A morte de sete pessoas no Sul e de outras nove no Sudeste este ano por febre amarela voltou novamente a artilharia contra os macacos. Virou moda fácil afirmar que a doença infecciosa é transmitida por um vírus do macaco e que este o transmite ao homem. Erro crasso. Macacos-prego e outras espécies são tão vítimas da doença carregada por mosquitos quanto as pessoas, como O Eco já mostrou. Ao menos a Secretaria de Meio Ambiente do Rio Grande do Sul veiculou nota em sua página, em janeiro deste ano, alertando sobre esse fato. Veja aqui. Levantamentos oficiais do ano passado apontaram a morte de aproximadamente 30 primatas em Minas Gerais, nas regiões de Montes Claros, Cabeceira Grande, Itabira, Buritis e Uberlândia; outros 6 macacos foram mortos no Mato Grosso do Sul; existem relatos de envenenamento em Goiás e de violência contra bugios em Barreiras (BA), onde um macho perdeu o braço quando foi apedrejado.
 
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