World Handbook (algo como O guia para um mundo melhor), a escolha do banco é uma das dez ações que indivíduos podem fazer para criar um mundo melhor. Surpreso? “Dinheiro não é necessariamente bom ou ruim. É apenas uma das maneiras que usamos para definir o mundo ao nosso redor. O dinheiro não se importa se o usamos para destruir ou construir o mundo. Ele simplesmente vai para onde o mandarmos”, explica Jones, e acrescenta que muitas atividades financiadas por bancos provavelmente não seguem nossos valores. Pelo contrário: destroem as coisas que mais presamos!

Ano passado, a Rainforest Action Network publicou um relatório onde diz que a “pegada de carbono” dos maiores bancos do Canadá é maior do que todas as emissões por uso de energia do país em 2006. As “emissões financeiras” são maiores do que todas as outras atividades do país, incluindo indústrias, transportes, energia usada nas residências e escritórios, manufatura etc. Isto acontece porque bancos financiam a indústria do petróleo, sem contar que muitos financiam empresas que produzem armas para as guerras e guerrilhas no mundo.

“Poucos anos atrás eu comecei a pensar em investimentos e descobri que meu conselheiro financeiro estava sugerindo pôr meu dinheiro em fundos de investimento aberto que apoiavam empresas que eu evitava como consumidor”, disse Ashley Lubyk, coordenador do Programa de Serviços residenciais da Clean Calgary Association, ONG onde eu trabalho há mais de dois anos e meio.

Caso perdido? Nem tanto. É difícil pensar que nosso poder como consumidor afeta a decisão de uma mega empresa. Mas afeta. Temos poder, sim, apesar de parecer, a princípio, que não temos esperança. Se cada um de nós mudarmos nossa maneira de viver neste mundo, é a ação individual, no final, que vai contar e que vai transformá-la em coletiva. Temos exemplos de sobra para contar, mas o que me vem à cabeça, agora, é o do McDonald’s, que passou a oferecer opções mais, digamos, saudáveis por conta da ação da mídia e de seus clientes.

A verdade é que, a menos que um banco divulgue claramente que não apóia determinadas causas e empresas, não temos como saber se nosso dinheiro está sendo usado para o bem ou para o mal. É aqui que a sua escolha conta: “é o investidor, ou na verdade qualquer um que abra uma conta bancária, que vai escolher um banco que siga seus valores. E apesar do que você tenha ouvido falar dos bancos no passado, isto não é mais uma tarefa impossível”, diz Lubyk. Pelo menos, não aqui no Canadá, e sugiro uma busca cuidadosa para descobrir opções no Brasil.

Associações de crédito podem ser um começo e uma das soluções, já que muitas são de propriedade de membros, apóiam as comunidades locais, financiam projetos comunitários e pequenas empresas. Alguns websites canadenses podem ajudar na sua busca, como o do meu atual banco, Citizen’s Bank of Canada.  Eles fazem parte do VanCity, a maior associação de crédito canadense e são exemplares, oferecendo uma política clara e ética, apoiando organizações como a Anistia Internacional e Oxfam e oferecendo linhas de crédito para algumas das comunidades mais pobres do mundo através de um programa chamado Shared World Term Deposit. Procure também o The Ethical Funds Company, que está na frente da indústria de investimentos responsáveis há mais de 20 anos.

E não deixe de visitar o site de uma instituição prá lá de interessante, chamada Calgary Dollars. Esta moeda local existe para construir e desenvolver comunidades unindo talentos e recursos para fortalecer a economia local.

“Colocar o seu dinheiro nas mãos de organizações que possuem os mesmos valores que você é uma poderosa forma de apoiar iniciativas que podemos nos orgulhar. Trocar de banco é uma forma de contribuir poderosa e relativamente simples. E você não precisa de milhares de dólares para fazer a diferença, mesmo quem tem o menor dos fundos pode fazer uma enorme diferença se combinado com milhares de outros clientes conscientes”, explica Lubyk, finalizando que “esta pode ser apenas mais uma ferramenta para criarmos o mundo em que sonhamos viver”.
Comentários
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O que fazer com seu dinheiro
Marcos Tadeu Pedroso 03/04/2009 10:59:29

Sem sombra de dúvidas é preciso marcação
cerrada para não perder o
controle da situação .Uma pesquisa correta impedirá o carreamento de valores
para fundos não compromissados com causas nobres .
Excelente artigo pois faz
um alerta sobre o caso .
ME AJUDE SALVAR VIDAS
PROEJTO CONSTRUINDO O AMANHA 15/10/2009 03:38:29

Ilmo. Sr. Diretor/Presidente
Assunto: Doação de
materiais de construção
Betim, 01 de Junho de
2009

Exmo. Senhor,

Venho por meio
deste convidar Vossa Senhoria, para conhecer a nossa comunidade e nos ajudar com
doações em materiais de construção, para que possamos dar continuidade nas
obras construção de ambulatórios médicos, para atendimentos as mulheres
vitimas de violência domestica.
Temos também como
prioridade amparar e acolher vitimas da Hanseníase (doença popularmente
conhecida por LEPRA), que só causa isolamento, preconceito e descriminação
social, pois os portadores possuem seqüelas graves, nos membros, mãos e rosto
e mulheres vitimas de violência, “estupros, espancamentos, maus-tratos,
constrangimentos, descriminação”.
Nossa meta é
construir quatro ambulatórios médicos, com dois banheiros inclusive com acesso
para cadeirante, sendo que três ambulatórios serão destinados para
atendimentos e acolhimentos das pessoas enfermas e uma será destinada para sala
de curativos.
Nossa meta é criar um Centro de Apoio as
mulheres que necessitam de tratamentos especiais, com psicólogos, assessoria
jurídica, nutricionista, palestra para enfrentarem o tratamento contra o
câncer, aids, com orientações e encaminhamentos, para tratamentos. Acolher
jovens e adolescentes em risco
Serão oferecidas gratuitamente
atividades artísticas e culturais tais como: alfabetização para jovens e
adultos, artesanato, pintura, leitura e brinquedoteca, para ajudar na
recuperação dos pacientes e para melhorar a qualidade de vida.

Queremos mudar a realidade da nossa região, que sofre com os altos índices de:
preconceito, analfabetismo, prostituição infantil, desigualdade social, por
causa do intenso trafico de drogas, principais causadores da violência.

A construção desse espaço comunitário, será um investimento social
inovador e da maior importância, causará um impacto social, pois a nossa
região não existe um projeto com essa finalidade.
Para darmos
continuidade nas obras de construção, estamos solicitando doações em
materiais de construção e não em dinheiro, em qualquer quantidade. (pisos,
portas, janelas, sanitários, conexões).
Local da construção:
Para conhecer e fazer doações: Rua Padre Damião, numero 254, ao lado da
Igreja Presbiteriana, no Sanatório da Colônia Santa Izabel.

Cordialmente,

ANISIO ANTONIO IZIDORO
GLEISSON ROBERTO DE MEDEIROS


Coordenador e Idealizador do Projeto
PRESIDENTE
Contato: (031) 3530.7228 – 9744
60 59 anisioizidoro@ig.com.br Gleisson_mederios@yahoo.
com.br
INFORMAÇÕES DO PROJETO:

1. A Entidade: Foi criada para defender os
direitos dos portadores de Hanseníase, acolher e amparar famílias carentes,
crianças, adolescentes e jovens em risco social. Nosso maior objetivo é salvar
vidas, atuando no combate a fome e a desnutrição infantil, fazendo doações
em cestas básicas, alimentos não perecíveis, leite em pó ou longa vida,
cobertores, colchões, material escolar, sapatos, roupas.

Reestruturação de
Entidade: Há dois resolvemos reestruturas os projetos da entidade, pois
chegamos a conclusão que o nosso trabalho social, precisava de mudança tendo
em vista que, assistíamos vitimas da Hanseníase e seus familiares, só que
estávamos fazendo era simplesmente um serviço humanitário e assistencialismo.
Chegamos a conclusão que necessitamos de novas ações para revitalizar o
projeto.

Diante das circunstâncias e depois de ver jovens, adolescentes,
filhos e dependentes de Hansenianos, sendo vitimas do abandono, de preconceito,
da violência, sem emprego, educação, sem perspectivas e sem esperança.
Achamos por bem, criar um projeto de inclusão social, que tem como objetivo,
oferecer cursos de qualificação e profissionalizantes, aos filhos dos
portadores da Hanseníase, bem como os demais jovens da comunidade. Porque o
maior problema deles é baixa escolaridade, muitos deixavam de estudar para ir
para as ruas pedir esmolas, a escola não era prioridade, hoje, pagam um preço
alto, pela falta de cultura, conhecimento, oportunidades no mercado de trabalho,
sofrem com o preconceito e o fato de não ter uma profissão.

Para
implantação desse projeto: Necessitando de doações em material de
construção em geral. Nossa Organização não tem fins lucrativos ou é ligado
à partido político ou religião, tem por objetivo contribuir para o
fortalecimento da cidadania. Dedica-se às ações voltadas à divulgação de
informações sobre os direitos sociais e desenvolver projetos destinados a
crianças, jovens e adolescentes, às minorias, aos idosos e às pessoas com
necessidades especiais.

Criamos um centro de apoio: Para atender portadores
da Hanseníase (doença popularmente conhecida por LEPRA) acolher, orientar
vitimas de maus tratos, vitimas crimes violentos, homicídios, fazendo
denúncias às autoridades Judiciárias e a Comissão de Direitos Humanos, da
Assembléia Legislativa de Minas Gerais, atualmente prestamos orientações,
assistência jurídica, encaminhamentos para órgãos públicos e doações em
cadeira de rodas, material escolar, muletas, alimentos, produtos ortopédicos
(calçados, botas, palmilhas).

Quando a situação socio-econômica da
região: Trata-se de uma comunidade, em que as famílias vivem abaixo da linha
da pobreza, na mais completa miséria, excluída da sociedade. As famílias em
sua maioria: São pobres, vivem pedindo esmolas de porta em porta, para tentar
sobreviver e matar a fome de seus filhos.

Na região: Não temos industrias,
as pessoas vivem sem emprego, cultura, lazer, educação, por esse motivo
acreditamos que a construção desse espaço comunitário, que será
transformado em uma oficina escola, será a saída para educarmos os
adolescentes e jovens da comunidade.

Nosso trabalho social: Tem como
fundamento à solidariedade e o amor ao próximo, não dispomos de recursos
financeiros, os custos para manter as atividades da Entidade, são
contribuições dos diretores, membros e voluntários.

Contrapartida da
Entidade:: mão-de-obra humana voluntária, disponibilidade de toda diretoria,
voluntários e demais membros da instituição trabalhar na execução do
projeto sem ônus ou custo e o terreno,
· Desenvolvimento Institucional -
iniciativas que visem organizar, fortalecer e articular a organização com
apoio a projetos populares e sociais enquanto agente de transformação social.

· Direitos Humanos - projetos que buscam a promoção dos Direitos Humanos
(econômicos, sociais, culturais e ambientais; em especial, a luta contra toda
forma de preconceito, intolerância e violência).
· Desenvolvimento
Econômico - iniciativas de geração de ocupação, trabalho e renda que visem
à inserção econômica da população excluída do mercado formal de trabalho,
ou consolidem formas alternativas estáveis de produção e geração de renda.

· Comunicação e Cultura - esforços pela democratização da informação e
resgate e promoção da cultura popular.
· Meio Ambiente - projetos de
educação ambiental e de intervenção de grupos e associações para:
implantação de políticas públicas, recuperação de áreas degradadas,
reciclagem, superação de conflitos sócio-ambientais e manejo adequado de
recursos naturais.
· Buscar apoio junto a Igrejas Católica e Evangélicas
(Serviço Social das Igrejas) - iniciativas dos setores das igrejas que tenham
dimensão para fortalecer o trabalho dos direitos humanos e o do seu compromisso
com os movimentos sociais de caráter popular.
· Saúde Popular - promoção
de saúde pública e do resgate de práticas alternativas eficazes de saúde,
com base em tradições populares.
· Educação - defesa da educação
pública, da educação popular comunitária e, ao fomento de práticas
educativas diferenciadas.
Temas prioritários:
· Produção
agro-ecológica, Criação de cooperativas, Geração de renda, Combate à
violência e melhores condições de vida das famílias na
comunidade.
Priorizamos Projetos que: Preparem a população para o exercício
do seu direito de participação democrática nos diversos níveis de decisão
da sociedade, possibilitando-lhe intervir na formulação e fiscalização das
políticas públicas.

2. Exerçam uma função educativa, incentivando as
comunidades envolvidas a tomarem consciência da realidade social, tanto local
como geral, e de como essa realidade pode ser transformada, que a comunidade
seja participativa e lute pelos seus direitos.

3. Fortaleçam a organização
comunitária e afirme sua autonomia e protagonismo, evitando a criação de
relações de dependência e contribuindo para a superação das que já
existam.

4. Visem proveito comunitário, garantindo ampla participação da
comunidade nas decisões sobre o projeto e evitando a utilização do projeto
para promoção pessoal ou para qualquer tipo de proselitismo.

5. Tenham um
potencial multiplicador, seja estimulando outros grupos a tomarem iniciativas
similares, seja provocando a adoção da experiência por entidades
governamentais.

6. Incentivem a articulação entre grupos com
preocupações similares, contribuindo para o desenvolvimento de movimentos
sociais transformadores, como elementos essenciais da sociedade civil.
7.
Ninguém pode ser considerado livre, se for refém da fome, da miséria, da
pobreza, do desemprego, da violência, das desigualdade sociais e do desemprego.
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