O pupunha é um palmito macio, um pouco menos fibroso do que as outras variedades, e tem sabor ligeiramente mais doce.

Autor:
Jefferson Julius e Eudemar Cavalcanti
Categoria: Entrada
Princípios:  

Ingredientes: Uma tora (reflorestamento) de pupunha de aprox. 70 cm
200 ml de azeite extra virgem
Uma colher de sopa de alecrim fresco orgânico e desfolhado
Uma colher de sopa de tomilho organico desfolhado
Pimenta branca moida
Sal marinho com baixo índice de sódio
Uma folha de papel alumínio

Modo de preparo:  Envolva a pupunha no papel alumínio e asse em forno pré-aquecido a 170 graus por uma hora. Parta o pupunha ao meio no sentido do comprimento e corte irregularmente. Em uma vasilha, misture com ajuda de batedor de arame o azeite, o tomilho, o alecrim, o manjericão, o sal e a pimenta. Sirva sobre o pupunha ainda quente ou frio.

Atenção: O pupunha é uma solução viável para a indústria palmiteira porque apresenta características agronômicas adequadas para a substituição, com vantagens, de outras palmeiras nativas, como o açaí (Euterpe oleraceae) e a juçara (Euterpe edulis), que são exploradas de forma extrativista e predatória e, por isso, apresentam restrições legais e risco de extinção.  O palmito do tipo Juçara chegou a cobrir mais de um milhão de metros quadrados na Mata Atlântica, em todo o litoral brasileiro. Mas sua exploração desenfreada o colocou em risco de extinção e contribuiu para o desmatamento da região. Vale a pena tentar se certificar de que a produção do alimento é sustentável, sem agredir o meio ambiente.
Idealizado pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, sob a curadoria de Celso Freire, o movimento Gastronomia Responsável convida chefs de cozinha a criarem pratos com princípios que unem alta gastronomia e conservação da natureza.

Utilizar ingredientes orgânicos

A produção orgânica contempla todo um sistema produtivo ambientalmente correto e, por isso, consegue se sustentar fazendo uso racional dos recursos naturais. Os alimentos são produzidos da maneira mais natural possível e, por não contemplar o uso de insumos químicos, fertilizantes e pesticidas, evita a contaminação do solo e dos recursos hídricos.

Utilizar produtos regionais para diminuir a emissão de CO2 proveniente do transporte

Os alimentos produzidos nas proximidades do local da compra e/ou consumo não precisam ser transportados por longa distância e, por isso, a emissão de gases responsáveis pelo aquecimento global é menore diminui a necessidade de embalagens e energia para estocá-los.

Não utilizar espécies ameaçadas e quase ameaçadas de extinção

Evite utilizar alimentos produzidos a partir de espécies ameaçadas ou quase ameaçadas de extinção, ou seja, aquelas com alto risco de desaparecimento na natureza em futuro próximo, como o palmito, extraído do palmiteiro-juçara e a castanha da castanheira-do-Brasil. Também tenha o cuidado de utilizar alimentos escassos, prefira quando estiverem na sua época.

Aproveitar integralmente os alimentos para evitar desperdícios

Utilize nas receitas as partes não convencionais de ingredientes, tais como cascas, talos, folhas e sementes, normalmente descartadas. Quanto melhor os alimentos são aproveitados, menor é a necessidade de produção e a quantidade de matéria-prima retiradas da natureza. Com o aproveitamento integral, também se contribui para gerar menos resíduos.

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