Por que conservar a natureza afinal? PDF Imprimir E-mail
09/10/2008, 08:00
Até hoje, a meu ver, o cinema só produziu uma obra prima sobre conservação da natureza. Acho que o único filme que já vi que merece este título é um dos mais despretensiosos, mas ao mesmo tempo um dos mais puros e mais sinceros: Dersu Uzala.

Dersu Uzala é um dos filmes menos conhecidos do grande cineasta japonês Akira Kurosawa, falecido há alguns anos. Fez até bastante sucesso quando foi lançado, em 1975, mas depois disso pouca gente ouviu falar dele. O filme conta a história da amizade entre duas pessoas imensamente diferentes: um cartógrafo russo, urbanóide, Arseniev, e um caçador siberiano, que é o tal Dersu. Arseniev lidera uma expedição cartográfica à Sibéria, no início do século XX, e contrata Dersu como seu guia pelas vastidões geladas. Dersu Uzala é um filme lento, com pouca ação, que pode parecer impalatável para alguns cinéfilos acostumados ao ritmo vertiginoso das produções hollywoodianas. Mas vale a pena garimpar as sutilezas com carinho, porque sua paciência será regiamente recompensada: essa majestosa obra prima tem várias cenas antológicas. Um dos maiores pequenos tesouros é a cena da fogueira.

Arseniev, Dersu e os soldados da expedição do primeiro estão em volta do fogo, à noite, comendo um animal recém abatido. De repente, um soldado pega um grande naco de carne e o joga no fogo. Para surpresa geral, o idoso Dersu pula, coloca a mão nas chamas e tira a carne do fogo. O soldado fica perplexo, e segue-se um diálogo mais ou menos assim: “Por que você fez isso? Você podia se queimar!” Dersu responde: “Por que você quer jogar essa carne no fogo? Outra gente vai chegar depois de nós e vai querer comer.” O soldado retruca: “Você está maluco? Nós estamos no meio da Sibéria! Não tem gente nenhuma aqui!” Isto era em 1907, não se esqueça. Mas Dersu então diz, irritado: “A floresta tem muitas gentes”. Para Arseniev, assistindo à discussão à distância, subitamente a ficha cai: sua sutil expressão desconcertada é inesquecível. Ele nem precisaria esperar Dersu completar: “Pode vir um rato, um texugo ou uma gralha, porque você vai jogar a carne no fogo?” O soldado olha ainda sem entender.

A cena da fogueira de Dersu Uzala é inesquecível, entre outras coisas, pelo claro foco de Dersu em conservação, muito além do ambientalismo: pode ser que nenhuma gente de nossa espécie venha, mas nem por isso as outras espécies não merecem sua consideração.

Por que conservar os animais e as plantas afinal? Podem ser apresentadas uma série de razões para isso. Uma das mais ouvidas é que as espécies são fontes de produtos úteis para a humanidade. Em alguma espécie de planta pode estar a cura do câncer, outra poderá fornecer o princípio ativo de algum cosmético fabuloso, ou genes que podem, quem sabe, ser transplantados para outra espécie com efeitos favoráveis. Esse argumento parece à primeira vista fazer bastante sentido. Porém, como bem apontado na revista científica Oikos pelo grande ecólogo inglês John Lawton em 1991, se queremos conservar a biodiversidade, ou pelo menos uma parte expressiva dela, esse é um argumento enganoso, e pode chegar a ser perigoso. Nem todas as espécies são úteis. Para começo de conversa, a maioria das espécies animais são besouros. Há imensa redundância em qualquer grande grupo animal ou vegetal, na bioquímica como em qualquer outra coisa. Muitas espécies são distinguíveis de suas parentes mais próximas apenas por ínfimas sutilezas em suas colorações, suas genitálias ou mesmo seu comportamento, sutilezas essas que só um especialista com anos de treino é capaz de perceber. Isso acontece porque na evolução o processo de especiação (formação de espécies) se dá por isolamento reprodutivo – uma espécie não mais cruzar fertilmente com a outra – e não por quantidade de diferenças entre as espécies. Sendo assim, muitas espécies têm genótipos muito similares ao de espécies próximas, e se desaparecessem, não estariam nos privando de substâncias particularmente diferentes ou valiosas. Provavelmente, embora muitas espécies sejam ou possam ser diretamente úteis ao homem, a maioria não o é.

O mesmo, claro, pode ser dito das utilidades mais óbvias das espécies, para agricultura, pecuária e extrativismo. As espécies adequadas para exploração por essas maneiras são uma ínfima proporção das espécies existentes. O maior problema com esse padrão é que os inimigos da conservação podem facilmente apontar isso e contra-argumentar que, pelo argumento básico da utilidade, a grande maioria das espécies não precisam ser protegidas. Não podemos, portanto, depender desse tipo de argumento.

É verdade que o argumento da utilidade das espécies tem uma versão aperfeiçoada que diz que algumas espécies são úteis afinal, não sabemos quais são ou não, e nessa situação é melhor conservarmos todas elas, ou pelo menos quantas pudermos. Colocado dessa forma, é um argumento bem mais respeitável, mais difícil de rebater, e portanto mais efetivo. Mesmo assim, não me parece que seja suficiente. Afinal de contas, redundâncias continuam existindo na natureza, e as ciências biológicas tem deixado cada vez mais claro onde elas estão. Sendo assim, depender do argumento de que temos que conservar todas as espécies por que não sabemos quais são úteis no fundo é apostar contra o progresso da ciência e do conhecimento. Longe de mim fazer esta aposta. Há, porém, algo que me desagrada mais fundo nas abordagens utilitaristas, mesmo nessa forma mais aperfeiçoada. Esse algo foi expresso com brilhantismo pelo próprio Lawton: “o argumento de que precisamos conservar espécies porque elas podem ser úteis é um argumento ao qual falta alma. É sensato, é verdadeiro, mas não tem espírito, não tem dimensão humana. É o argumento dos tecnocratas...” Cortei pelo meio a citação, desculpe, mas vou me redimir mais abaixo.

Pode ser até então que argumentos estreitamente utilitários sejam úteis, em determinados fóruns, para convencer os tecnocratas. Mas não me considero um tecnocrata, e se você também não for, precisamos continuar nossa procura, indo bem mais fundo – ou quem sabe, mais atrás no tempo.

Me lembro bem de quando aprendi história. Era uma de minhas matérias favoritas na escola e não tenho vergonha de confessar que esperava ansiosamente pelas aulas – que eram muito boas. Mas não me lembro de ter ouvido falar naquelas aulas, nem uma só fez, do efeito da degradação ambiental sobre a trajetória das civilizações humanas. A história, como era pesquisada e ensinada, era completamente cega a isso. Essa situação tem mudado completamente nas últimas décadas, e talvez o maior marco desta mudança até agora seja o maravilhoso e perturbador “Colapso”, de Jared Diamond, lançado em 2005. Se Diamond estiver certo – e seus argumentos são muito convincentes – várias das grandes civilizações do passado entraram em decadência e eventualmente colapsaram por causa de sua incapacidade de manejar adequadamente seus recursos naturais, ou mais precisamente de manter os processos ecológicos que geravam tais recursos. Ou seja, a manutenção da qualidade da água, fertilidade do solo, proteção contra erosão e regulação climática, entre outros, são serviços cruciais que os sistemas ecológicos nos prestam. Todas as nossas civilizações dependem disso, e cuidar bem ou mal dos processos ecológicos tem sido um dos grandes determinantes de que civilizações deram certo ou não. Só isso, e tudo isso. Conservar a natureza por essa razão não deixa de ser até certo ponto uma visão utilitária, mas a meu ver essa necessidade de conservar os processos ecológicos é um argumento infinitamente mais poderoso para a conservação da biodiversidade do que a mera utilidade de cada espécie como fonte de produtos.

Nos últimos anos, com os efeitos cada vez mais óbvios das mudanças climáticas globais, destruindo os delicados mecanismos regulatórios dos processos ecológicos vitais para a biosfera, a sombra do passado se torna cada vez mais inquietante, agora na escala do planeta inteiro. Nosso futuro depende cada vez mais da manutenção dos processos ecológicos. No entanto, sejamos sinceros: esse argumento não explica por que muitos de nós fazemos conservação.

Se você perguntar a um(a) conservacionista porque ele (ou ela)  defende os animais, é provável que a resposta seja algo como, “porque eu gosto de bichos” (ou de plantas, conforme o caso). Eu me lembro de um debate onde vi José Truda, do Projeto Baleia Franca, depois de tentar longamente argumentar porque era importante preservar as baleias, explodir dizendo “Quer saber duma coisa? Eu não tenho que justificar por que eu quero conservar baleias, eu quero conservar baleias por que eu gosto de baleias!” Esse é o argumento sincero, verdadeiro, que vem da alma. Pode, é claro, ser um argumento bastante fraco se o virmos como uma idiossincrasia, como um capricho meramente individual. Mas não creio que seja o caso. Quero, ao invés disso, argumentar que nós gostamos de animais porque somos um, e que aí pode estar a resposta que procuramos.

Uma idéia profundamente revolucionária, proposta por Edward Wilson em 1994, é a da biofilia. A idéia central da biofilia é que gostar da natureza é um dos instintos fundamentais do ser humano. Em uma imensa variedade de outros animais, é comum o processo que os ecólogos chamam de “seleção de habitat”. Os animais são encontrados nos habitats favoráveis a eles porque tem instintos, evoluídos por seleção natural, para reconhecer tais habitats, nos quais evoluíram. O homem é uma espécie biológica, cujo comportamento é influenciado pela cultura adquirida nos últimos poucos milhares de anos, mas também, estejamos habituados a pensar nisso ou não, por instintos evoluídos ao longo de milhões de anos. Por isso, o homem tende a se sentir bem quando está em habitats similares àqueles em que evoluiu – o que explica porque, independente da cultura, gostamos de ir para áreas naturais para nossa recreação. Um dos exemplos mais maravilhosos de Wilson é quando ele se pergunta que tipo de habitat os paisagistas quase invariavelmente planejam, quando se dá a eles absoluta liberdade de criação. O resultado –freqüentemente visto em parques urbanos, campi universitários e condomínios - é uma paisagem com vastos espaços abertos, com o solo coberto de gramíneas, intercalados com pequenos bosques aqui e ali. Isso, Wilson alega, é uma reconstrução de uma savana – o habitat onde nossa espécie evoluiu. Similarmente, nós tendemos a gostar de animais, e de modo geral mais intensamente de animais mais parecidos conosco. Isso aconteceria por que instintivamente reconhecemos – com toda razão, de um ponto-de-vista evolutivo – que são próximos de nós.

Se Wilson está certo, ninguém precisa aprender a gostar de bichos: todos nós já nascemos gostando deles. Gostar dos bichos pelos bichos é muito mais que uma “estratégia” para a conservação da natureza: é uma parte de nós mesmos, que pode ser perdida ou não. Podemos, ao longo da educação, perder contato com a natureza - isso é cada vez mais fácil hoje em dia - e desaprender a gostar de bichos. Mas se conseguirmos evitar isso, aceitar nossa própria natureza animal, inclusive a biofilia que é parte importante dela, é um maravilhoso caminho tanto para o crescimento pessoal como para a mudança global.

Não, Truda, você não tem que se justificar por gostar de baleias. Isso é parte da sua natureza, da minha, e da de todos nós. As pessoas têm vidas mais felizes quando respeitam suas próprias naturezas. Não deveríamos precisar de mais nenhum argumento. Completando a citação do Lawton, “... nós não conservamos concertos de Mozart, pinturas de Monet e catedrais medievais por que eles são úteis. Nós os conservamos porque eles são bonitos e enriquecem nossas vidas.” Assim é também para os animais e as plantas, com a vantagem de que quanto à natureza temos também outros argumentos, para os difíceis de sensibilizar. É que, com todo respeito (e admiração) que tenho por Mozart e Monet, nosso futuro depende muito mais dos processos ecológicos da biosfera do que deles.

Não tenho nenhuma ilusão de que estejamos próximos de onde deveríamos estar. No nosso complexo mundo cultural, muitas outras fortíssimas influências, a começar por doutrinas religiosas que nos dizem que a natureza foi feita para nós, competem com a biofilia e nos levam a perder contato com nossas próprias naturezas. Hoje, a maioria das pessoas ainda está mais perto daquele soldado olhando pasmo para o Dersu do que do próprio Dersu.

No Mundo de hoje, enfrentar e resolver os problemas sociais, que causam tanto sofrimento humano à nossa volta, é sem dúvida fundamental. Acho que todo mundo concordaria com a proposição de isso só vai dar certo se o fizermos a partir de uma genuína preocupação com as pessoas, com os direitos de todos nós a vidas dignas e gratificantes. Dito isso, como argumentei acima, e como Diamond e as mudanças climáticas tem mostrado, conservar a natureza é essencial para o bem estar e para a própria prosperidade das sociedades humanas. No entanto, o leitor pode já ter reparado que eu raramente uso a expressão “meio ambiente”. Não gosto muito dessa expressão. A razão porque eu não gosto é que quando se fala em “meio ambiente”, está implícito que nos referimos ao ambiente (“meio ambiente” é pleonasmo) para a nossa própria espécie. Ou seja, o discurso de “meio ambiente” nos deixa presos ao argumento utilitário. Não gosto de depender disso. Para mim é claro que a mesma proposição que fiz acima para os problemas sociais também se aplica à conservação: num Mundo de tantos interesses econômicos e sociais conflitantes, só acredito que seremos bem sucedidos em conservar os animais e as plantas se o fizermos por eles mesmos, pelo direito que eles têm à vida. Não tenhamos uma visão estreita. Conservar a natureza é bom para a gente. Mas como Dersu já sabia, a floresta tem muitas gentes.
Comentários
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Rodrigo Guardatti 09/10/2008 12:23:02

Excelente artigo!
BRAVO!!!!
José 10/10/2008 06:09:00

Então, se a biofilia é um caráter preservado ao longo da história evolutiva
da nossa espécie, é muito provável que represente uma vantagem adaptativa.
Nesse caso, estariam compondo esse caráter aspectos, tanto estéticos e
hedonísticos, quanto utilitários. Se bem que eu tenho uma prima que gosta de
engarrafamento. Será que ela vai ser extinta?
meu Dersu
maria tereza 11/10/2008 07:35:35

Querido Fernando,
Felizmente vi o filme Dersu Uzala várias vezes, pois gosto
muito dele. O mesmo acontece com seus escritos: quanto mais leio seus artigos,
mais os admiro, ou admiro a você. Excelente este último. Lindo!
Maria Tereza
Parabéns!
Ana Paula 12/10/2008 15:26:52

Recebi este texto numa lista de e-mail para biólogos e fiquei maravilhada.
Quanto mais eu lia mais desejava que chegasse ao fim para saber quem era o seu
criador. Fazendo uma busca na internet encontrei esse espaço para compartilhar
esse sentimento.
Parabéns mesmo e que esse argumento seja suficiente para que
possamos realmente conservar nossa casa Biosfera.
Ah! Você ganhou mais uma
admiradora.
Ana Paula
parabéns!!
Mayara 13/10/2008 11:51:22

Fernando,
fico feliz ter a oportunidade de ler seu artigo porque ettá muito bom
mesmo !
parabéns!!
Denise 13/10/2008 14:44:31

Maravilha de artigo. Muito bom!
São de textos assim que deveríamos sempre ler
em todos os livros acadêmicos.
Um texto com alma, com sabedoria que mexe com
"sentimentos biosféricos" e elevam a consciencia ambiental.
Obrigada
por esse presente de aniversário
Denise 13/10/08
Nataly 13/10/2008 17:49:12

Demais!
Fico feliz em saber que tem mais pessoas na mesma sintonia
biofílica!
pois sempre pensei assim....que "a terra não é minha, eu sou
da terra"...
sou filha da terra e devo respeitar a minha mãe e meus
irmãos, que me dão o sustento para a beleza que é viver.
Lana Maria 14/10/2008 14:18:34

Maravilhoso artigo...bom para pensar e refletir...
parabens
Rolf Bateman 14/10/2008 14:28:44

Voltando à questão utilitária (eu preciso justificar porque gosto dela?)... E
de certa maneira, as espécies não são todas úteis?
Porque plantar
Maria Leticia de Souza Paraiso 14/10/2008 17:33:30

Muito bom texto,mas a conservação tem que dividir o território com a
agricultura,que como visto no Excelente Livro do mesmo autor citado Jared
Diamond "Armas,Germes e Aço" nos mostra que a humanidade só pode
aumentar sua população quando deixou de ser caçador e coletor e desenvolveu a
Agricultura.Existem alguns ambientalistas que acho que são misantropos,mas acho
que não é preciso explicar que o mais normal é gostar da humanidade.

Maria Leticia S. Paraiso
bela resposta
Talita Silva 16/10/2008 13:16:19

Olá Fernando,
Para "variar", seu texto é ótimo...
Dersu Uzala é um
filme maravilhoso, é pena que não muitos biólogos o conheçam.
Eu sou
partidária da sua idéia, mas andava tão sem paciência com os tais
tecnocratas que, quando um desses me perguntava por que conservar, eu apenas
respondia: "PORQUE SIM!". Estou cansada dos argumentos
monetários!
Forte abraço
Dersu
Rosana 17/10/2008 08:22:05

Assisti Dersu fazem 33 anos e nunca o esqueci. Recentemente, para a minha
felicidade, encontrei o DVD a venda em uma livraria do shopping Leblon. Pude
enfim matar a minha saudade! Dersu...Capitã...
bjssssssss
A dúvida...
Raphael 15/11/2008 08:27:27

Fantástico o artigo!
Não sei nada sobre conservação, mesmo assim adorei os
argumentos e o modo como você os utiliza. Fiquei, entretanto, com uma
dúvida... Ao longo de todo o artigo, você mostra o desejo por um argumento
não utilitarista. Para isso, desenvolve o texto apresentando diversas visões
da utilidade da conservação e no desfecho usa a citação do Lawton ("Nós
os conservamos porque eles são bonitos e enriquecem nossas vidas.") para
explicar a necessidade da consevação. Nesse ponto encontra-se minha dúvida:
se eles são bonitos e enriqucem nossas vidas não deixam de ser úteis a nós
pela própria necessidade, natural e instintiva, da nossa espécie em gostarmos
dos animais? A biofilia não faz da conservação uma utilidade? Bem, como já
mencionei nada sei sobre conservação, ou melhor não sabia, agora ao menos
tenho a dúvida se existe algum argumento não utilitarista.
Lindo texto!!!
Ilma Doher 05/01/2009 07:42:22

Oi Fernando!
Recebi seu artigo a partir de uma comunidade virtual sobre
educação ambiental e fiquei realmente motivada a comentar como seu texto é
bonito e importante. Poder dizer que eu quero conservar a natureza simplesmente
pq a amo é libertador!
Um gde abraço pra vc e parabéns!
Anônimo 17/02/2009 11:59:32

adooooooooooooooorei
baleias
Rafael 04/03/2009 05:39:14

as baleias tem um papel fundamental no sistema ecológico será que o o cara num
sabia disso?
Antes que se perguntem, controlam a superpopulação de micro
organismos,e outras espécies as de macro organismos
utilidades boas e más
Giuliano 09/05/2009 08:37:49

Mesmo quando defende-se claramente a natureza por simplesmene gostar dela, quem
não dá a mínima pra ela contra-argumenta dizendo que isso é utilitarismo.
Que irritante! Façamos uma discussão, então, sobre se as utilidades são da
mesma qualidade. Quem gosta da natureza utiliza ela sem a destruir. Quem não
gosta a utiliza destruindo-a.
Dersu Uzala
Luis Sacramento 16/05/2009 19:47:21

Gostei do texto.
me permita fazer uma correção sobre o comentário acerca do
filme. Sugiro que você troque a palavra "contrato" mencionada na 5ª
linha do segundo parágrafo para "convida DERSU como guia para a sua
expedição".
A palavra contrato pressupõe uma negociação e uma
relação de trocas monetária.
Abraço
Parabéns....
Thallyta 25/05/2009 13:31:22

Eu gostei, nao sei q os outro gostaram???
parabens pq o seu testo esta uma
maravilha.
voi muito bom saber, disso,afinal todas as pessoas sabem q devemos
conserva a natureza e viver no lugar limpo, q da gosto de morar desse
luga....

si voltando ao assunto, vc ta de parabens.....
Anônimo 04/06/2009 16:00:25

olá
natureza
reidener 29/07/2009 18:13:53

a natureza e muito boa
Gostando cada vez mais da biologia
Daiany Joner 22/09/2009 21:14:13

Sou estudante do curso de Ciências Biológicas da UFBA, campus de Barreiras,
oeste da Bahia. Assisti sua palestra na abertura do IX Congresso de Ecologia, a
qual foi ótima inclusive! Está sendo muito bom ler seus textos, me sinto
enriquecida e fortalecida.
Fantástico
Trovão 23/09/2009 17:00:02

Sempre pensei nisso...por que usamos a utilidade como justificativa de conservar
as espécies se muitas surgem e desaparecem sem que nem mesmo as conheçamos,
elas poderiam ser úteis, mas como sabemos a extinção e a especiação fazem
parte da evolução. Que artigo rico! Que bom!!! Não me sentirei mais sem
argumentos!!!Uma outra consideração sobre os processos ecológicos-chave é
que "tudo é um", ou seja tudo está interligado, ou seja, somos todos
"gente". Fernandez, você é maravilhoso!!!
o bem pelo bem 09/11/2009 20:23:28

um dia eu vi um adesivo no vidro de um carro: "vc pode até viver sem Deus
mas morrer sem ele será terrível"

e comecei a pensar que muitas pessoas
se envolvem com religiões e tentam faezr o "bem" só pq tem medo de
fazer o "mal". esse tipo de pessoa precisa saber da utilidade das
coisas.

eu por outro lado, que nem religião direito tenho, acredito naquela
famosa citação "não há um caminho para a paz,a paz é o caminho"


sei lá, minhas idéias são misturadas, eu vivo me perguntando isso do
"pq conservar?"... seu texto clareou minhas idéias. obrigada

e é
isso, conservar por conservar, o bem pelo bem, justificativas não são
necessárias...
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