Como O Eco mostrou, já em janeiro de 2008, macacos costumam ser vítimas da ignorância quando o assunto é transmissão da febre-amarela. Desconfiados de seu papel na circulação da doença, humanos usam pedras e outras armas para dar cabo de seus parentes mais próximos no reino animal. Com os casos e mortes registrados Brasil afora neste verão, alguns órgãos públicos tentam desviar a mira da macacada. A Secretaria de Meio Ambiente do Rio Grande do Sul, por exemplo, veiculou nota em sua página informando que o “bugio não transmite a febre amarela ao homem. Ao contrário, ele é a primeira vítima do mosquito transmissor da doença e, ao morrer infectado, aciona o alerta para a população. Por isso, estamos em campanha pela conservação desse primata”. O estado criou um grupo técnico para tratar da relação entre a febre e os bugios.

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