Catarinense, doutor em física pela UNICAMP, pesquisador titular do Instituto de Estudos Avançados, em São José dos Campos (SP) e nas horas vagas se dedica na defesa da Mata Atlântica através do Instituto Rã-bugio.
Continua a destruição do que resta de mata ciliar do rio Itajaí. O resultado é que Blumenau sofrerá enchentes cada vez mais devastadoras.

Esta é a lógica por trás das campanhas para “ajudar” a natureza, que vão de reciclagem à milionária indústria da “restauração” de matas.
Há 13 mil anos, o homem já reciclava artefatos para poder caçar mais. A reciclagem das embalagens do que consumimos apenas produz a ilusão de que ajudamos a natureza.  
Defender as áreas remanescentes não dá dinheiro, só encrenca. Mas, se não fizermos, extinguiremos o bioma.
A natureza tem muito mais chances num cenário de prosperidade do que de miséria no campo. Com miséria, a natureza não tem chance alguma.
Com a proximidade da data, muitas empresas anunciam suas boas ações com relação ao planeta. Mas muito não passa de obrigação prevista em lei.
A divulgação das imagens chocantes do saque de ovos na Costa Rica  teve muitos reflexos positivos na sociedade. 
Quando se tenta criar unidades de conservação, a população se opõe. Um indicador de que o Brasil está na estaca zero na educação ambiental.
Norte de Santa Catarina está há dez anos livre de crimes envolvendo aliciamento de crianças para caça de borboletas graças à força das listas de discussão e de bom jornalismo.
Propagandismo tenta injetar ideário torto sobre meio ambiente na formação dos jovens brasileiros. Alguns professores se rebelam contra os abusos no ensino público

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