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Lançado no último dia 15 na Livraria da Travessa do Centro Cultural Banco do Brasil, um dos pontos mais conhecidos do Rio de Janeiro, o  livro “Brasil Atlântico – um país com a raiz na mata” é uma coletânea de textos de alguns dos principais nomes do ambientalismo nacional sobre um bioma absolutamente biodiverso – e, também, muito ameaçado. Organizada e idealizada pelo Instituto BioAtlântica (IBio), a publicação apresenta, ao longo de 330 páginas (em inglês e português), visões sobre os diferentes ambientes que compõem a Mata Atlântica.

Logo no início do livro, precisamente no segundo artigo, Leonard Boff narra o histórico de devastação e posterior restauração da floresta, com foco nos ciclos de desenvolvimento nacionais, como exploração do pau-brasil e cultura do café. Em seguida, explica que um dos caminhos para combater a crise ecológica é a mudança de paradigma, com foco, por exemplo, na proteção da cobertura vegetal.

Nos textos seguintes, temas como biodiversidade da Mata Atlântica, visão geral sobre o litoral do Brasil (a partir de texto do almirante Ibsen de Gusmão Câmara, um dos mais importantes defensores da natureza no país) influência na economia e compensação por serviços ambientais na região são debatidos por analistas do calibre de Luiz Paulo Pinto, Eliezer Batista e Beto Mesquita.

Para finalizar o livro, o cientista político Sérgio Besserman foi convidado a responder uma das perguntas mais difíceis: “O que é desenvolvimento sustentável?”. A resposta, logo na abertura de seu espaço, faz um resumo valioso. “Não sabemos, infelizmente. A pergunta é a infelicidade da resposta, disse certa vez o psicanalista francês André Green. A pergunta sobre o desenvolvimento sustentável é muito mais importante do que as respostas que hoje podemos vislumbrar”.

Ao longo da publicação, centenas de belíssimas fotos de Enrico Marone, do IBio, tiradas ao longo de quase duas décadas em suas andanças no Brasil, ilustram as histórias e retratam as riquezas e mazelas do bioma. “A proposta editorial do Brasil Atlântico priorizou a conexão entre o bioma Mata Atlântica e o bioma costeiro-marinho, enfatizando a importância de integração dos esforços para a conservação e restauração dos recursos naturais e ecossistemas. Foi um privilégio poder ilustrar esta obra com meu acervo de imagens capturadas ao longo dos últimos anos, retratando as paisagens, ecossistemas, unidades de conservação e sua biodiversidade, além da diversidade de culturas tradicionais que encontramos nos povos e comunidades que vivem na mata e costa atlântica.” (Texto apresentação: Felipe Lobo)

Confira, abaixo, uma galeria com algumas delas.

 

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