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08/02/2010, 17:30 |
Banhado pelo Rio Parahytinga (do tupi-guarani “águas claras”) o município de 10.000 habitantes ficou ilhado após a chuva torrencial (31/12/09) que elevou o nível do rio em 10 metros e devastou comércios e casas. Mas de claras as águas não tinham nada, pelo contrário, se misturavam agressivamente ao barro e aos tijolos que sustentavam as casas até o momento.
Doze dias após a enxurrada que varreu do mapa a Igreja Central e 80% do patrimônio histórico deixando 600 imóveis alagados, os moradores da cidade de São Luis do Paraitinga ainda remavam contra a maré.
A presença do exército nas ruas indica a situação de Calamidade Pública decretada pelo governo federal, que somada as ruínas e escombros, formam um verdadeiro cenário de guerra. Mas em São Luis do Paraitinga, a guerra que se vê é na verdade uma resposta violenta da natureza frente as brutais e egoístas ações do homem contra o meio ambiente.
*Victor Mayorana é fotógrafo baseado em São Paulo
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04/02/2010, 15:20 |
Marcos Sá Corrêa preparou para seu blog uma sessão de fotos especial só com imagens de borboletas tiradas este ano no Parque Nacional do Iguaçu (PR) em janeiro de 2010. Confira.
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21/01/2010, 15:38 |
Considerada uma das mais aclamadas publicações de fotografia de natureza, o livro lançado anualmente pela CEMEX, IUCN, Conservation International e International League of Conservation Photographers (iCLP) trata, em sua última edição (2009), do tema 'pagamentos por serviços ambientais'.
Entitulado “The Wealth of Nature” ( A riqueza da natureza), o livro traz imagens marcantes de diversos ecossistemas e seus habitantes ao redor do mundo. Neste ensaio trazido por O Eco, você verá belas imagens do Japão, Croacia, Equador e Brasil, entre outras.
Mais de vinte ensaios de alguns dos mais renomados cientistas trabalhando em conservação estão presentes na publicação. A principal mensagem é que o crescimento econômico insustentável tem representado um ônus para a capacidade da natureza de prover água limpa, ar limpo, medicamentos e regulação climática.
Mais informações
The Wealth of Nature -- Ecosystem Services, Biodiversity and Human Well-Being
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13/01/2010, 14:25 |
O arquipélago de Zanzibar, na Tanzânia, é para muitos um destino de férias idílico, um lugar para se relaxar, tomar sol e reviver os sentidos, a quintessência da ilha paradisíaca. No entanto, como um fotógrafo e um conservacionista, eu estava interessado em descobrir o "real" tesouro que Zanzibar tinha para oferecer e iniciei minha jornada para descobrir os habitats naturais que restaram na região. As ilhas de Zanzibar são consideradas “hotspots” de biodiversidade global e integram o hotspot das florestas costeiras da África Oriental. Hotspots são áreas com alta biodiversidade e endemismo e sua definição tem sido utilizada para priorização de recursos para conservação no mundo.
Separadas da África continental há milhares de anos, as ilhas de Zanzibar evoluíram uma coleção única de plantas e animais. Pelo menos sete espécies de animais são endêmicas. Lar destes e outros animais, as florestas de Zanzibar tem fornecido às comunidades locais alimentos, lenha, remédios e matéria prima para construção de casas. As outroras abundantes florestas que cobriam as ilhas, supriram desde as características portas de madeira esculpidas de Zanzibar até os dhows tradicionais (pequenos barcos a vela árabes) que navegavam pelo Oceano Índico.
Hoje o Parque Nacional de Jozani em Chwaka Bay e as áreas do entorno que incluem florestas comunitárias, terras cultivadas e várias aldeias, formam a área de conservação Jozani-Chwaka Bay (estabelecido em 1995) e representa o último habitat florestal natural remanescente de Zanzibar. A história da desaparição das florestas em Zanzibar é semelhante a de muitos outros pequenos Estados insulares. Estas florestas têm sido historicamente exploradas por sua madeira preciosa, e hoje só restaram pequenas manchas isoladas.
Em pouco mais de 50 quilômetros quadrados, o Parque Nacional de Jozani é pequeno e é a única reserva terrestre da ilha. O Parque fica cerca de uma hora de viagem de Stone Town, e é facilmente acessível tanto por transporte público ou por veículos alugados. Seus habitantes singulares e maravilhosos incluem o macaco Colobus-Vermelho-de-Kirk (Procolobus kirkii), o antílope Duiker-de-Ader (Cephalophus adersi) e o Musaranho-Elefante-Preto-e-Ruivo (Rhynchocyon petersi) além do quase extinto leopardo-de-Zanzibar (Panthera pardus adersi).
Grande parte dos esforços de conservação do parque nacional estão centrados em torno do Colobus-Vermelho, que atua como espécie bandeira, e ajuda a atrair um grande número de visitantes todos os dias. Esta espécie por ser endêmica da ilha tornou-se um dos mais raros macacos do mundo. O endemismo resultou na evolução singular do seu padrão de pelagem, vocalização e dieta. Ao contrário de outras espécies de macacos Colobus, o Colobus-Vemelho habita uma vasta gama de habitats, inclusive os mangues. Um grupo de macacos Colobus-Vermelho foi especialmente habituado à presença de seres humanos e passa o dia forrageando próximo à recepção de visitantes. Para os entusiastas da vida selvagem (como eu) e turistas da ilha, a experiência de assistir a estes animais maravilhosos e únicos de perto é sem dúvida uma experiência extremamente gratificante e inesquecível.
O manguezal do parque é uma visão igualmente impressionante e os poucos sortudos podem até mesmo ser capaz de capturar um vislumbre do Procolobus neste habitat. O Parque Nacional oferece passeios guiados e isso é altamente recomendável, pois os guias tem um grande conhecimento local e são extremamente competentes para descobrir os animais escondidos entre as folhagens. Os visitantes são incentivados a fazer doações e todas as contribuições individuais ajudam a promover os trabalhos de conservação. É um passo pequeno, mas essencial para ajudar a preservar este raro habitat que sobrou na região.
* Aditya Swami, 23 anos, é fotógrafo e mestre em Ciências Ambientais pela Universidade de East Anglia.
Ensaio do mesmo autor
Um outro caminho para a Índia
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27/11/2009, 15:58 |
O fotógrafo Fabio Colombini marcou seus 22 anos de carreira com o lançamento do livro "Fotografia de Natureza Brasileira - Guia Prático", pela Editora Photos. A publicação, a primeira do gênero no país, dá dicas para quem está começando a se embrenhar nas matas e trilhas em busca das belezas da nossa biodiversidade. Arquiteto por formação e fotógrafo de profissão, Colombini já ilustrou 2600 livros com suas fotos. Segundo ele, o guia é acima tudo um incentivo aos novos talentos. Na publicação, estão reunidas 180 fotos feitas pelo fotógrafo em todos estes anos de carreira. Algumas delas você pode ver no ensaio abaixo. O livro está à venda pelo site www.editoraphotos.com.br. (apresentaçao : Gustavo Faleiros)
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23/11/2009, 14:24 |
Localizada entre as duas maiores metrópoles do Brasil (São Paulo e Rio de Janeiro) e cercada pela imponente Serra do Mar, a baía da Ilha Grande abriga 187 ilhas e ilhotas, criando um cenário de grande beleza paisagística no litoral sul fluminense. Diversas unidades de conservação protegem parte deste patrimônio natural, na tentativa de manter a biodiversidade tanto terrestre como marinha da baía. Porém, esse mosaico de unidades de conservação enfrenta impactos de diversas ordens. Alvo de grande especulação imobiliária, a região sofre pressões como o turismo descontrolado, a pesca predatória, além de instalações portuárias e industriais de alto impacto.
Enrico Marone fez suas primeiras viagens para a baía da Ilha Grande há mais de 15 anos. O mergulho neste universo submarino influenciou sua trajetória profissional e acabou levando-o à Oceanografia. Hoje, Marone se dedica a projetos de conservação marinha ao longo do litoral brasileiro. Na baía de Ilha Grande, atua junto às áreas marinhas protegidas e às comunidades caiçaras de pesca artesanal, no sentido de fortalecer as iniciativas de conservação da biodiversidade e uso sustentável dos recursos da região.
As imagens deste ensaio foram captadas ao longo de diversas expedições à baía da Ilha Grande. Durante o projeto de levantamento da biodiversidade marinha da baía, coordenado pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), com a participação de diversas instituições de pesquisa, Marone foi responsável pela documentação da expedição. O trabalho resultou em uma exposição fotográfica inaugurada no Jardim Botânico do Rio de Janeiro e, posteriormente, montada no Congresso Nacional, em Brasília, em comemoração ao Ano Internacional dos Corais (2008).
*Enrico Marone é oceanógrafo, fotógrafo e documentarista. Atualmente, coordena as iniciativas do Programa Marinho do Instituto BioAtlântica, ao longo do litoral brasileiro.
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18/11/2009, 12:35 |
Um novo projeto liderado pela União Mundial pela Natureza (IUCN, em inglês) está revelando os mistérios do montanhas marinhas ao sul do Oceano Índico. Espera-se que os resultados ajudem a melhorar a conservação e o manejo dos recursos naturais da área. Estas fotos cedidas a O Eco mostram as primeiras coletas feitas pelo time de cientistas.
Duas expedições de pesquisa vai investigar montanhas submersas de origem vulcânica que são 'hotspots' de biodiversidade marinha. O objetivo é determinar áreas prioritárias para estabelecer futuras áreas marinhas protegidas, e melhorar o manejo e conservaçação de ecossistemas frágeis nos oceanos.
A bordo do barco de pesquisa norueguês Dr Fridtjof Nansen, está um time dos maiores especialistas do mundo em questões marinhas de países como Reino Unido, Alemanha, Dinamarca, Suíça, África do Sul, Madagascar, Noruega e França.
“É essencial que a gente consiga mais informação sobre os impactos das mudanças climáticas nas espécies de águas profundas, a fim de criar medidas de proteção. As espécies de águas marinhas profundas são especialimente vulneráveis às mudanças do clima”, afirma o Alex David Rogers, Cientista Chefe em Biologia Marinha na Sociedade Zoológica de Londres.
A viagem começou no último 11 de novembro nas Ilhas Reunião e seguiu em direção sudoeste do Oceano Índico para estudar cinco montanhas marinhas localizadas entre 32° 00’ S and 41° 00’ S. A jornada vai terminar em 40 dias em Port Elizabeth, África do Sul. Um segundo cruzeiro será feito em 2011 com o barco britânico RSS James Cook,e seguirá a mesma rota. (Texto: O Eco com informações IUCN)
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22/09/2009, 19:28 |
Namíbia é um país de horizontes grandes, de um céu imenso, um país de paisagens sinônimas à vastidão. Quem se sente mal se não estiver cercado de milhares de pessoas, tráfego intenso e poluição, deve se dizer que é um país de solidão. Até porque tem uma das densidades populacionais mais baixas do mundo (2,4 habitantes por km2). Isso, a meu ver, dá ao país uma característica muito especial, um patamar onde dispõe da riqueza singular de ter pouca gente.
Mas na visão da grande maioria da nossa espécie, que conta riqueza em $$$, a Namíbia também faz jus ao apelido de "Africa's Gem", pela quantidade de pedras preciosas (especialmente diamantes) e recursos minerais (especialmente urânio) escondidos debaixo de seu solo seco.
Acima de tudo, é um país que sabe dar as boas-vindas aos turistas. É dotado de lugares fascinantes para se conhecer, desde a enorme salina de Etosha, no norte, um parque nacional riquíssima em fauna africana, até as estranhas cidadezinhas alemãs cravadas em rochedos em puro deserto e ao espetacular Fish River Canyon. Sem falar de suas belíssimas dunas avermelhadas no deserto de Namib, aparentemente as mais altas do mundo. Para meu marido Gerard e eu, que trabalhamos justamente com a água e a chuva no Brasil, os desertos inspiram um grande fascínio. Tanto os que estão mais perto nos países vizinhos, na Patagonia por exemplo, como as terras secas do outro lado do Atlântico, na Namíbia.
*Margi Moss é aventureira e fotógrafa. Ao lado de Gérard Moss,participa do projeto Brasil das Águas que retratou do ar água dos principais rios brasileiros, e mais recentemente, do transporte de umidade da Amazônia até o resto do país pelos rios voadores. Veja mais no Brasil das Águas , Rios Voadores e Mundo Moss
Veja também
Na Argentina, um deserto incomparável
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11/09/2009, 00:00 |
O Cerrado é o segundo maior bioma do Brasil, ocupa 24% do território nacional e se espalha por doze estados. Com suas árvores retorcidas, campinas e rios caudalosos, é a savana mais biodiversa do planeta.
O dia 11 de setembro foi escolhido pelo governo brasileiro para celebrar o bioma. Razões para comemorar, no entanto, são sombreadas pelos dados recentes que mostram 48,2% do Cerrado já desmatados. E apesar das pressões históricas que sofre, parques nacionais e outras unidades de conservação protegem apenas 7,5% do verde remanescente.
Neste ensaio, estão reunidas fotos captadas em anos de viagens, reportagens e passeios pelo Cerrado. Parte foi feita em áreas próximas a Brasília. Outras, centenas de quilômetros adentrando o Cerrado.
A construção da Capital Federal, a partir dos anos 1950, foi um grande indutor da destruição da savana. Mas como se vê, nela ainda sobrevivem a riqueza e a beleza da fauna, da flora, dos rios e montanhas.
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28/08/2009, 17:08 |
Quando se coloca a lente macro na câmera, embarca-se em um novo mundo, onde os pequenos detalhes são os grandes artistas da fotografia. E nesse mundo de pequenos notáveis, as aranhas se destacam muito, seja pela cor, forma, teias ou hábitos. Assim, o ensaio a seguir tenta embarcar nesse no mundo macro das aranhas.
Estima-se mais de 40 mil espécies diferentes de aranhas em todo o planeta, e encontrá-las não é difícil. Sempre que se olha para um canto, é bem provável que haja alguma. Na natureza não é diferente, elas sempre estão presentes, nas flores, folhas, troncos e em quase qualquer lugar que se olhe. Muitas vezes posando para serem fotografadas.
Além de muita paciência, há outras coisas que podemos fazer para potencializar as fotografias macro ou, nesse caso, das aranhas:
a) buscar fotografar logo cedo pela manhã (luz e melhores condições, além de uns orvalhos sempre bem vindos);
b) prender a correia da máquina e outros acessórios, pois qualquer movimento pode espantar a aranha;
c) buscar um ângulo mais paralelo com a aranha para aumentar a profundidade de campo; d) dar preferência para lentes macros em vez de filtros close-ups ou tubo de extensão, já que as lentes macros têm melhores ópticas;
e) buscar uma boa iluminação, seja ela natural, com rebatedor ou flash, pois uma boa luz ajuda e muito a fotografia.
Outro elemento que ajuda bastante os fotógrafos são as teias de aranha, na tarefa de encontrar o aracnídeo ou para fotografar a própria teia. Os momentos especiais são quando ela se torna o palco para um espetáculo da natureza e, como no caso de algum inseto ficar preso e servir de alimento diante das lentes.
Bem vindo ao MUNDO DAS ARANHAS. Boa viagem!
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