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Alô Gabeiras e Sarneys Filhos
18/11/2008, 21:57
Ambientalistas do Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia), WWF e Conservação Internacional passaram hoje maus bocados na Câmara dos Deputados, em reunião conjunta das comissões de Meio Ambiente e Agricultura. Eles tiveram a "ousadia" de contestar dados do pesquisador Evaristo de Miranda, da Embrapa, que apontam cerca de 7% de terras disponíveis na Amazônia para produção, se toda a lei fosse respeitada.

A audiência aconteceu em meio ao recrudescimento das ações parlamentares para rasgar o Código Florestal brasileiro. Pelo tema, era óbvio que o encontro era contra árvores e bichos. Apesar disso, nenhum dos deputados que costumeiramente gostam de se dizer defensores da natureza apareceu na sala de debates.

Os ruralistas, é claro, compareceram em peso. Durante a audiência, o deputado Luis Carlos Heinze (PP/RS), pediu a palavra para dizer que a agropecuária brasileira era pressionada pelos bancos, pelos ambientalistas, pelos índios e pelo Ministério do Trabalho. Empolgadíssimo e indignado, afirmou que, em Goiás, fazendeiros se viram forçados até a matar fiscais do Trabalho para se livrar de tanta pressão.

Para os ecologistas, há por volta de 14% de solo para ser usado. “O estudo ignora aspectos da lei, como o fato de que áreas de preservação permanente na Amazônia podem ser contabilizadas na reserva legal, de que o zoneamento ecológico econômico pode reduzir de 80% para 50% a reserva legal em áreas alteradas e de que pode haver compensação de reservas legais, mantendo o uso desses espaços. Ao invés de discutir percentuais, deveríamos avaliar o que está ocorrendo nessas áreas desmatadas, se são realmente produtivas, por exemplo”, comentou um dos ambientalistas. Frente a esse tipo de argumento, “mentiroso” foi a palavra mais branda usada pelos parlamentares.

Para alguns ruralistas, a pesquisa só serve quando atende a suas ideologias e interesses

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Comentários
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SOMOS MILHÕES!!!!
Ocelote 19/11/2008 05:50:15

Mais uma vez, repito e repito e repito, a maior ameaça à segurança nacional
não vem de fora. Esta ameaça somos nós mesmos. As principais gangues de
mercenáros são aquelas formadas por políticos comprometidos e vendidos,
aliados a empresários gananciosos, que corroem o país por dentro. Não afetam
a integridade territorial do país, mas o corroem por dentro, degradando sua
base de recursos naturais. Esta base é, afinal de contas, o que sustenta a vida
e faz o país ser o que é. Se usamos bem, estaremos bem por um longo prazo, se
usamos mal, desestabilizamos o futuro do país. Agora, se desmantelamos rios,
nascentes, biodiversidade, solos, clima, lençóis freáticos, paisagens de
apelo turístico, e ainda contribuímos alucinadamente para o aquecimento
global, o que resta de cenário para os fuuros brasileiros é uma coisa de
pesadelo. Um Haiti gigante...
Esta gangue que está aí é parecida com estes
casos de filhos que vendem tudo denro de casa para ter acesso imediato na compra
de ilícitas fontes de prazer imediato, geralmente químicas, mas leva a
família toda à destruiçào. A diferença é pequena. Estas pessoas querem o
lucro imediato, se comprometem apenas com o interesse próprio ou de seus
comandantes, e para isso avançam, com a maior cara de pau, sobre o que
patrimônio dos brasileiros atuais e de todos aqueles que ainda virão a nascer
e viver por aqui.
Rasgar o código florestal vai ser fácil? Vai ser difícil?
Depende da população..e as ONGs têm um papel fundamental nisso, de começar
já uma campanha e levar a pessoas às ruas contra este assalto ao que é nosso,
e não apenas destes gangueiros.Precisamos mobilizar a população contra tudo
isso, exigir plebiscitos, conseguir assinaturas aos borbotões, lutar uma luta
que, se não for levada em frente, terá sido tarde demais depois de consumada
esta dentada criminosa em NOSSO patrimônio. Precisamos ser ouvidos quanto a
isso!

NÃO ÀS MUDANÇAS PARA PIOR NO CÓDIGO FLORESTAL!

O Código precisa
de mudanças? Pode ser, em algumas coisas em que ele é frouxo demais. Precisa
de algumas adaptações para lugares onde ele não funciona direito, como no
Pantanal e na Amamzônia na hora de definir APPs. Talvez também usar mais a
paisagem como norteadora do uso da terra do que métricas de engenheiro que, na
natureza, são muitas vêzes estapafúrdias.
Precisamos usar inteligência e
consistência na gestão de nosso pedaço do planeta, e matar no nascedouro
estas tentativas de metástase deste câncer predatório, que sempre está
ameaçando matar aos poucos e por dentro nossa viabilidade como
país!

ESCLAREÇAM E MOBILIZEM OS BRASILEIROS PARA DEFENDER O QUE É
SEU!

Sarneys, Gabeiras.....porque dois, se podemos ser milhões nesta luta?


SOMOS MILHÕES!!!!!!!
SOMOS MILHÕES!!!!!!!
SOMOS MILHÕES!!!!!!!
SOMOS
MILHÕES!!!!!!!
SOMOS MILHÕES!!!!!!!
SOMOS MILHÕES!!!!!!!
SOMOS
MILHÕES!!!!!!!
NÃO VERÁS PAÍS NENHUM
Geraldo M Tomas 19/11/2008 08:04:02

A cada dia que passa e diante do que vem sendo praticado pelos mandatários
deste nosso Brasil, quase me convenço de que o Sr. Inácio de Loyola Brandão
é um verdadeiro profeta.

Percebo também que exitem três vertentes nesta
questão ambiental:

1- A do poder financeiro irresponsável, que ganha
fortunas com a explotação desmesurada, na certeza de que terá condições de
comprar qualidade de vida em outro recanto do mundo quando o deserto, a
miséria, a doença, a fome e a sede forem irreversíveis.

2- A dos que nada
poderão fazer além de
permanecer à mercê dos rastros da
destruição.

3-A dos defensores do meio ambiente, que não conseguem
mobilização efetiva
e maciça junto à população.

Necessitamos
urgentemente de uma Lei de Responsabilidade Ambiental rigorosa, em que
governantes e representantes do povo sejam enquadrados.

Caso contrário,
ainda vamos acabar visitando a "casa das águas" !!!!
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BRUN