| Florestas fantasmas |
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| Cristiane Prizibisczki | ||
| 17/12/2009, 13:48 | ||
![]() Uma dos principais pontos políticos de Copenhague, a praça do Parlamento, está tomada por árvores mortas. A imagem impressiona: são dez enormes troncos, ainda com suas raízes, de espécies naturais de Gana, na África Ocidental, país que apenas nas últimas décadas perdeu 90% de suas florestas primárias para o comércio de madeira. Dispostas de forma estratégica, as árvores fazem parte da exposição Ghost Forest, da artista inglesa Angela Palmer , e ficam disponíveis para visitação até o final da Conferência do Clima. A primeira vista, as árvores trazem uma sensação de melancolia, mas, segundo Ângela este não é o recado que ela pretende passar: “as árvores trazem uma mensagem de otimismo e esperança para o futuro”, garante. Nove espécies de árvores fazem parte da exposição. Todas vieram de uma área de manejo florestal de Gana, que hoje vive sob leis mais duras de exploração do que restou. ![]() ![]() Além da beleza estética, a exposição Ghost Forest, segundo Angela, é uma boa oportunidade para pensar no futuro das florestas tropicais, justamente no momento em que se discute importantes mecanismos de proteção no âmbito das discussões da ONU, como o REDD (Redução de Emissões para o Desmatamento e Degradação). Para Andrew Mitchell, presidente do Global Canopy Programa, organização que promove alianças entre instituições governamentais e não governamentais para o estudo das florestas, é preciso mudar o mecanismo de exploração dos recursos naturais e aumentar a conscientização dos consumidores para que esse objetivo seja atingido.
A exposição Ghost Forest também pode ser conferida pelo site do projeto.
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