Estrago ambiental do corte no IPI
02/07/2009, 00:00
A redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), medida adotada pelo governo em dezembro passado para conter os efeitos da crise econômica, trouxe resultados ótimos para o mercado, mas péssimos para o meio ambiente.

A Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) confirmou hoje que as vendas no primeiro semestre do ano alcançaram 1,45 milhão de veículos, o que perfaz um aumento de 4% em relação ao mesmo período de 2008. Ao somar as vendas de todos os veículos de passeio e comerciais leves desde que o governo cortou o IPI, a conta chega a 1,6 milhão de automóveis a mais nas ruas - 90% do tipo bicombustível.

Com esses números, já dá para se ter uma idéia do estrago ambiental.

Renato Linck, gerente de Engenharia Automotiva da Companhia de Tecnologia e Saneamento Ambiental (Cetesb), e o engenheiro Olímpio Álvares Júnior, criaram uma metodologia para calcular a poluição veicular. Eles estimaram que em média 186 gramas de Dióxido de Carbono (CO2) são emitidas por quilômetro por veículos de passeio.

Aplicando o porcentual apenas às vendas realizadas no primeiro semestre, chega-se a um crescimento de aproximadamente 6 milhões de toneladas nas emissões anuais nacionais de gases estufa.

A base dos cálculos feitos por O Eco foram os 22 mil quilômetros rodados anualmente pela frota na região metropolitana de São Paulo, aplicados aos modelos de carros mais vendidos no país.

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Comentários
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João Vidal 02/07/2009 14:15:05

Acrescento que a questão do IPI, de forma reversa, também tem sido negativas
para o meio ambiente na medida qem que o referido imposto foi aumentado para os
aerogeradores importados, impactando negativamente e frustrando os anseios
empresariais numa tecnologia altamente limpa e verde na geração de energia.
Inclusive, o leilão específico de energia eólica marcado para este ano vai
sentir bastante.
Anônimo 03/07/2009 07:37:24

a poluição vem diminuindo ao longo dos anos pela atuação do Proconve, por
exemplo, além de melhorias tecnológicas, mas o número de carros só cresce. o
cálculo acima não incluiu motos e caminhões.
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