Uso sustentável e saci: já viu algum? PDF Imprimir E-mail
07/04/2009, 07:30
Há anos que somos bombardeados com propostas para explorar de forma “sustentável” do que resta de nossas matas preservadas, como se mantê-las intactas não fosse uma alternativa possível para merecer todo o esforço e empenho da sociedade. Os serviços ambientais prestados por estas áreas não valem. Se não entrar uma motosserra na jogada, não tem conversa.

Quando eu lia sobre o assunto e assistia as reportagens na TV, exibindo aquelas entrevistas de proprietários rurais com aquelas frases prontas, cheguei a me iludir, confesso. Achava que alguém tinha realmente encontrado uma maneira de salvar a Mata Atlântica, de controlar a ganância do ser humano, sem a necessidade de pedir socorro para a fiscalização do Ibama ou da Polícia Ambiental.

No início dos anos 1990, conheci uma área preservada em Itaiópolis, Santa Catarina, que era cortada pelo Rio Costa Carvalho, afluente do Rio Itajaí, que passa em Blumenau. O lugar tem uma concentração incrível de atrativos naturais de grande beleza. São muitas cachoeiras de tirar o fôlego e várias cavernas. Mas o que me atraia mais era a beleza da mata preservada, bastante extensa, com aquelas árvores centenárias e muita fauna.

Naquela época, conversei com o pessoal da prefeitura sugerindo algum projeto para o “uso sustentável” daquela área preservada, para atividades de ecoturismo, como os exemplos que gente via sendo divulgado por aí. A lógica seria que, se o “pequeno agricultor” tivesse uma alternativa de renda, no caso do ecoturismo, não iria desmatar mais. Quem seria doido de não apoiar uma idéia tão óbvia assim?

Então, a prefeitura fez sua parte, apesar de suas limitações orçamentárias. Melhorou a estrada de acesso até a propriedade e abriu uma outra estrada até bem próximo da principal cachoeira e às cavernas. Colocou macadame nas estradas para permitir o acesso até nos dias chuvosos. Caprichou mesmo! Fez até um cartão postal com a principal cachoeira da propriedade.

O pessoal me garantiu na época que aquela área estava salva, pois o proprietário estava conscientizado da importância da mata preservada. De fato, nas vezes em que fui visitar o local, agradava-me muito a conversa que mantive com este agricultor, que era sempre muito gentil também. Andei várias vezes com ele pela mata de sua propriedade e adjacências, onde ele me mostrava, com muito entusiasmo, as belezas naturais, os bugios etc. Acabei sendo contagiado pelo otimismo do pessoal da prefeitura e fiquei muito animado. Eu estava diante de um agricultor de bem com a natureza.

Nove anos depois, em novembro de 2001, voltei lá. Foi por ocasião do projeto de educação ambiental patrocinado pela Fundação O Boticário de Proteção à Natureza para popularização dos anfíbios. Uma das metas do projeto era fotografar todas as espécies de anfíbios que ocorriam no norte de Santa Catarina.

Devido às péssimas condições da estrada de acesso, que é de forte declividade, deixei o carro na casa de um agricultor na estrada principal, em cima da serra, e segui a pé. Logo que avistei a imensa paisagem do alto da serra da margem oposta do rio, fiquei chocado. A paisagem ao longo do rio Costa Carvalho tinha sido arrasada. Estavam tocando fogo e desmatando as áreas que restavam. Havia dezenas de fornos de carvão e áreas recém desmatadas ou incendiadas.

Quando estava trocando a lente da câmera, preparada para fotografar anfíbios, para fazer algumas fotos daquela paisagem, apareceram dois estranhos de bicicleta que pararam e foram logo perguntando o que eu estava fazendo ali. Eu expliquei que estava fotografando sapos, mas acho que não fui muito convincente. Explicaram que eram de outra cidade e foram contratados para trabalhar num “reflorestamento de eucalipto”, ou seja, para desmatar a área. Estavam a caminho de um bar que ficava no povoado, uns 15 km dali. Fiquei com um pouco de medo, mas não o suficiente para desistir de chegar ao rio e esperar anoitecer para fotografar os anfíbios.

Na estrada que conduzia à cachoeira não havia mais a exuberante floresta. Logo encontrei o proprietário e um rapaz, seu filho, que era a criança muito simpática que conheci doze anos atrás. Eles estavam num trator que puxava uma carreta cheia de sacos de carvão de árvores nativas. A cena foi até engraçada, ele estava com o rosto todo sujo de carvão e ficou meio constrangido ao conversar comigo. Eu pedi permissão para ir até a cachoeira e nos despedimos.

Trajetória comum

A história é a mesma em qualquer propriedade rural. Os filhos crescem, casam e querem mais dinheiro. Eles fazem aquilo que dá mais dinheiro e fazer carvão é a última etapa da devastação. Em uma outra propriedade de Itaiópolis que conheci desde criança, notei que recentemente foram derrubadas as árvores até dos paredões de uma cachoeira e de toda a mata ciliar preservada há décadas. Foi o neto que rapou tudo o que o avô tinha preservado, derrubando qualquer coisa parecida com árvore para fazer carvão.

À medida que avançava pela estrada rumo à cachoeira e cavernas, via mais desgraça. Estava muito decepcionado com aquela situação. Eu cheguei lá no momento em que a destruição estava acontecendo. Mais adiante, outro grande desmatamento e uso do fogo para limpar a área que tinha fumaça saindo nos troncos e cepos das árvores centenárias. Esta área era de outro proprietário, investidor em “reflorestamento”, que morava em São Bento do Sul (SC).

O alojamento do pessoal que estava desmatando e plantando eucalipto ficava a uns 50 metros da estrada. Eu passei meio abaixado para eles não me verem, já que estavam todos no interior do alojamento. Minha preocupação maior era com os dois indivíduos que me abordaram na estrada, manuseando a câmera fotográfica. Eles estavam neste alojamento, voltariam mais tarde e contariam sobre o cara que estava “fotografando sapos”, que certamente deveria ser uma desculpa bem esfarrapada para eles.

Logo que passei o alojamento, entrei num trecho de mata da borda do desmatamento que estava esperando pelas motosserras. Encontrei logo no início, distante uns 100 metros do alojamento, o esqueleto de um bugio cujo crânio estava perfurado por uma bala (veja foto acima). Então, aquela cena começou a me deixar apavorado, em pânico para dizer a verdade. Mas tive coragem de continuar para testemunhar algo mais terrível ainda. O proprietário usou a estrada construída para a atividade de ecoturismo para retirar toda a madeira (árvores centenárias), nos grotas, às margens do Rio Costa Carvalho. A cada 10 ou 20 metros da estrada havia uma trilha rasgada (escavada) pelo arrasto dos troncos das árvores abatidas. Simplesmente raparam a madeira das margens do rio.

Sentei sobre uma rocha na entrada de uma das cavernas, com muito medo, já me vendo no lugar do bugio, como sendo a próxima vítima, e esperei escurecer para procurar os anfíbios que habitavam aquele lugar tão especial. Durante este tempo, refleti muito sobre a situação das nossas áreas preservadas, dos animais que ocupam estas áreas cada vez mais reduzidas, dos bugios que o proprietário havia me mostrado dez anos atrás. Enfim, eu estava arrasado e nunca senti tanto medo como aquele dia. Então, decidi tratar de sair dali o mais rápido possível, antes que os caras voltassem do bar e me delatassem para seus companheiros.

Imaginei que eles poderiam fazer uma emboscada em qualquer ponto da trilha ou da estrada. Andei com muito cuidado e iluminava sempre pontos bem adiante da estrada ou da trilha, na tentativa de descobrir alguém escondido. Na hora de passar em frente do alojamento, liguei as quatro lanternas que levo sempre de reserva. Segurei duas em cada mão, para simular quatro pessoas na tentativa intimidar possíveis agressores. Mas acho que não me viram passar, pois estavam distraídos, jantando animadamente.

Engodos televisivos

Recentemente vi num programa de ecologia na TV um outro engodo da tal exploração sustentável da Mata Atlântica na região norte de Santa Catarina. Era sobre a extração de cipó-branco (liana) para artesanato (cestos). Foi o absurdo a enganação. O entrevistado é um velho conhecido da polícia, com dois processos penais por ter sido pego em flagrante furtando palmito e embalando clandestinamente o produto.

Com uma expressão do homem mais generoso do mundo com a natureza, que sabe viver em harmonia com ela, disse na entrevista que extraia cirurgicamente o cipó para não prejudicar a planta. Uma mentira deslavada. O sujeito invade as áreas preservadas alheias, inclusive unidades de conservação, e limpa tudo.

Embora fosse um programa de ecologia, foi lamentável ter deixado de informar que este cipó é crucial para a fauna, pois frutifica abundantemente e alimenta as aves, principalmente. É uma bagueira imprescindível na Mata Atlântica. É tão importante quanto qualquer árvore, mais valorizadas pelos humanos.

Geralmente, estes projetos são mostrados num dado instante, mas se você olhar para trás ou para frente, às vezes num curto período de tempo, de alguns meses, vai notar que são devastadores para a natureza, porque não há como controlar a ganância do ser humano. Por que essas iniciativas são defendidas com tanto entusiasmo, então? Por que tanto marketing em cima disso?

É fácil entender. Todos os anos, na véspera do Natal, as TVs mostram exaustivamente que papai Noel existe de fato e mora na região da Lapônia, no norte da Escandinávia. Eles mostram aqueles vilarejos, onde os comercialmente faturam alto com o turismo. Entrevistam as pessoas que ali vivem e os turistas de várias partes do mundo. Todas procuram ser convincentes ao confirmar que o papai Noel existe e vive ali. Por fim, entrevistam o próprio papai Noel, em carne e osso. Todos se esforçam muito para alimentar o mito, porque senão o negócio deles vai por água abaixo.

O problema é que a aniquilação de um ecossistema não é nenhuma brincadeira. É uma pena que os exemplos que tivemos aqui no Sul, do extrativismo da erva-mate e tantos outros que não conseguiram impedir a devastação das Matas de Araucárias, não sirvam de alerta para o que estão fazendo na Floresta Amazônica e nos vestígios da Mata Atlântica.
Comentários
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A qualidade de vida está na floresta...
Sibele Kamchen 07/04/2009 10:43:07

Excelente seu texto Germano!!! Muitas pessoas pensam somente no viver bem
HOJE...no ENRIQUECER A TODO CUSTO, sem pensar nas consequências de suas ações
e na qualidade de vida de seus filhos e netos. Elas esquecem que a verdadeira
qualidade vida é a floresta quem dá, que é do meio da floresta que vem a
água que abastece suas cidades. Usar a floresta simplismente como um bem de
consumo, usar o termo 'uso sustentável' sem se ter o devido conhecimento, ou
como desculpa para destruir aos pouquinhos a vida das florestas é o mesmo que
acreditar que se nos comportarmos direitinho durante o ano, o bom velhinho
descerá pela chaminé de nossas casas em dezembro.
Uso sustentavel e Saci
Erison 07/04/2009 10:53:10

Coitados dos meus (e seus) possiveis netos, que nunca poderão testemunhar as
maravilhas que vemos cada vez menos...
Uso sustentável e saci: já viu algum?
Evelyn 07/04/2009 11:09:47

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Esperar por quem? Devemos fazer nossa parte.
Valéria Greco 07/04/2009 11:10:52

Germano
Este artigo é uma realidade que vemos todos os dias e em todas as
cidades, acredito que somente o trabalho de Educação Ambiental conscientizando
as pessoas principalmente as crianças da importância das florestas
conseguiremos fazer a diferença. Se nada mudar já sabemos o que esperar, já
estamos sentido na própria pele a força da natureza, o homem tem que entender
que ele não é superior a natureza. A natureza vive sem nós, mas nós não
vivemos sem ela.
Parabéns pelo esforço e dedicação que você e a Elza tem
sempre.
Abraços
Valéria
Evelyn 07/04/2009 11:19:57

Excelente trabalho, Germano!
Parabenizo a sua coragem adentrando
pela mata,
colocando em risco a própria
vida, para nos trazer notícias,
infelizmente,
deprimentes do que acontece por lá.
Fico imaginando se algum dia, meus
netos
terão a oportunidade de ver a
nossa querida Amazonia...Pelo andar
da
carruagem, só saberão que existiu
através, de livros de artigos! Mas, tenha
esperança, ainda, que este quadro se reverta.
Valeu, Amigo!
Evelyn.
Rita Souza 07/04/2009 13:26:16

Germano,



O que mata a nossa mata é a cegueira atlântica, a surdez
amazônica, a hipocrisia pantaneira, a agonia derradeira do cerrado e a
insipidez da caatinga brasileira.

O que mata a nossa mata aos poucos somos
nós, seres, que de humanos nem valores temos.

Obrigada pela artigo.

Rita
Souza
Arma em punho!
Gustavo Pedro 07/04/2009 14:23:13

Pobres sapos que precisam engolir tantas promessas dos que nenhuma
responsabilidade assumem. Se precisa esconder sua máquina fotográfica como se
arma fosse. Espero que nossas autoridades incentivem ao menos o registro em
fotos e não criem tantos embaraços para atividade fotográfica em áreas
protegidas, já que somente assim poderemos ter a prova de como passa o tempo, e
espero que o futuro seja de luz! Parabéns Germano pela matéria e atitude!
8 ou 80
Fabricio Gandini 07/04/2009 14:30:15

Prezado Germano

Nao resta duvida que e´ muito mais simples e objetivo
conservar a biodiversidade como protecao integral. Basta fiscalizacao (o que nao
acontece)

Defender o uso RESPONSAVEL(eliminei o termo sustentavel da minha
vida) e´ a chave para manter muita gente e muitos atividades socioeconomimcas
que dependem da biodiversidade para se manter(sim aqueles servicos prestados
gratuitmanete pela natureza).

Nem tanto ao ceu, nem tanto terra , há deafios
imensos para ambos trabalhos que tem importancia para estas e futuras
geracoes..em alguns locais da zona costeira que conheco penso " cheguei
tarde pra propor conservacao integral", dai arregacamos as mangas e vemos o
que podemos fazer pra contribuir no sentido da conservacao...acho que isso e´ o
que digo "uso responsavel"..por mais que ainda nao
seja...abraco

Fabricio Gandini
Oceanografo, MSc.
Instituto Maramar
...
Salvador 07/04/2009 16:21:08

O que me deixa angustiado é o fato de vermos tudo isso acontecendo e não
termos a ousadia dos malfeitores para criar soluções realmente valiosas, a
cada dia que passa mais me convenço de que apenas as rppns guardadas a bala
poderão sobreviver a essa selvageria. Já passou da hora de esperarmos de
governos e do resto da sociedade - aliás, há décadas a hora já passou. O
ser humano só age movido por 3 motivações: medo, amor e interesse segundo.
marli moraes 07/04/2009 16:43:12

Durante anos sustentaram a destruição, agora ninguém quer regras, mas elas se
fazem necessárias e urgentes antes que não sobre nem uma moita de capim.
Leis
draconianas, fiscalização séria e rígida...acabo acreditando em Papai
Noel...ora bolas, os políticos não vão se aborrecer e perder votos com essa
gente q soma milhões de votos por causa de árvores, fauna, só nos resta fazer
por nossa conta, sabotagens,pressão, encheção de saco e controle
demográfico, esse pessoal analfabeto procria mais que capim depois da
chuva.
Não faço a linha pacifista, não estou a fim de conscientizar ninguém,
o cara que tem 16 filhos quer mais é derrubar árvores prá fazer carvão e
sustentar a sua ninhada, então, palavras suaves com ele vão cair no
vazio.
Parabéns, Germano e Elza,voces são o fio de esperança no ar.
Saci eu já vi...
Walther Grube 07/04/2009 17:07:21

Saci (Tapera naevia - família Cuculidae) eu já vi, tenho até foto para
provar... Brincadeirinha a parte, uso sustentável é apenas uma boa ideologia
usada e deturpada pelos gananciosos para devastar tudo pelo dinheiro rápido.
Infelizmente é assim, a nossa luta pela preservação esbarra em problemas de
dimensões absurdas, mas não podemos dar o braço a torcer...
Conscientizar o
pequeno agricultor é impossível quando este está lutando pela sobrevivência
em um mundo onde a competição é violenta e totalmente desigual na questão de
chances para todos. Nesse sistema, quem tem poder e dinheiro faz o que quer. E
muitas vezes o pequeno agricultor, para não perder o pouco que tem para o
vizinho abastado, acaba utilizando os recursos naturais sem se preocupar com
mais nada.
É um jogo em que todo mundo perde...
Mas com exemplos de
preservação, educação a longo prazo e fiscalização é possível conseguir
alguns resultados excelentes. "Taí" o Germano para provar isso!
Herói
Tadeu Santos 07/04/2009 17:14:45

Não conheço pessoalmente nenhum herói, mas acho que em breve irei a
Guaramirim cumprimentar um ao vivo.

Tadeu Santos
Ara/SC.
Olá, Germano.
Scheila de Andrade 07/04/2009 18:49:05

É triste saber que nós seres humanos da qual nos julgamos tão racionais,
estamos destroindo o bem mais precioso que temos, que é a natureza.É ela que
nos dá o ar que respiramos,a água para matar a nossa sede e o nosso alimento,
ou seja é dela que nos dá o essencial para a vida.
As vezes me pego
pensando,poxa o que eu posso fazer para mudar essa realidade?
Então saio igual
uma louca falando o quanto é importante preservar a natureza, no entanto as
vezes me pego falando sozinha, como se ninguém aumenos estivesse me
ouvindo.
Germano, acho que vc e a Elza se sente assim as vezes, como se
ninguém estivesse ouvindo vocês.
Obrigada pelos e-mail que vc vem me
mandando, e que foi um prazer ter conhecido você e a Elza, e por mais que
demore as nossas respostas, ela um dia virã. A justiça divina se encarregará
das respostas.

Abraços,
Scheila de Andrade
Engodo
Vitor Ferreira 07/04/2009 19:26:31

Germano,

Obrigado pelo texto, é sempre importante esclarecer até onde
vai o engodo.
Vitor
SUSTENTABILIDADE
Guilherme Reichmann 07/04/2009 19:30:24

Germano, parabéns pelo seu trabalho, e continue na luta pela preservação da
mata atlântica e principalmente das "pererecas". Lindas fotos!
Eu
quero aproveitar e deixar aqui uma pergunta.
Eu conheço pessoas que prefiro
não citar o nome, que vendem bromélhas, orquídeas e tantas outras espécies,
e alegam sustentabilidade, que produzem essas mudas para revende-las, quando na
verdade trata-se de puro EXTRATIVISMO.
Como posso produzir uma variedade de
bromélha como por ex. a(Vriesia imperialis ) originária do Espírito Santo e
que praticamente se extinguiu, se a espécie leva 30,40, anos para atingir a
fase adulta? Tem viveiro porai com cinco anos de atividade, vendendo espécies
que levam no mínimo 10 anos para ficar adulta, e juram que é tudo produção
própria! Por favor não comprem plantas na beira da estrada, e exijam
certificações e procedência de plantas compradas em viveiros.
Por que um
viveiro tem que funcionar no meio da mata atlântica? Será que facilita o
EXTRATIVISMO? Lugar de bromélha é na mata,e não no jardim de condomínios
nas grandes cidades. Essa planta tem sua própria
biodiversidade,acumula água
parada,que é um criadouro de mosquitos e lar de muitas pererécas.
Uso sustentável ou responsável...
Fernando Claro 07/04/2009 19:55:01

Caro Germano, tudo bem?

Grato por ter me concedido a oportunidade de
parabenizá-lo pelo seu corajoso, esclarecedor e estarrecedor texto.
Em matéria
de meio ambiente sou um iniciante, porém e nem por isso deixo de ser um
militante da Causa e de reconhecer que minhas práticas são saudáveis e
responsáveis.
Homenageio a participação efetiva de todos e os homenageio e
fico feliz com a expressão criada por Gandini, de uso Responsável.
Saudações
fraternas a todos,
Fernando Claro
Desenvolvimento Sustentável?
José Luiz Malta Argolo 07/04/2009 20:11:12

Caro Germano,
O único desenvolvimento sustentável que
eu conheço é o que
garante a proliferação da espécie humana.

Não tenho conseguido evitar um
furor
surdo que me invade ao ler a sua
narrativa. Tudo o que você escreve
é
pura verdade. Cada dia que passa torna-se mais difícil preservar algum
objeto
natural. As pessoas estão completamente
insensíveis e não dão valor
a nenhuma
advertência que a Natureza faz. Estou
certo de que sómente uma
catástrofe
generalizada em todas as partes do
Planeta poderia surtir
efeito. Porém,nesse caso seria tarde demais.

Só para realçar a verdade da
sua narrativa, vou contar em poucas
palavras o que se passou comigo.
Pois
bem. Meu pai ao morrer deixou uma
pequena fazenda com cerca de 200 ha.,
em
Fexeiras, município pequeno do Estado de Alagoas. Éramaos sete irmãos e
cada
um recebeu sua parte. Meu irmão mais
velho era Secretário de Estado, e

comprou as partes dos outros irmãos.
Depois, comprou a minha também,
pois
eu já não suportava vê-lo desmatar a
propriedade. Ela fazia desmate
por prazer, porquanto não necessitava de
dinheiro, já que o salário dele
como
oficial da Polícia Militar e Secretário de Estado era suficiente para
sustentar a família sem maiores preocupações.
Um dia eu estava à beira de
uma nascente, com vários olhos d'água, sob uma enorme palmeira e muita
vegetação,
quando fui surpreendido por uma Perdiz enorme, que mais parecia
uma galinha doméstica. Ela posou junto a mim, sem
me ver. Eu fiquei
deslumbrado. Quietinho, enquanto ela se aliamentava de minhocas junto a lama que
se misturava à água jorrante em vários
pontos. Depois de algum tempo ela,
a
perdiz me avistou, bateu asas e foi embora. Eu me demorei mais alguns
minutos, embevecido com aquele encontro.

Dois meses depois voltei ao local.
Não havia mais nada. Meu irmão tinha desmatado tudo para criar gado.

Fiz a
denúncia ao IBAMA que o autuou.

Ele até hoje não fala comigo, e o
resto
da família o apóia. Eu sou o ecochato.

É uma pena.

Admiro o
desprendimento de vocês, além da persistência. Que Deus os proteja.

Um
abraço.

José Luiz
Sociedade Ambientalista Mãe Natureza
Em Maceió/AL,
07.04.09
A contínua verdade que nos entristece
Paulo Moraes 07/04/2009 20:36:05

Amigo Germano, desisti nunca(!!), mas a realida de que nos envolve o dia a dia,
é a falta de educação, amor a vida e aos semelhantes, é coisa da própria
"natureza" do homem bicho humano.
Um teatro de decadência no
crescimento desordenado da população planetária.
Seres abestalhados sem ter
a condição de serem formados normal+mente.
Fontes de luz...tudo de
bom...!!...
Hipocrisia
Alan Carlos Gonçalves 07/04/2009 21:35:14

É ridículo saber que os meios de comunicação que deveriam informar a
verdade, são incoerentes em forjar algo tão grave como sendo um fato benéfico
para a sociedade. Identificar o entrevistado seria primordial, seus antecedentes
e verificar o real contexto da exploração caracterizada no documentário. A
hipocrisia é desmedida, não apenas por parte da telecomunicação, mas também
por parte de órgãos governamentais de fiscalização. Estes atos deveriam ser
repugnados pela população, porém muitos são imediatistas e não pensam no
futuro da sociedade em relação à qualidade de vida perante a natureza, visam
apenas o lucro e o resto é apenas subjetividade.
Situações como esta
acontecem a todo instante e são forjadas devido ao desrespeito com o próximo,
com o alheio. Se todos aprendessem a bendita frase: “não mecha nas coisas dos
outros”, no sentido verdadeiro e pleno, não teríamos problemas relacionados
à privacidade.
Quem cala, consente.
Paulo Lopes 07/04/2009 21:53:22

Parabéns pelo artigo e pelas participações!
E sobre o Engodo Televisivo,
ninguém quis comentar??
Depois do alerta vermelho consagrado com o Nobel do Al
Gore, a mídia melhorou muuuito seu papel junto a sociedade, disceminando
valores ambientais com maior ênfase. Mas não devemos tolerar erros como o
descrito pelo Germano. Se alguma mídia com a bandeira ecológica enaltecer o
criminoso, denunciem! Protestem. Afinal, quem cala, consente.
Saudações a
todos!
Uso sustentável e saci
Luiz 07/04/2009 23:28:19

Não tem jeito não. Enquanto a preservação anda a passos de tartaruga, a
destruiçao avança a vôo de águia.
Se tivessemos um governo atuante,enquanto
não se educa e se criem condições de real sustentabilidade,haveriam leis
drásticas e forte repressão.
A COLHEITA DO FUTURO !!!
Claudemir Borges Bonato 08/04/2009 03:51:14

Olá Germano, Bom Dia !!! Como sempre falo. : Colhemos o que plantamos , imagine
o que será nossa colheita no futuro ?????? A natureza já esta mostrando sua
revolta , com todos acontecimentos naturais . É lamentável caro amigo... mas
acreditamos que um dia mudará esta situação . Acreditemos como o Saci
Pererê, Papai Noel e tantos outros . Abraço
DEFENSOR DA NATUREZA
Domingos Giacomeli 08/04/2009 07:03:54

GERMANO
Gente com Energia
Energia e muita Reação
Reação em busca do
Melhor
Melhor nesta luta pelo Amor
Amor a vida e a a bela Natureza
Natureza
que precisa ser bem Olhada
Olhada com carinho e muito AMOR, como voce tem
feito!

GERMANO a população do mundo precisa de força e determinação
igual a sua, só assim a natureza será preservada.
Infelizmente o interesse
imediato pela riqueza está trazendo esta e muitas outras tragédias.
A
NATUREZA ESTÁ NOS ALERTANDO, INFELIZMENTE NEM TODO MUNDO ESTÁ
OBEDECENDO!
QUEM PODE PODE, QUEM NÃO PODE ESTÁ FICANDO CALADO.
PARABENS PELA
SUA LUTA.
Luta e cautela
Vicente Roberto Dumke 08/04/2009 07:13:24

Caros Germano e Elsa.

Continuem a luta, mas com muita cautela.

Vide Chico Mendes.
Sustentabilidade na Política Nacional...
Ricardo Romero 08/04/2009 07:37:51

Caro Germano.

Mais uma vez estou aqui para parabenizá-lo pelo artigo e dizer,
indignadamente, que a solução está muiiiiiiito longe de nós. Enquanto os
políticos não ganharem MILHÕES com o turismo, NADA vai acontecer. Só há
investimento onde eles podem se apoderar dos recursos, de boa vontade e
direitos, ELES não vivem. 150 milhões para reformas de apartamentos em BSB e
$$$$ para copa do mundo, não faltam. O que precisamos é de uma bactária
transgênica e mortal que só afeta políticos corruptos e sem a menor
perspectiva de antídoto. Quem tiver interesse, eu financio.

Abraço de um
amigo que tbém luta por ideologia.
Alguém viu Alice?
Aratupã da Silva 08/04/2009 08:01:36

Belíssimo depoimento, Germano e… alguma dose de coragem na hora do suor frio
molhando as costas!

Realmente, a tática do “Green face” foi plenamente
assimilada por muitos atores econômicos e até pela mídia e... está dando
frutos abundantes para os mitófilos de Papai Noel: você pinta a cara de verde
para a mídia e para os "stakeholders", e continua fazendo o que sempre
fez quando as luzes se apagam.

Aí todos ficam contentes, vivendo
continuadamente no mesmo mundo de faz-de-conta e congratulando-se mutuamente por
mais uma excelente ilusão desse dia.

Dir-se-ia que no Brasil existem três
Brasis sobrepostos: o País das Maravilhas, o País Real e o País Ideal. A
maior parte da população, porém, vive no País das Maravilhas, no qual Alice,
dia após dia, tenta sobreviver com alguma inteligência, para não terminar o
dia com sua linda cabecinha cortada.

Porém, de ilusão em ilusão, de dia
em dia, de maravilha em maravilha, tudo vai ficando mais pobre... enquanto a
ganância de algum parco ganho, também ilusório, vai deixando alguns atores
mais ricos. Alguém viu Alice?

Um abraço!
Aratupã
E o que fazer?
Decio Yokota 08/04/2009 08:38:16

Gostaria primeiramente parabeniza-los pelos textos sempre muito bem escritos,
que mostram uma experiência acumulada que muitos poucos tem.
Mas eu fico com a
impressão que essa deve ser apenas a primeira parte da estória. Depois de
atingir o ponto mais baixo da trama e deixar a audiência triste, vem a
reviravolta. A parte que nos alimenta a esperança de um futuro diferente.
Senão para todos, pelo menos para alguns de nós.
Se os responsáveis pela
educação ambiental de nossas futuras gerações não conseguirem ver a luz no
final do tunel, o que será de nós.
Nas escolas do Iraque deve ser educar para
a paz, por mais distante que ela possa parecer. Educar para a guerra, esmagar a
esperança é responsabilidade do exército...
Ganância ao Extremo!
Chrystoffer Vierheller Vieira 08/04/2009 08:47:13

Bom dia Germano, no começo da matéria fiquei fascinado por esse lugar, mas aos
poucos o meu deslumbre se transformou em revolta e decepção.
Na mente do ser
humano só existe lugar para ele mesmo! Esses destruidores de larga escala, e
nós com nosso consumismo, não conseguimos enchegar que fazemos parte da
natureza, somos animais e dela viemos e dela necessitamos para continuar
vivendo.
Grato, abraço!
Triste realidade...
t lucas 08/04/2009 09:30:21

Caríssimos, Germano e Elza...
Gostei muito do artigo, tão bem relatado, o qual
espelha a realidade de forma cristalina! É exatamente isso. A miopia econômica
imediata, prevalecendo sempre, sobre a garantia de sobrevivência
futura.
Concordo plenamente com a Marli Moraes quando diz que a linha pacifista
perde sempre para a sanha destrutiva. O que é precioso deve ser protegido por
qualquer meio necessário. Inclusive a bala!!! Em nossa propriedade já tivemos
que fazer uso deste recurso,anteriormente por meu finado pai, depois por mim,e
assim será com quem de direito que julgue válido conservar um patrimônio
natural, e confesso: Surtiu efeito! Hoje está tudo tranquilo, como sempre
deveria estar. Por outro lado é triste admitir que haja necessidade de fazer
justiça com as próprias mãos. Porque as autoridades... onde estão??? Não
sei!
Talvez estejam tomando um mate com os madereiros, carvoeiros ou
reflorestadores...
Aqui no Paraná a situação é também desanimadora. Áreas
de serras ou montanhas, portanto menos valorizadas, estão virando imensas
monoculturas de Pinnus, com as consequencias nefastas que todos já conhecem!
Um
fraterno abraço...
tlucas
Denunciar para educar
Cristiano Pacheco 08/04/2009 09:46:14

Parabéns Germano! É muito importante a a divulgação. Que sirva de alerta
para as ONGs que buscam proteger o que restou do meio ambiente.
denunciar ao Ministério Público
Daniel Mendes 08/04/2009 10:26:05

Parabéns pelo relato e pelo trabalho desenvolvido, mas é necessário a
responsabilização dos causadores do dano ambiental.

Para isso, tenho que
uma grande ferramenta é a ouvidoria do Ministério Público, a qual pode ser
acessada no endereço abaixo.

http://www.mp.sc.gov.br/portal/site/ouv
idoria/default.asp?secao_id=361&secao_principal=78 8

Realizada a denúncia,
esta é encaminhada para o órgão com a atribuição específica para o
caso.

Vamos lá.

Grande abraço.
Grande trabalho
luciano suim 08/04/2009 10:28:04

MUito me admira, trabalhos importantes em prol do meio ambiente, este com
principios de valorização pela vida como um todo. seu trabalho é muito bom
Germano, conciência para muitos e iniciativa práticas pra poucos.
"Devido
a pregação do evangelho do capeta o homen passou a comer com os olhos não com
a boca" abraço.
Desenvolvimento Sustentável uma questão de Marketi
Leonardo Carvalho 08/04/2009 15:38:13

Há muito tempo venho dizendo que "DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL", no
Brasil, e em especial em SC, simplesmente "NÃO EXISTE", tratando-se
muito mais de uma estratégia de marketing, através da qual se perpetua a
completa degradação do ambiente e da qualidade de vida de nossos
concidadãos.

Inicialmente esta constatação, se deu lá pelos idos dos anos
de 2000/2001, quando de uma reunião institucional voltada à divulgação da
Agenda 21 Estadual (outro programa que simplesmente ainda não disse à que
veio).

O Palestrante, que se identificou como coordenador daquela agenda aqui
em SC, perguntou aos ouvintes o que era desenvolvimento sustentável... Minha
resposta foi que simplesmente desenvolvimento sustentável era uma “coisa”
que a princípio não existia, visto que qualquer atividade econômica humana,
produtiva ou não, normalmente cria impactos no meio ambiente da região onde
aquela se instala, concluindo que, para nomear tal questão, muito melhor seria
um slogan como, por exemplo: Desenvolvimento Com Mínimo Impacto.

Ao final da
exposição de minha opinião, indaguei ao àquele palestrante, qual era sua
formação e o que ele achava de minhas colocações...

Cândida resposta:
Tal pessoa meio sem graça entendia que minha visão de "desenvolvimento
sustentável" seria “apenas” mais uma a se somar às "outras 500 e
tantas definições sobre o tema", ou seja, tal pessoa nem mesmo sabia qual
a real definição para o tema, e finalmente informou à todos qual era sua
qualificação: Aquele era um economista!

Interessante... Um economista
coordenando a Agenda 21 do Estado palestrando sobre “desenvolvimento
Sustentável”...

O que realmente é “Desenvolvimento Sustentável” no
âmbito político-institucional aqui em Santa Catarina? Um Estado que afora o
fato de ter sido, dos últimos 03 anos, o campeão nacional de desmatamento do
bioma da Mata Atlântica, ainda coroou sua atuação Executivo-Legislativa na
questão ambiental, neste março próximo passado, com a fragmentação do
Parque Estadual da Serra do Tabuleiro em um mosaico de APA’s, tipo de UC’s
sabidamente menos restritivas e protetoras e com a aprovação do “Novo
Código Ambiental de Santa Catarina” o qual, inclusive alterou dispositivos
legais Federais, tratando-se do primeiro ato “legalmente instituído” por um
Estado da Federação, visando criar um fato para que o já combalido Código
Florestal seja revisto, pelo Congresso Nacional, obviamente sob a ótica
desenvolvimentista do agronegócio?

Não se precisa ir muito longe para se
perceber o que nossos dirigentes pensam a respeito...

Primeiramente há de se
considerar que os 02 últimos Diretores Gerais da Fundação de Meio Ambiente do
Estado de Santa Catarina – FATMA, órgão estatal que deveria justamente zelar
pela proteção do meio ambiente daquele Estado, foram oriundos da EPAGRI –
Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina, organismo
estatal este, diretamente vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e
Desenvolvimento Rural, responsável pelo desenvolvimento e aprimoramento de
técnicas que visam ao aumento da produtividade do setor agro-pecuário em Santa
Catarina... Guardadas as devidas proporções, isto significa o mesmo que o
Governo Federal dar ao EMBRAPA a direção do IBAMA!

Por outro lado a
Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável – SDS, organismo estatal
diretamente vinculado ao Executivo Estadual, o qual, por definição, deveria
coordenar as ações para promover o desenvolvimento aliado á preservação do
meio ambiente aqui em Santa Catarina, tem sua atenção e instrumentos voltados
não para a questão ambiental, mas sim para o desenvolvimento da indústria e
do comércio estaduais, bastando para chegar a tal conclusão, se analisar com
mais cuidado, quais instrumentos que tal órgão tem à sua disposição, para
fomentar o tão decantado e alardeado “Desenvolvimento Sustentável”, senão
vejamos:

Vinculados àquela Secretaria (SDS) se encontram: o PRODEC –
Programa de Desenvolvimento da Empresa Catarinense, voltado ao financiamento de
empresas dos ramos comercial e industrial; o FADESC – Fundo de Apoio ao
Desenvolvimento Catarinense, que vem a se constituir na estrutura financeira do
PRODEC, e; o FEPEMA – Fundo Especial de Proteção ao Meio Ambiente, o qual
por definição foi criado para apoiar, em caráter “supletivo”, o estudo, o
desenvolvimento e a execução, através da aludida Secretaria, de programas,
projetos e atividades “socioambientais” relacionadas com: a preservação, a
proteção e a melhoria da qualidade do meio ambiente; o apoio às ações de
controle e fiscalização ambiental, e; a capacitação de recursos
humanos.

Interessante mesmo é observar que, se tentarmos saber mais sobre
tais “instrumentos”, se verificará que o PRODEC possui, com grande
destaque, um link direto na página inicial da SDS, inclusive disponibilizando
formulários para que as empresas pleiteiem empréstimos ao FADESC. Já o FEPEMA
possui um pequeno link de acesso no canto inferior direito daquela página, em
uma posição tão privilegiada, que se o internauta não descer a página ele
sequer irá perceber que tal link existe.

Navegando-se em ambos os links, se
percebe a dimensão da importância institucional dada ao fomento da
preservação ambiental, em relação ao fomento do desenvolvimento das empresas
catarinenses: R$ 534.985,26 (quinhentos e trinta e quatro mil novecentos e
oitenta e cinco Reais e vinte e seis centavos), arrecadados de janeiro a julho
do ano de 2008, neste caso pertencentes a: CPPA/PMSC (R$ 184.316,23); FATMA (R$
190.173,46), e; FEPEMA (R$ 160.495,58), contra R$ 154.912.724,68 (Cento e
cinquenta e quatro milhões novecentos e doze mil setecentos e vinte e quatro
reais e sessenta e oito centavos), respectivamente, valor este último aprovado
na tarde do dia de hoje (08/04/2009), com a assinatura de 04 (quatro) contratos,
cujo resultado direto será a criação de 939 novos postos de trabalho em SC,
ou seja, ao custo de R$ 164.976,27 (cento e sessenta e quatro mil novecentos e
setenta e seis Reais e vinte e sete centavos) por vaga de trabalho.


Observando o destaque dado às duas matérias, se percebe claramente que,
para a SDS, a criação de 3,24 novos postos de trabalho, com o mesmo montante
destinado ao FEPEMA para fomento da preservação e proteção ambiental em
Santa Catarina em todo o primeiro semestre ano de 2008, merece muito mais
destaque e divulgação do que os “importantes” projetos apoiados pelo
FEPEMA, como por exemplo: “Pátios Ecológicos – Um Programa de Educação
Ambiental nas Escolas de Paulo Lopes”, ou “Programa de Gestão Ambiental na
Escola – PGA Escola, entre outros... (dados extraídos da página inicial da
SDS em 08/04/2008 e da ATA da 6ª Reunião Ordinária do FEPEMA –
18/08/2008).

É pelo tipo de projeto apresentado e financiado pelo FEPEMA,
talvez a SDS esteja mesmo com a razão...

Não é à toa que a SDS, quando
do trâmite dos 02 Projetos de Lei envolvendo o Parque do Tabuleiro e o “Novo
Código Ambiental de Santa Catarina”, tenha se posicionado francamente
favorável à aprovação de ambos pela ALESC, já que na visão institucional,
como é de conhecimento de todos, a questão ambiental impede o desenvolvimento
do Estado de Santa Catarina.

Finalmente respondendo à pergunta do nobre
amigo: Sem dúvida nenhuma, aqui nestas terras do Sul, atualmente está muito
mais fácil ver um Saci-Pererê do que “desenvolvimento sustentável”, haja
vista que o “Macunaíma” já visitou por 02 vezes a ALESC neste março
passado, quando da deliberação por aquele Legislativo dos 02 PL’s voltados
para a questão ambiental: O que fragmentou o PEST em um mosaico de APA’s e o
que criou o “Novo Código Ambiental de Santa Catarina”...

Alguém
dúvida?...
Complemento do comentário anterior...
Leonardo Carvalho 08/04/2009 16:00:05

Só para complementar.

Na reunião da SDS do dia 08/04/2009, citada no item
anterior, o atual Secretário lembrou que no ano de 2008, fechou com um
investimento de aproximadamente 4.000.000.000,00 (quatro BILHÕES de Reais), o
que possibilitou a criação de 16.000 empregos, neste caso ao custo de R$
250.000,00 (duzentos e cinquenta MIL por vaga de trabalho).

Pergunta 01:
Quantos postos de trabalho foram definitivamente perdidos com as chuvas do final
do ano passado, haja visto que várias empresas, em especial as pequenas,
fecharam suas portas ou simplesmente deixaram de existir levadas literalmente
pela lama e água?

Pergunta 02: será que R$ 250.000,00 não ajudariam tais
empresas a reabrir suas portas e retomar suas atividades, possibilitando que
seus empregados retornassem aos seus antigos postos de trabalho?

Pergunta 03:
Alguém aí conhece alguma pequena empresa nessa situação, que conseguiu algum
apoio institucional para poder voltar a produzir?
O Futuro em nossas mãos...
Ciro Ubiratan Ferreira 08/04/2009 16:34:39

Parabéns Germano pelo texto e pela sua consciência ambiental. Li certa vez que
estamos "emprestando a terra dos nossos netos" e o que assistimos
atualmente é o total descaso com o futuro.
Não podemos mudar ninguém, se não
mudarmos a nós mesmos. O crescimento demográfico ocorre naturalmente, que
junto ao aumento na expectativa de vida da população mundial, exigem uma
necessidade cada vez maior na produção de alimentos, porém, é claro, de uma
maneira sustentável e coerente.
Não bastam discursos pró-florestas,
mananciais e pó-ecologia e ecossistema, se não tivermos mudanças estruturais
na nossa legislação que controla o uso e exploração do solo, conservação
de florestas e mananciais nas esferas municipal, estadual e federal.
Enquanto
houver toda essa gama de desvios e corrupção ativa e passiva nestes órgãos e
institutos públicos, assistiremos perpléxos a toda essa estupidez causada
pelo homem. Lembrem-se portanto, que o futuro do planeta está unicamente nas
mãos e atitudes de nossa insensatez e passividade frente a esses problemas,
portanto, pensem bem em quem você estará elegendo como seu representante nas
próximas eleições...
Junior 08/04/2009 21:09:39

Ontem mesmo ao lado de minha casa na cidade precisa de ver o quanto de homens
que juntou pra derrubar uma árvore, você vê nos olhos deles o prazer em fazer
tal serviço um até foi buscar uma moto-serra com todo orgulho e até não
cobrou nada pelo serviço, que gentil ele não?


Por aqui em nossa região na
cidade de Sales, interior do estado de São Paulo já não há quase mais nada
de mata nativa, o que resta as usinas de cana e açúcar estão acabando e
também os novos loteamentos a beira rio que são um "paraíso" pra
viver como sempre dizem as propagandas estão dando conta de fazerem desaparecer
do mata os resquícios de mata nativa.

Uma pena meu caro, o que faremos com
isto?
Palavras
Tomas 09/04/2009 03:49:42

Excelente trabaho. Mas gostaria de deixar algumas opiniões.
Eu acho que
estamos muito preocupados com o termo que usamos, seja desenvolvimento ou uso
sustentável, seja uso responsável, seja lá o que for. Não importa, porque na
raiz do problema está a forma como nós, brasileiros, fazemos as coisas.
Somos
uma povo que nunca respeitou a natureza, nunca se preocupou com conservação e
que nunca pensa o que será deixado para as gerações futuras.

Exemplos de
nossa imbecilidade coletiva não faltam. A última delas é esta propalada
intenção de desmatelar o Código Florestal, que se diz está impedindo ou
atrapalhando setores produtivos.

Neste país, para onde se olha, há gente
cometendo verdadeiros atentados à segurança nacional e à integridade
nacional. Comemos os país por dentro, fisicamente, e ainda temos poder para ir
além do tempo, destruindo o futuro do país.

Falar de sustentabilidade não
é o problema. O problema está no fato de que temos uma população de
ignorantes (nem falo de educação formal, falo de entendimento sobre vida e seu
sistema de sustentação) e de oportunistas. A interação destes dois aspectos
cria o país que estamos desconstruindo.

Os oportunistas aproveitam de
situações de poder para obter vantagens e aí entram as mudanças tendenciosas
nas leis ambientais, no uso de truques para burlar leis ambientais, no
fingimento de avaliações de impactos e estudos de impactos ambientias, no
fingimento milionário de zoneamentos e até mesmo no fingimento de unidades de
conservação. Vejam o que são nossas APAS....um baita nada.

Como é que um
povo que sofre uma calamidade nas proporções vistas em Santa Catarina ainda
aceita passivamente que se mude, poucos meses depois, as leis ambientais para
gerar mais fatores de risco como os que levaram à morte tantas pessoas, e que
causaram tantos prejuízos? É de uma imbecilidade total.

Sou pessimista. Na
verdade, prefiro dizer que sou realista. Só vamos acordar quando não vermos
país nenhum.....
Sustentabilidade X Sustento
Djalma 09/04/2009 05:14:17

Chamar de ganância a pura necessidade de sobrevivência de um pequeno
agricultor é, no mínimo, leviandade. Mesmo apinhado da consciência ambiental,
o instinto de sobrevivência é mais forte. É muito fácil regurgitar chavões
sob a alcunha ambiental. Difícil é traduzir os discursos em ações viáveis.
Tais ações dependem de vontade política. Essa vontade não deve ser
atribuída apenas aos políticos, mas a toda sociedade. Sociedade esta que
vivencia uma profunda crise de identidade, onde o mérito é substituído pela
conveniência. Saia do seu mundinho confortável com alto padrão de consumo e
tente se estabelecer com uma atividade de RECICLAGEM de resíduos ou com uma
chacarazinha para ecoturismo. Você receberá tanto (des)incentivo que terá
vontade de fabricar carvão. Se uma pequena parte dos generosos recursos
destinados às ONG's pseudo-brasileiras fossem aplicados em programas efetivos
de incentivo às ações e iniciativas para desenvolvimento de atividades
sustentáveis, certamente o agricultor gentil do Rio Costa Carvalho teria
recebido algum estímulo que viabilizasse sua atividade ecoturística. Por mais
abnegado que fosse à causa ambiental, qualquer ameaça de privação à
família seria suficiente para acender os fornos do carvão. CUIDADO!
Sustentabilidade existe, mas só terá espaço nas mentes lúcidas que não
confundem sacy com carvão.
Deprimente
Malu Morenah 09/04/2009 13:01:51

Oi Germano,
Como sempre textos fortes e bem escritos. Textos que me
impressionam, emocionam, aterrorizam e me deixa furiosa principalmente por causa
da falta de união e capacidade generalizada de união para fazer alguma coisa
contundente. Cada um cuida do seu próprio umbigo...
O coletivo é o que ainda
pode ajudar para que as coisas aconteçam.
Alguma outra iniciativa ou atitude
além da de vcs já esta acontecendo?
Em que e como podemos ser úteis além de
divulgar?
Como podemos sensibilizar antes de termos mais mártires? Fazemos
uma carta para o ministério do MA? Para as organizações internacionais e
nacionais? Para os meios de comunicação? Que emissora de TV fez a matéria?
Vamos denunciar para outras emissoras?
Forte abraço para vocês.
Malu
Morenah
Atriz, artista circense e produtora cultural
Concientização
Jenifer C Fontanelli 09/04/2009 14:58:07

Boa tarde
gostei muito, que pena que somos poucos ainda. Precisamos fazer algo
para
concientizar as pessoas que dessa maneira conseguiremos viver um pouco
mais.
Pois do jeito que está indo não vamos muito longe.
Jenifer
"A
várias maneiras de mudar, basta você querer."
Sim já vi Saci!
Helena Paula 09/04/2009 16:49:53

Já vi Saci e vejo o desmatamento e reflorestamento a muitos anos. Agora me fale
sobre o saci!!!
Uso susentável e saci: já vi algum?
Ênio Araújo Souza 09/04/2009 18:27:43

Que aventura você passou, heim? O artigo escrito é bem a cara do homem... só
quer para si tudo o que puder pegar... Tomara que ainda haja tempo para nós.
Que não vejamos em nossas praças árvores e pássaros construídos de
concreto.
Um abraço. Ênio.
Comentario
Adao Cordeiro 10/04/2009 06:11:55

Olá germano,eu Adao Cordeiro, confesso a voce que sou um eterno apaixonado pela
Natureza, em funçao de ser filho de agricultor nacido e criado na Roça,
passamos muita dificuldade. Em se tratando de preservar a fauna e a flora, os
mananciais a Mata ciliar hoje éo foco do momento. Graças a iniciativa de
pessoas realmente preocupadas com o futuro do Planeta como você e como muitos
que estão a nossa volta, hoje nós vemos uma certa preocupaçao em relaçao e
a valorizaçao do bem estar das pessoas e da Narureza, que nos propicía o
direito de viver em Paz e em segurança com o meio ambiente. Hoje as autoridades
de nosso municipio alegam que as adutoras estão operando com a capacidade
máxima, oque será daqui mais alguns anos? precisamos importar Água,
transformar agua salgada em agua doce? explorar o subsolo? os aqüíferos já
está sendo também uma preocupaçao., oque fazer?..... É hora de nos
despertar>. Agua tem com abundância, é só tomar-mos iniciativa. Chega de
usarmos agua tratada para lavar calçada, para lavar o Carro, para dar descarga
no vazo sanitario para regar as plantas. CISTERNAS JÁ .........valeu germano um
grande abraço.. Adao cordeiro
mais fácil...
Mariza Binato 10/04/2009 16:39:41

Caros Germano e Elza.
O texto acima foi narrado com uma muita sensibilidade,
parabéns.
Dá uma tristeza enorme ver tanto descaso e desvalorização da
natureza por parte da geração atual, que costumo chamar de "geração do
aqui e o agora".
Seus filhos e netos, como estarão???
Para falar a
verdade, acredito mais na possibilidade de ver um saci-pererê do que na
"ideologia" do conceito "uso sustentável".
Abraço, com muita
admiração, o casal.
Mariza.
Uso susentável e saci: já viu algum?
Luciano Cordoval. 10/04/2009 17:06:27

Germano, maravilhoso o seu texto, mostra claramente a falta da cultura de
preservação ambiental. Isto que você narra acontece em todos os seguimentos,
é triste, vi agora, uma família lutar a vida inteira, criar os filhos,
encaminha-los e agora aos 80 anos do casal, houve a divisão da herança, lotes
e casas urbanas já venderam tudo, e sobrou a casa sede, aonde os pais moram,
só resta então a casa sede. E uma filha que ainda tem um pouco, quer comprar a
casa sede, para não ver os pais irem para o aluguel de uma casinha pequena!!!
Mas os dois filhos que herdaram a sede, na "ganância" passageira,
estão querendo vender deixando em pânicos o casal...
Mas vamos ao assunto,
fui ver seu texto estimulado pela Creusa de Campinas... Sou da área de
captação de água de chuvas, autor do projeto barraginhas... Germano, já
escrevi sobre este assunto que vou citar ai, sobre o desastre de Santa Catarina
era culpa desta divisão de heranças e da ganância, e disse sobre isto que
você relata. Para desmatar encostas íngrimes, tem que fazer estradas, nas
encostas, são estradas que tem cortes profundos, e desvios de enxurradas
chamados bigodes morro abaixo. E na ganância, na divisão de heranças, cada um
abre mais uma uma derivação de estrada para acesso e retirada da madeira ou
carvão. E vai vendendo heranças, repartindo mais o terreno, loteamentos, e
mais estradas e nem todo o solo, aceita tais estradas, e nem todo solo é firme,
e se cria fissuras, por onde entram as infiltrações e vem os
deslizamentos...
Eu tenho uma idéia que ainda vai ser praticada, espero..., de
criar o cartão ganãncia, um cartão que dará aos herdeiros, uma renda de um
salário, ou dois, ou três, dependendo do tamanho do terreno, para ele deixar a
mata retornar, ele não poderá cortar nada, quem cortar perde o cartão, a
sociedade terá que bancar esta parada... Já está acontecendo aqui em Minas
Gerais, um embrião deste cartão, para quem cercar suas nascentes, largamente
conforme o projeto e deixar a mata reflorestar as nascentes...Só assim nossos
netos verão matas, senão???
Uso sustentável e saci
Creusa 10/04/2009 21:53:27

Tomei a liberdade e colocquei o seu texto no Orkut

http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs.aspx?cmm=26
927055&tid=5322988849548845757

Ja começaram a surgir comentários
[]s Creusa
MÁRCIA MARQUES 11/04/2009 05:20:47

USO SUSTENTÁVEL...

PREZADO GERMANO, SOU BIÓLOGA E AMBIENTALISTA, HÁ POUCO
MENOS DE UM ANO CRIAMOS O INSTITUTO AMBIENTAL CONSERVACIONISTA 5º ELEMENTO COM
O OBJETIVO DE REINTEGRAR O SER HUMANO A NATUREZA. ENCARAMOS ISSO COMO MISSÃO
DIVINA POIS NO SISTEMA CAPITALISTA Q VIVEMOS, A MAIORIA NÃO SE DISPÕE A
PRESERVAR SEM RECEBER ALGUM BENEFÍCIO FINANCEIRO, ESTA É A REALIDADE, SÃO
POUQUÍSSIMOS OS QUE PRESERVAM POR IDEALISMO. EXISTEM AS RPPNS - RESERVAS
PARTICULARES DO PATRIMÔNIO NATURAL, QUE FORAM CRIADAS COM O INTUITO DE DAR
CARATER HEREDITÁRIO A CONSERVAÇÃO DE UMA ÁREA, MAIS O MOVIMENTO TEM SIDO
POUCO DIFUNDIDO PELO PAÍS E AS DIFICULDADES DOS PROPRIETÁRIOS SÃO DIVERSAS,
PRINCIPALMENTE NA ESTÂNCIA BUROCRÁTICA E NOS CUSTOS ALTOS DOS PLANOS DE
MANEJO.E AÍ NOS DEPARAMOS DE NOVO COM O SISTEMA CAPITALISTA.
O HOMO SAPIENS
PERDEU O MEDO, A VERGONHA E A FÉ, ISTO LHE DEU UM FALSO STATUS DE
SUPERIORIDADE. NOSSO TRABALHO CONSISTE EM FAZER ESTA ESPÉCIE COMPREENDER QUE
DEPENDE DE TODAS AS OUTRAS, QUE A VIDA NESTE PLANETA E UM SISTEMA INTEGRADO E
VIVO COMO O PRÓPRIO PLANETA (GAIA), COMPREENDER QUE MAIS CEDO OU MAIS TARDE O
PLANETA SEMPRE SE REVOLTA CONTRA AQUELES QUE O AGRIDEM, É COMO UM CÃO SE
COÇANDO E SACULEJANDO DESESPERADAMENTE P/ SE LIVRAR DAS PULGAS!PORTANTO AMIGO,
TALVEZ A FÉ, O RESPEITO E OS PRINCÍPIOS PRECISEM SER REGATADOS DO PASSADO DOS
POVOS ANTIGOS OU DO PRÓPRIO LIVRO DE GENESIS PARA QUE POSSAMOS ENTENDER QUE A
LUTA É PELA PRESERVAÇÃO DE NOSSA PRÓPRIA ESPÉCIE!!!

AGORA MEU CODINOME
É "AMBIENTAMÍSTICA"
FICA NA PAZ, MÁRCIA MARQUES
ambientalistas?
Marcio 11/04/2009 17:18:04

Pelo visto precisamos procurar
ambientalistas entre os artistas
de circo, a
exemplo de Malu Morenah.
Anjos ambientais
Maria Emília 11/04/2009 19:16:37

Elza e Germano:

Fiquei triste pelas notícias... Ao mesmo tempo fico feliz
por saber de pessoas como vocês que lutam tanto em prol da natureza, do meio
ambiente e de todos nós!!! Não esmoreçam, sejam perseverantes, embora o
trabalho seja tão árduo! Mas, como alguém já alertou, vão com cuidado, pois
nem sempre agradarão gregos e troianos. Aliás, desagradarão o exército de
poderosos, de inconsequentes e de irresponsáveis... Obrigada pelo trabalho
constante. Abraço,
Desnvolvimento sustentável
Mueller 11/04/2009 19:27:36

Então vejamos, após a catastrofe ocorrida em novembro de 2008, meses depois
temos a aprovação do novo codigo ambiental de SC.
Não dúvido, logo
começaremos a ver sacis,Curupiras,mula sem cabeça... nos quintais de nossas
casas.

Utopia,
mas com Determinação e Perseverança talvez quem sabe um
dia teremos sucesso em nossa batalha.
lamento que os orgãos fiscalizadores e
com poder de mudar essa situação, sejam tão corruptos.

Germano e
Elza
Que o criador os proteja!

Fraternal abraço
Mueller.
...e a biodiversidade se vai silenciosa
Lucia Sevegnani 12/04/2009 18:34:25

Germano

testemunhamos filhos, netos, bisnetos ... arrancando cada recurso
possível do muito ou pouco deixado por seus antepassados, nem tão passado
assim.

... silenciosa a biodiversidade se vai...
não sobra nem o tilintar das
moedas resultante da exploração...

aiiiiiiiiiiiii corra bicho, corra...
Uso sustentável...
André Luiz Monteiro 13/04/2009 05:28:40

Olá a toda equipe.

É muito claro que as leis governamentais quando pretende
firmar alguma lei embasada em sustentação ambiental a primeira regra é uma
moto serra e junto a ela vem os caçadores irresponsáveis que atira no primeiro
ser vivo que encontra pela frente, bem, mas esse ser vivo não é humano, mais
pode matar como esse macaco encontrado com uma perfuração de bala de uma arma
de fogo em seu crânio. Esse individuo deveria sim ter conciência se existe
alguma coisa encefálica em sua cabeça pensante e passar a acreditar que todo
ser vivente inclusive ele tem direito a vida e com ela sua preservação. Quanto
aos governos que pobreza de espírito, será que eles já pensaram se é que
pensam, que todo o dinheiro que acumularem sua sobrevivência também no Planeta
Terra estará comprometida, ou fazemos juntos o que deve realmente ser feito com
responsabilidade e sabedoria ou então o barco vai ficar a deriva e conserteza
irá afundar com todo mundo dentro.
Germano e Elza, admiro a coragem, a
persistência de preservação dos nossos bichinhos e da nossa mata. Podem ter
certeza que estaremos indiretamente sempre apoiando-os em toda sua
tragetória.
Parabéns e muita luz e paz.
A Terra encaminhará
Pedro 13/04/2009 08:45:13

É chegado o momento que a própria Terra tratará de dizimar essas pessoas,
esse câncer humano, de sua superfície. Morte a esse tipo de agricultor, e a
seus filhos e netos, pois se depender de esperar essa gente ser educada, não
daria tempo pra Terra. Assistiremos à derrocada dessas pessoas, assim como às
das urbis. Cuidem pra não entrar nesse meio, pois a vingança de Gaia será
violenta. Não ao antropocentrismo: antes 1 hectare de floresta em pé do que as
pessoas que o poderiam derrubar. Viva as outras espécies.
Sobrevivendo
Amanda Schneider 14/04/2009 13:20:58

GERMANO!!
Sua coluna esta cada vez melhor, parabanes!
É facil compreender o
seu panico e medo diante de uma situaçao dessas.. o meu panico é saber que a
cada ano que passa precisamos mais de nosso verde tao rico e lindo e que as
pessoas dao cada vez menos valor, ou entao cada vez mais valor comercial!
é
muito bom saber que existem pessoas como vc e sua esposa que querem preservar o
pouco de mata que ainda nos resta! querem e preservam!
Continue sua LUTA...
vamos unir esforços em prol da diversidade..
para que entao nossos filhos e
netos consigam sobreviver
Como sempre...
Danielle Prim 14/04/2009 14:53:11

Germando sua luta é a nossa!
Infelizmente vemos estes casos maquiados todos os
dias... E ainda com ênfase na televisão que com o perdão da palavra, na
maioria das vezes é uma grande M... Enfim, continuaremos fazendo a nossa parte,
mesmo com medo de acabar como o bugio citado no texto!
Parabenizando...
Wadlis R.de Lacerda 15/04/2009 19:47:11

Olá Germano! Parabenizá-lo pela constante preocupação com o nosso planeta,
é pouco! Se cada um fizesse a sua parte, teríamos com toda certeza um mundo
melhor, mas infelizmente a ganância de alguns está proporcionando a
destruição de nossa natureza o que é muito triste.Sua trajetória é
louvável e dígna de admiração. Parabéns e Obrigada pelo constante trabalho.
Abraço fraterno.
Diante das adiversidades...
Maria Goretti 16/04/2009 07:35:52

Meus queridos, Germano e Elza! Sinto muito por todas as dores que vocês
tem
sentido por tudo o que tem passado e em ver toda a destruição de tudo o
que
tanto amamos e sabemos que é importante para que a vida de nossa espécie
e de
todas as outras. De vermos destruído em segundos o que a natureza levou
anos
para construir. Sabemos que a própria saúde física, mental e espiritual
da
humanidade é influenciada pela doce presença dos nossos irmãos de
outras
espécies. Quando fazia Biologia na USP em São Paulo, pude ver todo
o
desrespeito e pobreza dos detentores de títulos na própria Universidade e
de
colegas, que mais que muitos da população estavam tendo o privilégio de
saber
como cuidar daquilo que é tudo para a vida do planeta. Mas...encontrei
forças
na oração. E como foi o trabalho de nossa querida Madre Tereza de
Calcutá, para
que seu trabalho missionário tivesse forças e ampliasse,
precisava de outros que
no silêncio e sem aparecer perante a mídia, oravam e
o seu trabalho é a oração.
É isso que tenho feito. Foi quando vocês
surgiram e o seu trabalho tem seguido.
Agradeci e agradeço a Deus por vocês e
peço por todos que não tem medido
esforços para poupar a vida de outros
seres. Foi a resposta de minhas orações.
Creio que o Senhor está agindo de
modo que muitas vezes não compreendemos.
Porisso não desfaleçam e nem
desanimem. Continuem. Verão ainda os frutos. O
vosso trabalho sonhei em
fazê-lo em tempos de juventude. Mas entendi que o
homem precisava de uma
grande mudança em seu interior. Estou enviando esta
mensagem para reforçar o
que eu disse. Estou com vocês, embora no
silêncio.Abraços a todos do
Rã-bugio.Goretti.
oro também
laudimira curcio 19/04/2009 16:06:43

Faço minhas as palavras de Maria Goretti 16/04.
Uso sustentavel e Saci
Élio J. B. Camargo 19/04/2009 16:57:39

Prezado Sr. Germano,

O problema ecológico existe em função da pressão
populacional na face da terra. Sem o animal humano, não haveria problema
ecológico. Com o ser humano houve um desequilíbrio na Natureza, custando muito
aos outros animais e que agora atinge ao próprio causador (só assim ele sente
na pele). Veja que este animal saiu da Europa e invadiu o Novo mundo por causa
da excesso de gente. As pessoas e governos se omitem desta causa básica,
deixando o assunto intocável, como se não houvesse relação entre elas. A
solução é reverter o crescimento populacional, pois sem isso não haverá
alívio sobre a Natureza. Não adianta lamentarmos e culpar o desejo de lucro,
consumo e imitação de modo de vida modernos, pois vemos que todas as pessoas
(veja a China) irão no sentido de cada vez maior consumo e sistema de vida
ocidental. Não haverá meio ambiente que agüente está previsão.
Engraçado
que nos preocupamos com a reprodução dos outros animais
(http://www.ecolmeia.com/controle-reproducao-caes. html ), limitando-as, mas
ignoramos a nossa.
Portanto, precisamos centrar na coisa básica, excesso de
gente, o resto é conseqüência. É causa e efeito.
Abraços.
Élio j. B.
Camargo
Nancy Aguiar 19/04/2009 19:57:42

Ola Germano,parabens pelo trabalho que vem realizando em prol da
natureza.Infelizmente, a maioria das pessoas no mundo nao tem consciencia do
drama ambiental que estamos vivendo.Eu espero q ue a nova geraçao venha mais
sensata em relação ao equilibrio ecologico.É o q precisamos
urgentemente.Pessoas que pensem cm nós:Preservar o nosso tesouro:Meio
ambiente;pois e dele q depende a boa qualidade de vida no planeta...Um grande
abraço a vc e a Elza e acredite Persistam ;se cada um fizer um pouquinho q seja
para colaborar com o meio ambiente cm vcs já o fazem ,a natureza e tds nos
agradeceremos não e verdade?Bjus
Sustentavel indo para Responsavel
lucia bogaz 24/04/2009 10:30:54

Alguem c-disse num comentario acima que prefere trocar o "uso
sustentavel" para "uso responsavel" e sabemos e' isto o que nos
aguarda no futuro nao longe que escolhemos fazer.Nos tornaremos responsaveis
pelas escolhas e destruicao da natureza.Teremos que enfrentar a devastacao
ecologica que promovemos.
O que nos espera nao sabemos ao certo, mas
pagaremos.
Aquele que planta colhe e aquele que devasta?
Fica sem
nada.
Parabens ao casal Germano e Elza e' pouco, o trabalho deles nao tem
preco.
A Natureza em silencio agradece, mas nao vai estar la' por muito para
se manter agradecida.
Devemos mais do que enderecar cumprimentos, podemos
ajudar a manter a missao da sustentabilidade para conservacao da
biodiversidade.
O que fazemos atualmente?
Pensar e agir eis a questao.
É uma pena
Boró 30/04/2009 05:58:08

Muito triste ler isso, realmente o que é mostrado na TV não pode ser levado a
sério, é tudo maquiado.
Só DEUS
Giovani Athayde 30/04/2009 07:04:10

SOMENTE ELE VAI DAR JEITO GERMANO LEIA POR FAVOR QUANDO DER: APOCALIPSE: 11:18
Urso Panda
juliano 06/05/2009 15:08:45

Ouvi dizer que na China se alguém for pego matando um Panda pode tambem ser
morto na hora que, não da nada para o vingador... Acho que está na hora de
estender essa lei a outras espécies animais e vegetais em todo o
planeta...
Se alguém hoje pode estar compromentendo a minha, a nossa vida no
futuro,temos o direito de abater esse individuo com as mesmas armas...moto
serra...facão..foice ...carabina ...ou arco e flecha...e sem dor na
consciência. Se os japoneses comem carne de baleia (os que comem) que estão em
extinção...temos o direito de abate-los também...somente isso fara o planeta
entrar em equilibrio de novo...
Conscientizacao
Eduardo da Rocha 14/06/2009 06:21:06

Esse relato do Germano e uma triste realidade nao so desse lugar mas de todo
estado de SC. Nos quatros cantos desse nosso estado maravilhoso e possivel ver
exemplos como esse. Infelizmente a maioria das pessoas acredita ter que mostrar
para os outros que sao alguem so atraves do dinheiro ou dos bens que este
possui. E por isso nao mede esforcos para alcancar tal objetivo. Juntando toda
essa ganancia com esse nosso governo e a impunidade que toma conta do Brasil,
temos todos estes exemplos e muitos outros piores. O dia que o povo brasileiro
tomar consciencia de que o proverbio "A uniao faz a forca" faz todo
sentido, quem sabe talvez comecaremos a ter alguma mudanca consideravel neste
pais.

(Obs: problemas de ascentuacao devido a configuracao diferente do
teclado)
MATA
REGINA DE FATIMA ROSSIO 30/06/2009 14:36:40

BOA TARDE GERMANO PARABENS PELO SEU ESFORÇO NOS TODOS AGRADECEMOS A SUA
LUTA NAO PODEMOS PERDER A ESPERANC A . PARABENSSSSSSSSSSSSSSSS
Daniel Ramos de Oliveira 03/07/2009 14:24:24

Olha Germano.Eu participo de um grupo aqui em Itajaí/SC que é a Agenda 21
Fayal,e o nosso objetivo é recuperar uma aerea do Rio Itajaí Mirim
Retificado.E esse seu texto perfeito,eu vi um problema que nós concerteza
iremos enfrentar,que é a ganacia dos empresários dessa região onde nós
queremos recuperar(que tem muitas empresas) e principalmente das crianças e
adolescentes que moram ali,que nós temos de fazer uma conciencia ambiental com
elas pra não acontecer isso que você cita no texto,o neto de um senhor que a
11 anos preservava essa area.Parabéns mais uma vez pelo o ótimo texto!!!
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