Reflexos por toda a nossa vida
Palê Zuppani   
24/06/2009, 14:23
Os reflexos estão presentes em nossa vida e muitos deles estão presentes em nosso dia-a-dia. E para um fotógrafo não é diferente, são muitos os reflexos em meu dia-a-dia. Quando olho através da câmera fotográfica profissional, a imagem vista é um reflexo, daí as chamadas câmeras reflex.  E muitos são os reflexos presentes em todo o processo fotográfico. Mas como sou um apaixonado por fotografia, busco prestar muita atenção ao mundo de reflexos na realidade que presencio a minha volta, e desses momentos surgem fotografias onde a realidade é um reflexo.

Fotografar um reflexo é ampliar as possibilidades de luz de uma foto. Imagine o momento do por do sol em um campo, onde se depara com uma grande paisagem iluminada pelo sol e o céu azul! Imaginou? Agora, adicione uma lagoa entre a paisagem e você e tente imaginar a mudança que o reflexo da água trará para a fotografia. E como a água, muitos são as superfícies refletoras, como a areia, lua, vidro, e muitas outras.

Tenho fascínio pelos reflexos produzidos pela água, pois sendo a água o elemento mais abundante do planeta, dá muitas possibilidades de se criar novas imagens, seja nas planícies alagadas do Pantanal, no imenso litoral brasileiro, ou nos açudes no Sertão.

Para fotografar esse tipo de cena é muito importante saber onde medir a luz para se obter uma correta fotometria, pois a água, por filtrar alguns raios do sol, geralmente se torna mais escura. Assim, fotometrar na parte mais clara do reflexo é uma boa saída.

E quanto mais se presta atenção nos reflexos, mais craque em vê-los nós ficamos e novas fotografias vão surgindo. Assim, acompanhe o ensaio acima sobre reflexos, com imagens produzidas em muitas realidades diferentes do Brasil.
 
Um outro caminho para a Índia
Aditya Swami   
02/06/2009, 15:36

apresentação de Gustavo Faleiros

Aditya Swami é um fotógrafo jovem com experiências de profissional. Nascido no estado de Tamil Nadu, no extremo sul da Índia, já se aventurou pelas mais diversas paisagens do país, de Kashmir aos pés do Himalaia. Adi, como é conhecido, tem 23 anos e é estudante de mestrado em Ciências Ambientais pela Universidade de Anglia Oriental, no Reino Unido. Com seus estudos, pretende tornar-se um fotógrafo que não apenas retrate as belezas da natureza, mas entenda os desafios que espécies e habitats enfrentam.

Este ensaio com 20 fotos de Aditya foi feito entre os anos de 2006 e 2007, quando fez uma imersão nas reservas e parques nacionais do distrito de Nilgiris, no sudoeste da Índia (veja mapa aqui). Nas imagens, conhecemos um pouco melhor um dos habitats mais ameaçados de todo o planeta, os ghats ocidentais. Para clicar primatas, aves, elefantes e outras espécies raras das florestas e montanhas, o fotógrafo passou um ano vivendo na região.



Click here to see the english version of the slideshow
 
Novo show das aves brasileiras
Felipe Lobo   
05/05/2009, 18:15


No último dia 15 de abril, o ornitólogo cearense Ciro Albano se encheu de felicidade. Não era para menos. Afinal, ele descobriu, pelo computador, que o primeiro lugar em duas categorias do 3º Concurso Avistar Itaú BBA de Fotografia era dele: “Melhor Foto”, por captar duas belíssimas araras-azuis-de-lear, e “Ave Ameaçada”, graças ao clique de um raro limpa-folhas-do-nordeste (Phyldor novaesi).

Espécie cada vez mais ameaçada de extinção, a Phyldor novaesi vive apenas em Murici, em uma mata de seis mil hectares em Alagoas, e na Serra do Urubu, em Pernambuco, com um sexto do tamanho de sua vizinha. Acredita-se que existam apenas em torno de 200 indivíduos na natureza. Para nossa sorte, um deles foi clicado por Albano enquanto repousava em um galho.

Ao todo, o prêmio organizado pela Avistar Brasil em parceria com O Eco e patrocinado pelo Itaú BBA, Swarovski Optik e Save Brasil recebeu 6.515 inscrições de imagens. Os únicos pré-requisitos eram que as aves estivessem em liberdade e dentro do território nacional. Além das três categorias tradicionais (“Melhor foto”, “Melhor registro” e “Primeiras aves”, para iniciantes), o concurso deste ano também contou com algumas categorias especiais. Isso explica o alto número de vencedores, tanto entre medalhas de ouro, prata e bronze, quanto entre menções honrosas: 37 cliques.

“A alta qualidade das fotos inscritas, inclusive por amadores, surpreendeu a comissão julgadora. Além de retratar a beleza das espécies que compõem a avifauna brasileira, os fotógrafos preocuparam-se em registrar momentos especiais. O resultado é uma seleção de fotos incríveis e que certamente vai chamar a atenção de todos”, disse Guto Carvalho, organizador do concurso.

Entre os próximos dias 21 e 24 de maio, o público paulista poderá observar ao vivo todas as fotografias vencedoras durante o 4º Encontro Brasileiro de Observação de Aves, no Parque Villa Lobos. Também estão programadas feiras, debates, mesas-redondas e saídas para observação de aves. A expectativa é de que cerca de 20 mil pessoas passem pelo local para descobrir as belezas da avifauna brasileira.

Enquanto o final do mês não chega, O Eco preparou o slideshow acima, com 13 das 37 imagens que serão expostas no Villa Lobos. Entre elas, destaques para o belo e imponente gavião-real, de Robson Silva e Silva, a garça-branca do paraense Sidclay Dias e, claro, a limpa-folhas-do-nordeste, de Ciro Albano.
 
Um clique nas mudanças climáticas
Gustavo Faleiros   
09/03/2009, 08:00
Em outubro de 2008, durante o Congresso Mundial para a Conservação, realizado em Barcelona (Espanha), não houve evento mais concorrido que o lançamento do livro de fotografia Um Clima para a Vida: Solução para um Planeta Saudável. A publicação faz parte da tradicional série de livros de fotos de natureza editados pela ong Conservation International, em parceria com a empresa mexicana de cimento Cemex e a Liga Internacional de Fotógrafos de Conservação (ICLP, na sigla em inglês).

O prefácio é do biólogo E.O. Wilson, considerado uma das vozes mais influentes do movimento conservacionista em todo mundo, e há mais uma série de textos de cientistas explorando o tema dos impactos do aquecimento global sobre ecossistemas-chave para a sobrevivência de muitas espécies. A obra traz 175 fotografias divididas em dez capítulos que realmente conseguem dar uma visão de como as mudanças climáticas afetam habitats tão distintos como as regiões polares e as florestas tropicais, sem deixar de mostrar efeitos nas zonas urbanas e nos ecossistemas marinhos.

A publicação inclui onze imagens especiais, em que os fotógrafos prestaram testemunhos sobre sua experiência em campo e como elas transformaram-se em registros em primeira mão dos impactos da mudança do clima sobre o meio ambiente. O renomado fotógrafo de vida selvagem Frans Lanting conta que, após clicar um mesmo lugar que havia sido fotografado na África, há 100 anos, sentiu-se “em um dos raros instantes onde você pode ver a extinção em progresso bem na frente dos seus olhos.”

O brasileiro Luciano Candisani colaborou com cliques preciosos sobre a Mata Atlântica e um de seus mais notórios habitantes, o macaco muriqui. Há também registros impressionantes da extensão do desmatamento na Amazônia.

A pesquisadora e fotógrafa Cristina Mittelmeir, que atualmente dirige o ICLP, conta que a parceria criada para a publicação de Um Clima para a Vida mostra uma boa maneira de envolver uma grande corporação em projetos deconservação.  A ICLP completa em 2009 quatro anos e segundo Cristina é um grupo de "fotógrafos que tem paixão pela conservação da natureza e que têm oportunidade de apresentar seus trabalhos em uma só voz". Em sua opinião , os fotógrafos de conservação devem tanto mostrar o exótico quanto conscientizar o público. "A foto tem que mostrar ao mundo a beleza do que está prestes a ser perdido e ao mesmo tempo revelar os horrores que estão ocorrendo. Estes dois caminhos precisam ser balanceados para transmitir as mensagens." 

Especialmente para O Eco, a ICLP disponibilizou dez fotografias de Um Clima para a Vida. Confira com mais um clique, desta vez no slideshow logo acima.

Serviço

A Climate for Life: Solutions for a Healthy Planet
Editado por Cemex Conservation Book Series em parceria com Conservation International e International League of Conservation Photographers
352 páginas, 175  imagens coloridas.
Mais informações em http://www.ilcp.com
 
Imagens cristalinas da Amazônia
Aldem Bourscheit   
20/02/2009, 15:53
Biólogo paulista com mestrado em Ecologia de Mata Atlântica, Edson Grandisoli ensina o que aprendeu em duas escolas de São Paulo. Formado em 1993, iniciou sua carreira enveredando em laboratórios na selva de pedra da grande metrópole. Mas, sempre que podia, escapulia levando grupos para atividades de campo. Foi assim que descobriu uma verdade inabalável: gostava tanto de levar pessoas para as florestas quanto de estar bem no meio das matas.

Nessas idas e vindas, conheceu a Reserva Particular do Patrimônio Natural Cristalino (RRPN), em Alta Floresta (Mato Grosso), a mais de 2.200 quilômetros de casa. A área é reconhecida pelo pioneirismo em ações de ecoturismo e como um dos principais pontos para observação de aves do país. Com a experiência acumulada, Grandisoli ajudou a desenvolver um projeto de educação ambiental para a região, a Escola da Amazônia, da qual é hoje coordenador-pedagógico. A iniciativa foi incorporada pela Fundação Ecológica Cristalino, responsável pela reserva.

Desde 2003, a escola promove viagens de estudantes de instituições particulares ao coração da floresta. Há seis associadas em São Paulo e o professor negocia parcerias no Distrito Federal, Rio de Janeiro e Bahia. As empreitadas são pagas por cada aluno, que vê de perto como vivem e trabalham as gentes em comunidades típicas da Amazônia, além de conhecer as riquezas da área protegida particular. Cidade e floresta se abraçam e entendem o quanto uma depende da outra. As visitas duram cerca de dez dias. Mais de 200 estudantes já passaram pela experiência.

O biólogo faz questão de ressaltar que as populações locais não foram esquecidas. Escolas de Alta Floresta são clientes tradicionais do projeto, abastecido com parte do dinheiro pago pelos estudantes paulistas. Todo mês, cerca de 20 alunos daquele município mato-grossense participam das atividades. Assim, jovens ganham um olhar mais conservacionista sobre o ambiente em que vivem. “Não há trabalho de conservação que sobreviva sem apoio da comunidade”, avalia Grandisoli.

É com esse espírito e com uma paixão pela fotografia alimentada desde o início dos anos 1990 que o biólogo maneja sua Nikon D80 para capturar imagens como as da apresentação acima. Com a Escola da Amazônia, descobriu a riqueza de detalhes e os contrastes inigualáveis da biodiversidade da floresta, sempre ignorada pelos mirabolantes projetos da política nacional. Com olhos atentos e lentes sempre à mão, Grandisoli vem retratando paisagens, animais, insetos, árvores e fungos. De lambuja, divide agora algumas dessas belezas com os leitores de O Eco.
 
Atalhos:
Criar Imagem - página mantida por Grandisoli em parceria com o fotógrafo Fernando Favoretto.
Escola da Amazônia
Fundação Ecológica Cristalino
 
A majestosa onça-pintada do Pantanal
Palê Zuppani   
30/01/2009, 13:35


Os momentos acima retratam o que mais buscava durante a expedição ao Pantanal: encontrar uma onça-pintada (Panthera onca) na natureza. Sempre soube que é muito difícil topar com uma delas, mas estava cheio de disposição.

Sair para uma viagem dessas necessita de muita preparação: equipamento fotográfico; mapas; guias; roteiros; e, nesse caso, boa dose de sorte. E ela começou logo em Poconé (MT), onde embarquei em um monomotor para chegar ao meu destino, um rancho bem no meio do Pantanal. Era época da cheia e a região próxima ao Rio Cuiabá e ao Parque Estadual Encontro das Águas transbordava. Isso facilitava a procura pelas pintadas, já que os únicos pedaços de terra seca eram as margens dos rios.

Foram dez dias de longas esperas e procuras debaixo de um sol arrebatador e frente a muitas outras cenas interessantes. A fauna pantaneira é exuberante - macacos, jacarés, aves em meio a um oceano de água doce. Nesse período, foram consumidos cerca de 500 litros de gasolina, navegando atrás do maior felino das Américas. No total, encontrei oito onças diferentes, quatro delas em boas poses e condições para fotografia. Mas, como sempre, alguns episódios são especiais.

O barco seguia pelo rio com nossos olhos sempre cravados nas margens, procurando, até que duas onças são avistadas em cima de uma árvore. O guia, que já fora caçador de onças, avisa que dei sorte: as onças estão cansadas e acabaram de subir na árvore, estão molhadas. Diz que, provavelmente, se alimentaram de um jacaré e agora querem descansar. Nos aproximamos até a margem, encostando na àrvore, onde consegui ver que era uma mãe e um grande filhote. Ambos estavam molhados e com alguns machucados, provavelmente vestígios da luta com o jacaré. Não se mostraram preocupados com o barco, queriam apenas dormir.

Meu corpo todo congelou diante de tão grande felino. A única coisa que não parou foi o dedo, que disparava fotos sem parar. Foram 40 minutos intensos, mas que passaram rápido demais. Após o encontro com as onças, a satisfação era grande. Logo senti que estava satisfeito com a viagem e imaginei que, por aquele resto de dia, não fotografaria mais. Puro engano! Após mais uma curva de rio, avistei algumas aves. Dedos e olhos novamente a postos...
 
Os muriquis das serras capixabas
Palê Zuppani   
20/01/2009, 07:00
O Muriqui ou Mono-Carvoeiro (Brachyteles hypoxanthus) é das espécies de primatas mais ameaçadas de extinção no Brasil. Até o começo da década passada, era tido como extinto na região serrana do Espírito Santo. No entanto, com o trabalho do Ipema (Instituto de Pesquisas da Mata Atlântica), foram localizadas famílias em Santa Maria de Jetibá, cidade com população de origem pomerana.

Foram dois dias intensos atrás dos animais, entre vales, montanhas, trilhas e muitos carrapatos, para realizar as fotos do ensaio abaixo. O que mais me chamou atenção, é que os macacos foram localizados justamente nessa região, uma das mais prósperas em agricultura no Espírito Santo, onde existiria um grande impacto sobre a fauna. Bem, existe de fato um grande impacto, mas perguntei a um agricultor familiar por que esses animais tão difíceis de se encontrar, ameaçados de extinção, ainda estão presentes nas matas?

A resposta foi econômica. Os pomeranos são muito bons em negócios e sua agricultura é próspera. Mas também gostam da natureza, não destroem por destruir e não têm a cultura da caça. Assim, aquele agricultor informou que os Muriquis não traziam prejuízo à agricultura, pois não saiam das matas. Já os macaco-prego costuma deixar a floresta e acabar com lavouras, disse o produtor, daí viria a pouca quantidade da espécie na região.

Nas imagens, feitas em dias nublados, é possível conferir um pouco do comportamento desse animal, ainda pouco estudado e fotografado no Espírito Santo. O ensaio aconteceu em parceria com o Iema (Instituto Estadual de Meio Ambiente) e Ipema.

 
No caminho das águas do Iguaçu
Marcos Sá Corrêa   
16/01/2009, 13:49
Sábado passado (10), o Parque Nacional do Iguaçu fez 70 anos. Durante as cerimônias oficiais, choveu o dia inteiro, o que deu ao chefe da área protegida Jorge Pegoraro a oportunidade para lembrar que o oeste do Paraná esperava o fim de uma seca havia mais de três meses. Logo, o parque é que estava presenteando a cidade. De noite, com um palco armado para show e festa ao ar livre, diante das cataratas, as nuvens se abriram de repente, escancarando uma lua quase cheia. E ela durou tanto que, no domingo, às seis da manhã, ainda havia um pequeno grupo tomando a última taça de champanha em frente à Garganta do Diabo.

E, com o rio cheio, o sol produziu um domingo de gala para os turistas que lotaram a trilha das cachoeiras desde muito cedo. Marcos Sá Corrêa correu na frente e, antes que eles chegassem em levas intermináveis, fotografou o primeiro dia dos 71 anos do parque com câmera digital Canon 20D, alternando as lentes zoom de 100-400 milímetros e 10-22 milímetros. Tudo às pressas, porque a luz mudava rapidamente e um espetáculo quase exclusivo das cataratas não é chance que se desperdice. O resultado foram imagens como essas. Observa cada detalhe atentamente.

 
Uma passagem pela catarinense Laguna
Aldem Bourscheit   
08/01/2009, 14:00


Ninguém duvida das belezas do litoral catarinense. Não fosse a água quase sempre fria e os invernos no melhor estilo sulista, seria uma das regiões mais procuradas por turistas durante o ano todo. Apesar das canetas e gravadores em descanso, as câmeras da reportagem de O Eco ficaram com diafragmas bem abertos e captaram algumas belezas do município de Laguna, 120 quilômetros ao sul da capital Florianópolis.

Cheia de morros cobertos por remanescentes de uma Mata Atlântica rica em butiazeiros e gravatás, parente espinhoso das bromélias, a região oferece inúmeras possibilidades para turismo e esportes de aventura. Adeptos do rapel e da escalada em rocha (boulder) são vistos se dependurando por lá. Cortar com um caiaque as águas da lagoa Santo Antônio ou do canal que leva ao mar é outra opção. A cidade também oferece um dos mais agitados carnavais da Região Sul.

Uma conversa com a Polícia Militar Ambiental mostra que o município sofre com problemas comuns a outras porções litorâneas do país, como desmatamento e pesca desordenada. Centenas de redes e outros petrechos de pesca são apreendidos e incinerados todos os anos. Clique aqui e confira boletim com autuações de dezembro de 2008.

A navegação e a pesca industrial crescem com a reforma e ampliação dos molhes, desde 2001. As obras exigem toneladas de pedras e enormes estruturas de cimento conhecidas entre a população como “pés-de-galinha”.

Com muitas histórias para contar, da colonização açoriana, dos feitos de Anita Garibaldi, do marco do Tratado de Tordesilhas (Pedra do Frade) e da impressionante parceria entre botos e pescadores em busca dos melhores cardumes de tainhas e outros peixes (exibida pelo canal Animal Planet em janeiro de 2007), a cidade precisa dar um jeito no problema do lixo, antes que suas belezas se turvem.

Muitos resíduos chegam à região na carona do Rio Tubarão, que percorre quilômetros no sul do estado. No entanto, há grande quantidade de detritos em terrenos baldios, ou espalhados por ruas e águas. Feios borrões na paisagem.
 
O magnífico litoral de Anchieta (ES)
Palê Zuppani   
02/01/2009, 07:00
Santuário religioso desde os primórdios da Colonização do Brasil, Anchieta se destaca também por seu belo litoral, no sul do Espírito Santo. A maioria das praias apresenta boas condições de balneabilidade e recebe grande fluxo de turistas, de todo o Brasil. Entretanto, ainda há muitos locais onde a natureza e as populações tradicionais seguem praticamente intocadas.

As fotos deste ensaio foram realizadas durante uma expedição fotográfica promovida por Iema - Instituto Estadual de Meio Ambiente (ES) e Projeto Corredores Ecológicos. Muitas das imagens de falésias e de rochas Coraceas lateriticas foram feitas durante a maré baixa, para facilitar o acesso e melhor visualizar as formações.

Outra questão muito relevante para o litoral de Anchieta é o projeto do Pólo Siderúrgico e Petroquímico de Ubu. A iniciativa é importante para o desenvolvimento econômico da região e do estado, entretanto, no que tange ao ambiente e à natureza, muitos impactos são esperados, tanto sociais quando ambientais. Entre esses, problemas para a população que vive da pesca artesanal e para o ecossistema marinho. Na região, há praias onde desovam tartarugas marinhas.

 
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