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| Gênio do mar |
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| 23/09/2004, 15:16 | |
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Eu já sabia que Albert Einstein era genial e criativo. Mas descobri uma outra característica de sua personalidade, aliás fundamental para a harmonia entre os homens, e entre os homens e o meio ambiente. A sensibilidade. Pois é, além de tudo o que sabemos sobre Einstein, ele era poeta. E dos bons. Durante suas viagens de navio na década de 20, cruzando o Atlântico e o Pacífico a convite de Sociedades Científicas e Universidades para relatar suas idéias no campo da física pelos quatro cantos do mundo, os oceanos encontraram uma brecha na mente genial, criativa e sensível de Einstein para serem homenageados. Descobri um poema de sua autoria cuja conotação é tanto existencial (para ele) quanto ambiental. Torne-se um Oceano Diz-se que, mesmo antes de um rio cair no oceano, ele treme de medo. Olha para trás, para toda a jornada: os cumes, as montanhas, o longo caminho sinuoso através das florestas, através dos povoados, e vê à sua frente um oceano tão vasto, que entrar nele nada mais é que desaparecer para sempre. Mas não há outra maneira. O rio não pode voltar. Ninguém pode voltar. Voltar é impossível na existência. Você pode apenas ir em frente. O rio precisa se arriscar e entrar no oceano. E somente quando ele entra no oceano é que o medo desaparece. Porque só então o rio saberá que não se trata de desaparecer no oceano, mas tornar-se oceano. Por um lado é desaparecimento, e por outro lado é renascimento. Assim somos nós. Voltar é impossível na existência. Você pode ir em frente e se arriscar: Torne-se oceano !!!
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Oceanógrafo e líder Avina que participou de várias expedições do Programa Antártico Brasileiro. Nos últimos 28 anos trabalhou como Professor do Centro de Estudos do Mar da Universidade Federal do Paraná. Atualmente trabalha no Instituto Oceanográfico da USP. 


