Nós e eles: Darwin e a conservação PDF Imprimir E-mail
23/03/2009, 06:30

Deixe eu começar confessando um erro. No meu livro “O Poema Imperfeito”, mencionei uma das frases mais desconcertantes que já li em toda minha vida, escrita em 1959, quando se comemorava no Mundo inteiro os cem anos de publicação do “Origem das Espécies”: “a hundred years without Darwin are enough” (“cem anos sem Darwin já são o bastante”). Eu atribuí erradamente essa frase a G. G. Simpson, mas depois descobri que na verdade ela foi dita pelo geneticista Herman Muller. Desculpe meu erro, mas é claro que ele não diminui nem um pouco minha admiração pela frase em si. Na verdade, agora que comemoramos os 150 anos do mesmo evento, podemos constatar, com tristeza, que é hora de atualizar a frase de Muller.

Pobre Darwin. Suas idéias são imensamente preciosas para entender o Mundo que vivemos, para entender o que nós mesmos somos, e para a conservação. Mas pouca gente entende o que ele disse, e ele é criticado até hoje pelo que não disse. O Mundo natural que ele tanto amava vem sendo destruído numa escala inédita, em grande parte devido ao sucesso da nossa recusa a engolir a revolucionária visão de Mundo que ele nos mostrou.
Não se pode negar que neste ano de comemoração dos 150 anos do “Origens” (e incidentalmente também dos duzentos anos do nascimento do próprio Darwin), muito se tem feito para divulgar melhor a evolução para o público em geral. Aqui mesmo no Brasil, entre outros eventos, foi lançado recentemente o ótimo livro “Charles Darwin – em um futuro não tão distante”, organizado por Maria Isabel Landim e Cristiano Moreira, que é uma excelente exposição das consequências, para vários campos de conhecimento, da revolução Darwiniana. No entanto, o poder da desinformação ainda é muito grande.

Nas águas do mal-entendido

Só como um exemplo, há poucas semanas um dos maiores jornais do Brasil, O Globo, publicou em um de seus espaços mais nobres uma coluna do jornalista Luiz Paulo Horta, intitulada “‘Nas águas de Darwin”. O autor, para seu crédito, reconhece que “existem processos evolutivos na natureza, está comprovado, e mudou a nossa compreensão do Mundo físico”.  No entanto, logo depois ele segue dizendo que duvida da evolução como explicação para as maravilhas da natureza, porque, para ele, a explicação evolutiva é que elas seriam produtos do acaso!!!

Como argumenta o autor: “Na minha modesta cachola, se fosse tudo produto do acaso, não teríamos diante dos olhos a sinfonia magnífica que aparece no ‘Planet Earth’, onde tudo é beleza e equilíbrio. Teríamos linhas de evolução que deram certo e outras que não deram. À nossa frente, desfilariam espécies bem-acabadas (difícil) e outras que trariam a marca dos azares da evolução – coisas meio informes, desproporcionadas. Não é o que acontece: o que se vê, na linha de produção da natureza, é uma perfeição de dar vertigem. Pense no milagre que é uma orquídea, uma garça, uma águia. Basta sair da cidade, entrar um pouco no campo, e a ordem da natureza nos submerge – se você tiver olhos para ver. Observe as formigas, na sua fantástica organização social. (...) Pense em cada pequena parte do corpo humano – no olho, no coração, no jogo do sexo, que é físico, químico, afetivo. Tudo fruto do acaso? Acho que quem pensa assim é mais crédulo do que a mais enrugada beata de São João da Boa Morte.”

Também acho! Mas a questão é, nenhum evolucionista, nem ninguém que entenda um mínimo do que Darwin disse, pensa assim. Nenhum evolucionista, muito menos Darwin, disse que a evolução seja ao acaso.

Seleção natural

Muito resumidamente, o mecanismo proposto por Darwin para a evolução é um processo em duas etapas, do qual apenas a primeira – a produção da variabilidade genética, que hoje se sabe que ocorre por recombinação e por mutação – é fundamentalmente ao acaso. A segunda etapa é a seleção natural propriamente dita, ou seja, os indivíduos portadores dos genes que codificam as características mais bem adaptadas ao ambiente deixam mais descendentes nas gerações futuras, e assim esses genes com essas tais características vão se tornando cada vez mais comuns na população. A seleção, claro, não é ao acaso. Os genes mais representados nas gerações seguintes não são sorteados: são exatamente os mais adaptados às características do ambiente naquele tempo e lugar. Apenas a produção da “matéria prima” (a variabilidade) para a seleção natural é ao acaso, mas o processo em si obviamente não é.

A seleção natural é análoga à seleção artificial, que o homem faz há milhares de anos, promovendo ativamente a reprodução de linhagens de animais e plantas que tem as características que lhe interessam. Todas as plantas cultivadas e todos os animais domésticos foram imensamente modificados dessa forma. Darwin percebeu isso, e gastou anos estudando cuidadosamente como os criadores de pombos da Inglaterra produziam, aos poucos, linhagens de pombos muito diferentes dos tipos originais.

Darwin não era nada bobo. A seleção natural é exatamente a mesma coisa que a seleção artificial, só que no lugar do criador humano está o ambiente. Isso sim, acumulado ao longo de milhares de gerações, produz a admirável adaptação (perfeição não, é fácil demonstrar que os seres vivos não são perfeitos) que o jornalista não conseguiu explicar na natureza. Achando que era ao acaso ele não ia mesmo conseguir explicar nunca. Por outro lado, a origem de padrões complexos da natureza, como o comportamento das formigas, o olho e o coração, é perfeitamente explicada pela ação não aleatória da seleção natural, conservando as variações bem sucedidas ao longo de grandes intervalos de tempo. Uma boa exposição sobre a origem das estruturas complexas por seleção natural pode ser lida no brilhante capítulo de Mário de Pinna, no livro “Charles Darwin – em um futuro não tão distante”, citado acima.

Quanto à estranha idéia de que a evolução prediria que coexistiam espécies “bem acabadas” e “informes, desproporcionadas”, o Luiz Paulo Horta obviamente não entendeu que a seleção natural ocorre entre indivíduos de uma mesma espécie, e não entre espécies.

Por que a evolução é tão mal entendida?

Infelizmente, o jornalista está longe de estar sozinho. O Herman Muller ficaria desapontado; ainda hoje, infelizmente, pouca gente entende esta que é sem dúvida é uma das idéias mais importantes da ciência. Nesse ponto, então, é interessante nos perguntarmos por que a seleção natural, e a evolução como um todo, são tão mal entendidas. Em comparação com outras grandes idéias científicas, como a mecânica newtoniana, a estrutura atômica e a relatividade, pode-se argumentar que a seleção natural, embora não seja óbvia, é talvez a mais simples de todas elas.

Uma grande parte do problema é que há poderosas barreiras culturais contra a idéia da evolução. Um exemplo é os que acham que a seleção natural diz que só os mais fortes sobrevivem, que é uma “luta pela vida”, e que por isso seria uma idéia daninha que justificaria uma competição feroz na sociedade humana. Aqui são três mal-entendidos numa frase só. Primeiro, os genes que são selecionados são aqueles que passam mais cópias de si para as gerações seguintes, e isso depende fundamentalmente da reprodução, não apenas da sobrevivência. Você pode ser mais forte que uma mistura do Rambo com o Schwarzenegger, mas se não se reproduzir sua adaptação será zero. Segundo, imagine a seleção natural agindo sobre os organismos participantes de relações mutualísticas – ou seja, de benefício mútuo - que são muitíssimo comuns na natureza. As características selecionadas são aquelas que fazem o maior bem possível à outra parte envolvida na associação. Cadê a tal “luta pela vida”? Terceiro, ainda que a seleção natural necessariamente significasse uma guerra feroz na natureza – o que não é o caso - nem por isso seria uma justificativa para uma sociedade humana cruel. A natureza é amoral, e a sociedade e a cultura não têm absolutamente nenhuma obrigação de copiar a natureza em seus valores éticos.

Mas por que erigimos essas tais barreiras, se elas se baseiam em argumentos tão errôneos? Simples. Por que o que a evolução diz nos desagrada. A evolução diz que somos apenas mais uma espécie de animal. Um animal com um punhado de coisas peculiares – como qualquer outra espécie também tem as suas. Mas um animal com milhares de coisas em comum com os demais animais, no seu DNA, nas suas células, na sua fisiologia, nos seus ossos, no seu cérebro e nos seus instintos. A evolução nos mostrou que temos essas coisas porque compartilhamos um ancestral comum com os demais animais. Ou seja, porque somos parentes dos demais seres vivos.

Nós e eles

A evolução, então, nos revelou nossa similaridade com o restante da natureza. Mas ao longo da maior parte da história, foi mais conveniente para a nossa espécie negar essa similaridade. A civilização humana sempre se expandiu às custas da destruição da natureza. Fizemos desertos, caçamos incontáveis animais, extinguimos alguns milhares de espécies. E se triunfamos – no sentido de nos tornarmos extravagantemente numerosos e de expandirmos nossa civilização – não foi só graças à nossa inteligência, mas também graças à nossa coesão de grupo. Em relação à grande maioria dos outros animais, indivíduos de nossa espécie são capazes de trabalhar bem em equipe e coordenar esforços, o que nos deu uma vantagem evolutiva imensa. Mas a coesão de grupo sempre foi mantida através de instintos que nos dizem quem faz parte do grupo, e quem não faz. Esta é a maneira inclusive que encontramos de lidar com os sentimentos de compaixão e culpa (como alguns de nossos colegas animais também os têm): esses sentimentos estão reservados a outros membros do nosso grupo, mas não aos de fora do grupo.

Ao longo da jornada da humanidade, aplicamos esses mecanismos de reconhecimento – ou de distanciamento, como preferir – nas nossas relações com outras espécies e também com outros grupos dentro da nossa própria espécie. Isso, como brilhantemente apontado pelo Pink Floyd na maravilhosa letra de “Us and Them” (“Nós e eles”), está na raiz de todos os conflitos humanos: “Us and them / And after all we are only ordinary men” (“Nós e eles / E no fim das contas nós somos todos apenas homens comuns”). A partir do momento que se distingue nós e eles, “os outros”, o caminho está aberto para se negar direitos aos “outros”, para se maltratar os “outros” de todas as formas “necessárias”. Esse é o mecanismo mental pelo qual desligamos nossa compaixão pelos outros – sejam eles de outra raça, religião, país ou grupo social – e nos permitimos fazer mal àqueles que identificamos como diferentes de “nós”.

Essa é sem dúvida uma das razões pelas quais a evolução incomoda. Ela evidencia nosso parentesco com o restante da natureza, enfatiza nossa similaridade. Por milhares de anos a nossa cultura tem criado mecanismos, especialmente alguns convenientes dogmas religiosos, para fazer exatamente o contrário: reforçar nossa coesão de grupo, e enfatizar nossa diferença para com o restante da natureza. Homem e bichos. Ser com alma e seres sem alma. Nós e eles, o tempo todo nós e eles. Essa visão de mundo obsoleta usou nossos mecanismos psicológicos de distanciamento grupal para nos insensibilizar de todo o sofrimento que causamos aos outros seres vivos ao longo da expansão de nossa espécie.

Hoje, graças a Darwin e aos que vieram depois dele, sabemos que somos animais também, animais peculiares, fascinantes, arrogantes e perdidos. Agora nos vemos diante de uma imensa crise ambiental, de proporções planetárias, que ameaça nosso próprio modo de vida. Dependemos dos processos ecológicos que envolvem os demais seres vivos. Precisamos dos “outros”, que são, e sempre foram, nossos próprios parentes. Está mais que na hora de nos livrarmos de nossos tolos e obsoletos preconceitos em relação à evolução, e ouvir o que ela tem a nos dizer. Está mais que na hora de aprendermos a enfatizar nossas similaridades, e não nossas diferenças, em relação aos demais seres vivos. Cento e cinquenta anos sem Darwin já foram mesmo tempo demais.

Comentários
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Esquizofrenia
Maurico Savi 23/03/2009 08:15:38

Muito bom, mais uma vez...

O dilema da esquizofrenia, de uma lado competimos e
desprezamos as outras espécies; do outro desenvolvemos elos afetivos por estas
(TUAN), todavia a evolução que agora ou sempre necessitaremos passa pela
evolução moral, ética e espiritual... Caso o contrário como a sentir
saudades da minha cauda!
Um pouco de natalidade
Aldem Bourscheit 23/03/2009 10:48:18

http://www.oeco.com.br/carlos-gabaglia-penna/88-ca
rlos-gabaglia-pena/21136-limite-da-populacao-e-mei
o-ambiente

http://www.oeco.com.br/eduardo-pegur
ier/47-eduardo-pegurier/17195-oeco_24585

http:/
/www.oeco.com.br/curtas/38-curtas/21074-populacao- versus-consumismo
Ecumenismo
Fábio Olmos 23/03/2009 13:27:40

A ironia é a visão darwiniana da vida - ao afirmar nossa unidade - ser mais
ecumênica, humanista e, em última análise, bela do que a pregada pelo
cristianismo...
Comparando cupuaçu com maçãs
Philipp Stumpe 24/03/2009 14:15:58

Curioso é que dentre aqueles que são "contra" a evolução,
notoriamente correntes creacionistas, uma grande maioria procura carimbar como
mera 'teoria', o que na verdade já é, há décadas, uma fortaleza de
conhecimento fundamentada pela geologia, paleontologia, química, física,
etc.

Querer desacreditar um conhecimento da ciência (evolução) com base
em fundamentos de crença religiosa, é como querer explicar a fé cristã (ou
qualquer outra) com base em dados científicos.

Ou, como comparar peras (ou
cupuaçu...) com maçãs.
Jornalismo e ciência
Francisco Saiz 01/04/2009 01:34:40

É muito bom ler um texto tão sóbrio e bem escrito sobre a teoria de Darwin.
É uma pena que a nossa imprensa não debata o tema na justa proporção que
merece.
Não é nada bom para nossa ciência termos escolas ensinando
criacionismo como uma alternativa ao evolucionismo. Chega a ser um crime.
Não
consigo entender como um médico, por exemplo, pode não levar em consideração
os processos de mutação e seleção cumulativa no tratamento de uma
infecção, só porque os dogmas de sua crença religiosa assim o obriga.
Vejo
como importante o papel da imprensa no combate à desinformação. Temo estarmos
perdendo a batalha contra o irracionalismo, a superstição e a ignorância.
Parabéns
Angela 01/04/2009 16:11:05

Ótimo texto!! Realmente você consegue traduzir o conhecimento científico para
uma linguagem mais acessível a todos.
Que tal você pleitear uma coluna no
Globo??
Antipático
Sílvio Tambara 02/04/2009 16:37:43

Achei extremamente antipática esta medida para impedir que se copie partes do
texto. Tentei copiar um trecho deste (como sempre) ótimo texto para indicar no
meu blog e não consegui.

Desagradável
Existencial
Allysson Allan 03/04/2009 18:24:23

Largar a mão da masturbação intelectual, e intervir na sociedade, em prol da
evolução biológica é para poucos. Divulgação científica faz bem ... ao
existir.

Continue assim Fernando.
Priscila Fernanda Rech 07/04/2009 07:14:24

É sempre muito bom ouvir o que o Fernando tem a dizer. É precioso!!
Anônimo 27/08/2009 09:45:35

ugyyy
Amei o livro de Fernando Fernandez - O Poema Imper
andreia 13/09/2009 13:13:56

A sua forma de escrever é fascinante. O livro é muito interessante, deveria
ser lido por pessoas de varias areas do conhecimento, pois a abordagem é clara
e concisa e o tema abordado é muito reflexivo. Parabens !
Natureza amoral e acessos à variabilidade
Pedro Nahoum 10/11/2009 15:13:06

Dá fôlego na luta pela Conservação da Biodiversidade ler um artigo tão
abrangente sobre a compreensão da Evolução. Agradecimentos ao mestre
Fernando. Talvez a divulgação da amoralidade da Natureza, como já dizia
Gould, seja uma maneira de abordarmos o assunto com os Leigos e os
Criacionistas... Brigar, dicotomizar e insistir em argumentos já usados há
décadas não vem adiantando, temos que convencê-los pela retórica.

Pertinente também é a compreensão da analogia entre a Seleção Natural e a
Artificial, minha proposta é que políticas públicas de amostragem da
diversidade genética contemplem, para os mesmos acessos, a Conservação
Genética e a Domesticação, possibilitando dar continuidade aos processos
evolutivos (ação da Seleção Natural) e ao uso pelo homem (através da
Seleção Artificial). Tais processos fazem sentido e podem ser compreendidos em
conjunto, inclusive por crianças e comunidades tradicionais. Valeu Fernando,
grande abraço.
alex franck forte 24/11/2009 19:44:40

O que Darwin fez foi propor uma hipótese, não uma certeza. Naquele momento,
era aceitável esperar pelo teste dessa hipótese. Quando mais dados se tornaram
disponíveis, encontramos a resposta 'mais' correta, sem que isso invalide a
tentativa anterior de explicar, apenas a refina e melhora.

É assim que a
ciência chegou ao conhecimento que permite, entre outras coisas, que você
escreva em um com****dor e envie seus textos pela Internet, ou que tenha
expectativa de vida de mais de 80 anos (contra menos de 30 de todos os seus
antepassados).

Erros, em ciência, ajudam a corrigir e a encontrar a resposta
correta, sugerindo testes de confirmação e experimentos. É isso que torna a
mesma na mais poderosa ferramenta de investigação deste universo que criamos.
e a polemica criada ?
com sarvaçao . he he
alex franck forte 24/11/2009 19:47:53

O que Darwin fez foi propor uma hipótese, não uma certeza. Naquele momento,
era aceitável esperar pelo teste dessa hipótese. Quando mais dados se tornaram
disponíveis, encontramos a resposta 'mais' correta, sem que isso invalide a
tentativa anterior de explicar, apenas a refina e melhora.

É assim que a
ciência chegou ao conhecimento que permite, entre outras coisas, que você
escreva em um com****dor e envie seus textos pela Internet, ou que tenha
expectativa de vida de mais de 80 anos (contra menos de 30 de todos os seus
antepassados).

Erros, em ciência, ajudam a corrigir e a encontrar a resposta
correta, sugerindo testes de confirmação e experimentos. É isso que torna a
mesma na mais poderosa ferramenta de investigação deste universo que criamos.
e a polemica criada ?
com sarvaçao . he he
alex franck forte 24/11/2009 19:48:17

O que Darwin fez foi propor uma hipótese, não uma certeza. Naquele momento,
era aceitável esperar pelo teste dessa hipótese. Quando mais dados se tornaram
disponíveis, encontramos a resposta 'mais' correta, sem que isso invalide a
tentativa anterior de explicar, apenas a refina e melhora.

É assim que a
ciência chegou ao conhecimento que permite, entre outras coisas, que você
escreva em um com****dor e envie seus textos pela Internet, ou que tenha
expectativa de vida de mais de 80 anos (contra menos de 30 de todos os seus
antepassados).

Erros, em ciência, ajudam a corrigir e a encontrar a resposta
correta, sugerindo testes de confirmação e experimentos. É isso que torna a
mesma na mais poderosa ferramenta de investigação deste universo que criamos.
e a polemica criada ?
Anônimo 04/03/2010 08:46:53

Parabenizo o autor pelo excelente texto.
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