Eu? Eucalipto! PDF Imprimir E-mail
Carlos Secchin*   
10/11/2009, 08:57
Respeitada e mantida a vegetação natural do Cerrado, a baixa umidade do ar de nossa região do (Planalto Central) pode ser amenizada pelo plantio de florestas de plantas exóticas e de crescimento rápido.

Contrário do ar e da vegetação nativa que sofrem com o longo período de estiagem, o que não é visível - o aqüífero permanece de baixo da terra, abastecido, guardado dentro do seu reservatório natural. Ele nos dá prova permanente de sua existência, fazendo emergir nos campos e veredas, caminhos de água.

Relativamente raso, bastante amplo e volumoso, o aqüífero do Planalto permite que raízes de plantas nativas ou não, processem a transferência da água do subsolo para a atmosfera. As folhas, especialmente, as do eucalipto, quando transpiram, e o fazem com freqüência diária, devolvem ao ar, o que foi pego emprestado, por suas raízes. Elevam assim, a níveis suportáveis, a tão baixa e conhecida umidade relativa do ar do Planalto.

O eucalipto, contrário do que é propagado ao vento, especialmente onde existiu o ecossistema do Cerrado, em terras degradadas e exauridas que, absolutamente não são poucas, tem nos provado, ao longo do plantio de novas florestas, ser um excelente agente transportador e transformador da água, em vapor atmosférico e que, nas terras altas ajuda muito na formação de nuvens.

A floresta de eucalipto sombreia a terra e evita a propagação da praga do capim exótico e invasor. Ela faz baixar a temperatura em + ou - 2°C, o que, hoje, em tempos de aquecimento global é muito bom. Ela estimula o surgimento de um micro ciclo hidrológico benéfico a toda região.

A floresta de eucalipto além de abrigar abelhas melíferas, faz conexão entre capões de reservas legais protegendo grande parcela da fauna ameaçada de extinção. É uma cultura que, além de seqüestrar moléculas de carbono, transforma-as em celulose e em energia verde. Evita a pressão antrópica sobre vegetação nativa que, historicamente, tem sido impiedosamente, abatida para virar carvão. Carvão esse, de baixo aproveitamento calorífico.

O eucalipto é uma planta de crescimento rápido, pouco exigente, tem valor de mercado e nos dá três cortes a cada 7 anos.

A nobre planta adaptada às condições do Planalto, ao usar a força natural que transforma da luz o sol em energia, interage com a atmosfera do Cerrado captando, distribuindo e transformado água do subsolo, antes indisponível, numa região que, metade do ano apresenta-se com clima desértico, em um oásis de esperança e de qualidade de vida.

Plantamos eucalipto da mesma forma que recuperamos áreas nativas, remanescentes do que, outrora, era conhecido como Cerrado. E mais, depois de anos de pesquisa, obtivemos licença ambiental para aplicação do adubo natural orgânico em forma de lodo, (fornecido pela estação de tratamento e beneficiamento de esgoto para aplicação em silvicultura, aqui e no Distrito Federal).

Quando o MST ameaça arrasar plantações de eucalipto é bom para a opinião pública, independentemente de sua posição político-ideológica, ficar consciente de que, ele (MST) está destruindo muito mais do que uma fotografia pode mostrar.

*Carlos Secchin é fotógrafo da natureza e conservacionista 

Comentários
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Eu? Não, nós!
Mauro Braga - Eng. Florestal e 10/11/2009 08:14:27

Carlos lembra bem ao dizer que o eucalipto é um ótimo transportador de água
subterrânea em atmosférica. Faz isso de forma intensa que pode causar impactos
no equilíbrio do lençol freático. Isso poderia ser evitado se fosse plantada
em sistemas agroflorestais diversificados e em pequenas áreas. O Cerrado possui
uma evapotranspiração bem inferior ao de uma monocultura de eucalipto que
está longe de ser uma floresta. Este bioma é adaptado ao clima seco e
incômodo, mas natural da região do planalto central. Ao introduzir uma extensa
monocultura de eucalipto numa região como esta irá alterar toda a dinâmica do
ciclo hidrológico podendo secar nascentes e riachos como podemos detectar em
diversas regiões do bioma Cerrado. Além disso podemos lembrar que esta planta
não produz frutos consumidos pela fauna nativa e que uma grande monocultura de
eucalipto pode ser chamada de deserto verde por não alimentar a fauna com
excessão das abelhas e coalas da Austrália. O MST ao ameaçar arrasar
plantações de eucalipto consegue ter uma visão não só ambientalista, mas
também dos impactos sociais que essa como outras grandes monoculturas vem
causando no Brasil.
Agua que Apaga o Fogo
Marcelo Malta 10/11/2009 12:01:06

Marcelo Malta – Administrator Rural,
Carlos, você esqueceu de tocar num
ponto importante: a secura do ar que, na nossa região do Planalto,
principalmente no inverno, facilita a ocorrência dos incêndios florestais.
Para se ter uma idéia, um capim-gordura propaga um calor de mais de 1000Cº,
calcinando qualquer possibilidade de germinação das plantas nativas.
Qualquer
tentativa de minimizar ou de reverter essa escalada anual do fogo no Cerrado é
bem-vinda.
Parabéns também, pelo viveiro responsável pela reintrodução dos
bosques dos ipês, dos barus, das cagaiteiras, dos angicos, dos araticuns, dos
jatobás, dos pequiseiros e das palmeiras nativas.
Que Deus nos livre da sina
destrutiva do inferno do fogo e de seus agentes.
Eu, nós e nossos descendentes.
Luis Armondi(Eng.Agrônomo) 10/11/2009 15:09:18

Caro Carlos, a aversão que tínhamos na universidade(UFV)ao eucalipto, não era
por esta espécie que tão eficientemente transforma o CO2 em O2 e sim pela
monocultura.Estou de pleno acordo com Mauro Braga(Eng.Florestal)quando fala em
manejo de Agrofloresta e que monocultura de eucakipto está muito longe de ser
uma floresta e abrigar um bioma sustentável.Acredito que possamos usar da
eficiencia no sequestro de carbono que o eucalipto tem junto com vários
espécimes indígenas que abrigariam um bioma mais sustentável;enfim viva o
equilíbrio.
Porque será?
Margi Moss 10/11/2009 16:30:17

Oi Carlos, sou uma daquelas pessoas que acha que eucalipto é muito bonito, na
Austrália. Pode ser que o capim propaga facilmente o fogo, mas em baixo de uma
monocultura de eucaliptos, não cresce nada. Vira mesmo um deserto...e pelo que
vc diz, um deserto que está chupando nossa água subterrânea! As folhas
caídas, secas, também ajudam alastrar o fogo e provavelmente (isso não sei) o
torna mais quente. Folhas de eucalipto tb não contém óleo? Mas longe de ser
um abrigo para a nossa fauna, pergunto: você já viu alguma ave nativa fazendo
ninho em eucalipto? Pode ser que sim, mas eu nunca vi e eu procurei. Até a
maioria das nossas aves evita de pousar nessas árvores! Se ajudam a abaixar a
temperatura, tudo bem, mas outras árvores do cerrado também fazem isso. É só
passear em qualquer mata de galeria em pleno cerrado para ver a diferença. Acho
que o eucalpito tem de ser tratado como um produto agrícola qualquer - com
todas suas utilidades na forma de madeira, carvão e celulose - mas é só.
Merece ser agraciado com uma ode, como a soja também merece.
Por que não eucalipto?
Carlos Gabaglia Penna 10/11/2009 18:03:59

Há muito tempo que ouço essa polêmica sobre o eucalipto. Não sou engenheiro
florestal nem agrônomo, mas já escutei profissionais de ambas as áreas
afirmar que a fama do eucalipto esgotar o lençol freático é uma lenda e que
há um enorme exagero em torno desse ponto. Estou falando de profissionais
competentes, que trabalham no campo e conhecem tais plantações in loco.
O
ótimo artigo do Secchin não propõe remoção da cobertura vegetal nativa,
qualquer que seja o bioma, mas sim manter as plantações de eucalipto, que
além de matéria-prima para diferentes usos (não são poucos), contribui para
amenizar a secura ambiente. Devemos levar em conta que tais plantações
industriais (quando em áreas previamente abertas), ajudam a proteger as matas
nativas.Se elas se entremearem com espécies nativas, tanto melhor, mas não se
pode negar os benefícios do eucalipto.
É muito melhor ter monoculturas dessas
espécies, sequestrando CO2, fixando o solo, contribuindo para o ciclo da água,
gerando empregos, impostos e protegendo as madeiras nativas do que um solo quase
nu, exposto ao sol e a processos erosivos, como se vê tanto no Cerrado
degradado.
Visão ambientalista do MST? Como é que é?
Carlos Gabaglia Penna 10/11/2009 18:38:51

Que me perdoe o engº florestal Mauro Braga, mas afirmar "O MST ao ameaçar
arrasar
plantações de eucalipto consegue ter uma visão (…)
ambientalista" só pode ser gozação... A única visão que eles conseguem
ter é o do dinheiro dos nossos impostos, que ajuda a lhes manter folgadamente
à margem da lei.
O que se tem visto ao longo da história do MST é a completa
erradicação da cobertura vegetal nativa (protegida por lei, diga-se de
passagem), não sem antes caçar toda a fauna. Isso é notório e sabido, não
há como negar. Eu particularmente vi isso acontecer em mais de uma fazenda e,
graças a Deus, colaborei para salvar uma delas (no ES) da sanha predatória do
MST.
Só um leigo para acreditar
Rodrigo Leonel 10/11/2009 20:30:01

É piada essa reportagem né?!! Espero realmente que as contribuições desse
colunista convidado terminem por aqui. Qualquer um que tenha alguma formação
em questões ambientais sabe as incongruências do que foi dito. Parece muito
uma coluna patrocinada por uma empresa de celulose.
Patrocínio
Marcio 11/11/2009 07:46:58

O site inteiro é patrocinado pelos ricos empresários da grande indústria e
pelos ruralistas plantadores de monoculturas.
O nome "O Eco" é pra
inglês ver, verdadeira "cortina de fumaça".
Ledo engano
Gustavo Faleiros, editor 11/11/2009 08:26:25

Caro, Marcio. Para esclarecer. a Associação O Eco é majoritariamente
financiada por doações da Fundação Avina e pela Fundação Hewlett.
Ar condicionado?
Eduardo Lima 11/11/2009 08:45:52

Não sei se entendi. Eucalipto no cerrado para ALTERAR AS CONDIÇÕES NATURAIS
DO CERRADO, desenvolvidas ao longo da evolução? Os eucaliptos são o "ar
condicionado do cerrado", para tornar o ar mais úmido? Fantástico! Porque
não pensaram nisso antes! Ao invés de soja, eucalipto!
Crise climática? Plante eucaliptos
Jean Pierre Leroy 11/11/2009 08:52:22

O poder do agronegócio faz com que seja sempre mais dificil encontrar
pesquisadores independentes que possam estudar as consequências da monocultura
do eucalipto sobre os ecossistemas. Fui pessoalmente testemunha no norte de
Minas dos seus impactos sobre comunidades locais de pequenos produtores.
Verifiquei em Curvelo o ressecamento das suas terras, que obrigou famílias a
abandonar a agricultura.
Mais no Norte, o confinamento de um comunidade na
vereda, sem acesso à chapada, onde criavam complementariamente algum gado e
colhiam frutos. De quebra, agrotóxicos envenenaram o riacho.
Perguntas ao
especialista em conservação Carflos Cechin: Não são as plantas nativas do
cerrado, com raizes profundas, que permitem o armazenamento da água? O
eucalipto cumpore a mesma função? Parece-me que não.
Sabiamente, as
árvores do cerraado Hibernam na estação seca , economizando assim água. O
eucazlipto necessita de água ano in teiro, água que suga do lençol fréatico,
não? Então, não seria um parasito?
Quanto ao MST, precoupa-me que o debate
sempre nos remeta à velha questão de um Brasil desigual e cheio dos
preconceitos que permitam reforçar essa desigualdade e manter os privilégios
de classe. Dizedr isso não impede criticar, mas qualificar a crítica e não
generalizar.
Lamentável!
Cássio Rabuske da Silva 11/11/2009 09:03:07

Sou leitor assíduo de "O Eco" e não posso me furtar ao questionamento
que certamente perpassou a cabeça de milhares de leitores: como um artigo tão
medíocre como esse pode ter sido postado por aqui?
É tão medíocre que não
há uma afirmação que não tenha atentado aos princípios mais básicos da
ecologia.

Dispenso comentários maiores. Espero que parem de publicar
qualquer besteira de "preservacionistas" que EVIDENTEMENTE não entendem
nada do assunto proposto. Estamos lidando com assuntos sérios aqui. Solicito
maior consideração e respeito para com os leitores.
É lamentável, pra não
dizer coisas piores.
Eucalipto: caso português
pedro vicente 11/11/2009 10:33:15

Ao que não seja brasielira, a monocultura de eucalipto parece ser comum a
vários locais do planeta, e no meu país, Portugal, ainda que sejamos
totalmente independentes no que refere a produçao de papel, a verdade é que o
eucalipto tem vindo a destruir terras, diminuindo a sua fertilidade e esgotando
todos os recursos hidricos de determinadas regiões.Como consequencia, as terras
ficam empobrecidas, a vegetação nativa ( carvalhos, faias,ulmeiros...)
desaparece e com ela a fauna.Relativamente a incendios, Portugal a partir da
década de 70 ( a quando começou cultivo dessa arvore para a industria da
celulose) viu o seu numero aumentado de um país cujo os incendios eram raros (
pelo genero de flora nativa) para um dos mais castigados da Europa.
Para terem
noção da gravidade do problema,foi proposto ser declarado o eucalipto como
espécie invasora em Portugal.

Penso que ninguém tem nada contra a árvore
eucalipto, o problema está na sua monocultura em locais inapropriados, e á
falta de regulação ( real )de todos os agentes economicos do sector papeleiro
no que toca a questoes ambientais.

Sei que a mesma especie tem trazido
problemas a paises como Espanha, Grécia, Itália e França.

Não há que
defender cegamente o eucalipto, nem acusa-lo ( pois foi bastante util ao retirar
a pressão sobre florestas primitivas), mas sejamos sérios, há que regular o
seu cultivo e que seja uma regulação realmente eficaz e não ornamental!
Deserto Verde
José Marques Porto 11/11/2009 10:38:40

Aqui no Estado do Espírito Santo e no sul da Bahia os eucaliptais da Aracruz
Celulose, hoje Fibria e seus sócios causam um imenso drama ecosócioambiental.
Em pouco mais de 40 anos perdemos a mais rica e biodiversa floresta já
existente no planeta, a Mata Atlântica, em cujo lugar temos aproximadamente 600
mil hectares de Deserto Verde. Nenhuma espécie se desenvolve nos eucaliptais.
Só em água a Fibria consome 250 mil metros cúbicos/dia. Tal montante equivale
ao consumo humano de 2,5 milhões de pessôas/dia. A Região Metropolitana da
Grande Vitória possui 1,5 milhões de habitantes. A conta d'água seria de R$16
milhões, mas a Fibria, que financia as campanhas eleitorais não paga nada. Sem
falar em desertificação, compactação e envenenamento de solos, das águas do
subsolo, bem como, conflitos com populações tradicionais do entorno do
empreendimento, como os povos indígenas e quilombolas. Enfim é preciso que se
tenha muito cuidado com plantios em larga escala do que aqui chamamos de Deserto
Verde, que só são bons para os acionistas das Grandes Corporações que
produzem celulose, que possuem um fortíssimo cartel no país. A e não pagam
nem ICMS, pois, são isentas pela Lei Kandir passando a posuir créditos
bilionários de ICMS, quando exportam a celulose.
Jony 12/11/2009 04:33:37

Sr. Carlos Secchin tem certeza que você é "conservacionista"?
DESERTO VERDE E CAOS SÓCIO AMBIENTAL.
Eduino de Mattos 12/11/2009 09:02:21

QUEM QUISER SABER A REALIDADE SOBRE ESTE TEMA PROCURE DADOS SOBRE O NOSSO PAÍS
IRMÃO, O URUGUAI, AS PASTEIRAS E OS DESERTOS VERDES, NO RIO GRANDE DO SUL ESTAS
AVES DE RAPINA DA CELULOSE COM SUAS BANCADAS NA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA/RS E NO
CONGRESSO NACIONAL E MAIS UTILIZANDO-SE DAS FAIXAS DE FRONTEIRAS, DINHEIRO DO
BNDES, ETC.
*ENTÃO O PROBLEMA É O EUCALIPTO ?
SIM SÃO A SOMA DESTAS PRAGAS
QUE INFESTAM NOSSO PAÍS, NOSSOS MEIOS POLITÍCOS,MÍDIA,MONETÁRIO,NOSSAS LEIS,
ETC.

Eduino de Mattos
comitê de bacia do rio guaiba.
Mais conhecimento e menos histeria
Carlos Gabaglia Penna 12/11/2009 14:33:51

Que coisa impressionante o número de cartas raivosas!! A grande maioria é
meramente emocional, desprezando totalmente a lógica e a racionalidade. Com
raríssimas exceções, são textos totalmente desprovidos de fundamento
científico. O conhecimento técnico exige ralação, estudo sistemático e um
bom background em Ciências, itens que provocam arrepios na maioria desses
pseudoecologistas. Vista-de de verde, porte um boné de uma ONG, adote 2 ou 3
slogans e pronto!, você já é um ecologista de carteirinha... Esse movimento
superficial, do oba-oba, tem atrasado as conquistas dos ambientalistas
sérios.

O artigo não defende monoculturas do-que-quer-que-seja NO LUGAR DE
ECOSSISTEMAS NATIVOS, seja ele o CERRADO ou qualquer outro. Está implícito que
é uma boa alternativa para ÁREAS JÁ DEGRADADAS, como pastos, p. ex. E, sem
dúvida, é uma ótima alternativa. De início, ajudam a fixar o solo, sustando
os processos erosivos. Sequestram carbono, reduzem a temperatura local (se
alguém não entender, terei paciência em explicar como isso funciona),
inclusive a evaporação, representam barreiras contra ventanias e fornecem uma
matéria-prima insubstituível. Ou vocês preferiam que as siderúrgicas e as
olarias continuassem a alimentar seus fornos com madeira nativa? E como iriam
produzir papel e celulose? (para uma boa parte isso não faz diferença, pois
aparentemente não compram livros...). E móveis, postes, esquadrias, pisos e
telhados que são feitos com eucalipto? Preferiam que fosse com mogno?
Ao invés
de reagir com as entranhas, estudem um pouco mais para manter o debate em nível
minimamente aceitável...
Eucalipto
pedro vicente 12/11/2009 21:40:49

Carlos Penna,

Concordo consigo, escusado seria talvez a referencia aos
ecologistas de carteirinha, pois só trará nao compreensão ao exposto por si,
mas suscitará ainda mais agressividade.

Não deixa de ter razão, e foi algo
que referi no meu anterior comentário a este artigo, que o eucalipto traz
vantagens, nomeadamente nao exercendo pressão sobre florestas primitivas ( o
quanto Portugal terá poupado de floresta tropical ao ter produçao interna
suficiente, comparado com Inglaterra que importa papel), mas deve certamente
concordar comigo a quando refiro á necessidade de regulãção real nas
actividades produtivas dos agentes económicos, como ainda manter a
independencia dessas mesmas entidades que farão a regulação, pois de nada
será util se tivermos o risco de captura das mesmas por lobbys sejam eles
empresariais ou quer por via legislativa que confere tal capacidade de contorno
das situações, que tornam todas as decisoes proferidas pelas ditas entidades
reguladoras para o lixo.

Certamente está de acordo comigo, que o cultivo do
eucalipto deve ser somente permitido em locais cuja precipitação e condições
do solo sejam favoráveis, pois a planta é sem duvida muito mais agressiva sob
stress hídrico. Concordará ainda que as empresas produtoras deverão ter o
cuidado nas suas plantaçoes para que especie nao se torne invasora ( seja por
via de abate antes de produçao de sementes ferteis ou pela utilizaçao de
híbridos estéreis), assim como, o empenho de tornar as monotonas plantações
com vantagens para a biodiversidade, seja mantendo corredores ecológicos com
vegetação nativa entre, quer por estudar especies que possam utilizar o
eucalipto e fazer concidir o abate do mesmo com o ciclo da especie a proteger (
em Portugal, as plantaçoes de eucalipto sao utilizadas por algumas aves de
rapina, sendo que a principal empresa produtora do país mantem as arvores
utilizadas na construçao do ninho das aves com interesse a conservar, ou
atraves da manutenção de arvores nativas entre as plantações com vista a
fornecer alimento a fauna ).

Acredito que nenhum dos participantes ao
comentar faz uma guerra com o eucalipto, mas compreensivel face as crescentes
mentiras e opinioes de supostos especializtas que são muitas vezes
"vendidos" às empresas com interesses. Efeito: Quem pode ate ser
imparcial no estudo e apresentar soluçoes que incluam o eucalipto é
automaticamente apontado como " vendido".

Gostaria ainda, somente de
referir, que o caso portguês nao é perfeito, e não comento com intuito de
superioridade, somente acho que os povos devem unir se e aplicar ideias que
deram provas funcionar noutros locais ( mas sempre adaptados a realidade local,
pois nao comparemos a biodiversidade brasileira com a europeia).

Assim sendo,
acho que este espaço de comentarios seria bem mais util se fosse apresentado
ideias de caracter pratico, já que nos é dado a possibilidade de o
fazer.

Cumprimentos
Ainda o eucalipto (e Pedro Vicente)
Carlos Gabaglia Penna 14/11/2009 12:06:07

Prezado Pedro Vicente

Concordo integralmente com seus comentários e
sugestões. Realmente, há uma série de iniciativas para minimizar os danos de
uma plantação industrial (seja ela qual for), mas não creio que este espaço
seja adequado para detalhá-las. Estamos também em harmonia ao ver a
importância e os benefícios do eucalipto, inclusive a de proteção de matas
nativas.

Os seus textos são objetivos, racionais e bem fundamentados (além de
educados). Espero que entenda a minha intolerância com a pieguice e
superficialidade de alguns dos meus "patrícios". Um abraço.
Medico veterinário
Marcelo Frattari 16/11/2009 07:05:58

Gostaria de parabenizar o Sr Carlos Secchin pelo artigo e ao sr Carlos Penna
pelo ótimo comentário, não dá para suportar ecochatos e ignorantes. O
artigo, assim como eu, não defende a monocultura de eucalipto e sim o uso
racional desta espécie, que tem muito a contribuir com nossa economia se bem
utilisada. tecnologias como o silvipastoril, agrosilvicultura e agroflorestas,
estão ai disponíveis. será que estes ecochatos não se alimentam. Um abraço.
medico veterinário
Marcelo Frattari 16/11/2009 07:14:16

Me desculpem pelos erros ortográficos,na palavra utilizada, escrita com s e
depois de . usa-se letra maiuscula. Quanto aos acentos,embora seja errado, quase
não os coloco.
Eustáquio Mendes 16/11/2009 07:37:57

Frattari, so nao vale misturar alhos com bugalhos e apelar pra essa de
"será que esses ecochatos não se alimentam". Se conseguir explicar a
relacao dos eucaliptos com essa, parabens.
Medico veterinário
Marcelo Frattari 16/11/2009 09:07:17

Meu caro Eustáquio, é precizo ter uma visão mais holistica das coisas. O
mesmo agropecuarista que planta eucalipto, planta arroz, milho, soja, cria gado,
e para que ele continue a faze-lo é necessário que o seu negócio seja
lucrativo. O agrosilvipastoril, (caso você não saiba é o consorcio de lavoura
ou pasto com exencias florestais), pode melhorar muito a lucratividade deste
agropecuarista, dando inclusive sustentabilidade (social, ambiental e economica)
ao seu negocio. Portanto é muito facil explicar a relação entre Eucalipto e
Alimentação. Eu não disse para você comer eucalipto.
Eustáquio Mendes 16/11/2009 09:54:44

boa, vamos ser holísticos. depois da colheita dos eucaliptos voce paga a
"destoca" pros pequenos produtores. realmente um ótimo negócio.
medico veterinário
Marcelo Frattari 16/11/2009 11:03:39

Eustáquio não sei qual a sua formação, mas pelos seus comentários nota-se
que voce não tem muito conhecimento sobre este assunto. sugiro que se informe
melhor para poder discutir com propriedade. Não seja simplista e obtuso como
varios que já comentaram esta reportagem. Só para voce saber, eucalipto da
até 3 cortes sem a necessidade replantio, o que dariam de 15 a 18 anos de
exploração, e após este periodo, se for conveniente fazer outro plantio,
posso plantar as novas mudas nos intervalos dos tocos do primeiro plantio. esta
é apenas uma das muitas soluções para os poquenos produtores, por que você
não apresenta uma melhor.
ammm
isabela 17/11/2009 04:49:04

AMEI ADOREI BABEI
eu calipito
alexandre 18/11/2009 08:38:34

A pessoa que dis que eucalipito ñ prejudica o meio ambiente é loco.
Medico veterinário
Marcelo Frattari 19/11/2009 09:13:02

Alexandre qualquer cultura tras impactos negativos ao meio ambiente, o eucalipto
é só mais uma. O que o texto dis é que ele pode ajudar a diminuir os estragos
já feitos em áresa degradas, e isto é verdade, e de quebra diminui a pressão
por desmatamentos em areas de vegetação nativa, ajudando a preservar estas
áreas.
eucalipto
valdeci 23/11/2009 13:11:17

queria plantar um alqueries de eucalipto queria fazer um orçamento meu fone e
.62.9165-0499 valdeci x dos santos:
Eu sabia disso, na prática
Mariana 23/11/2009 13:36:02

Pois é, meu pai tem plantado, sozinho, muitos eucaliptos ali no Cerrado. E
temos sentido, a cada dia, a qualidade de vida que isso proporciona...
Eu? não.. todos!!! (2)
Gabriel Voto - Estudante de ba 26/11/2009 11:14:08

Cheguei a essa reportagem por meio de um comentário hostil feito em outro
artigo do autor em questão.
Muito embora não possua nenhuma posição
acadêmica de respeito, fato que infelizmente alguns colegas utilizaram como
argumento para menosprezar a opinião de alguns, venho por meio desta exprimir
meu sentimento a respeito dessa questão.
Tive a oportunidade de conhecer um
estudo de caso na região de Viçosa, MG. A localidade em questão é um
resquício de quilombolas e o impacto gerado na área através da monocultura de
eucaliptos em uma, com todo o pesar, vai além da devastadora seca dos manaciais
e nascentes antes abundantes na região, se constitui um impacto cultural. O
Eucaliptus sp é sabidamente uma espécie agressiva, promove redução
expressiva da riqueza e abundância de espécies em seu entorno, e inclusive se
utiliza de subterfúgios químicos (alelopatia) para reduzir a competição com
outras espécies. Porém acredita-se que o fator competitivo mais relevante seja
mesmo relacionado a água. Como exemplo prático posso citar o plantio desse
gênero em minha cidade (Nova Friburgo-RJ) visando contornar um problema de
excesso de água em uma praça bem no centro da cidade. O propósito foi
atingido eficientemente, em uma região de floresta ombrófila densa, com altos
índices de pluviosidade, mais precisamente em uma área de recarga (o local era
um pântano) temos hoje uma praça "sequinha". Imagino o estrago que uma
cultura deste tipo, altamente rentável para "eus" possa vir a causar a
"todos nós" se cultivada um bioma já altamente ameaçado como o é o
cerrado brasileiro com toda a expansão agropecuária que tem tornado o Brasil
um "vencedor" na exportação de commodities, mas um perdedor em grande
escala no que tange a proteção de seus recursos, a meu ver, mais valiosos.
Gabriel Voto - Est.Bach.em Eco 26/11/2009 11:23:25

um "vencedor" na produção e exportação e commodities mas um grande
perdedor no que tange a proteção de seu recursos naturais, que a meu ver
constituem um bem imensamente mais valioso. Se nosso conservacionista(?) em
pauta tem por objetivo diminuir "nossa pressão antrópica sobre vegetação
nativa" que o faça de maneira diferente, com projetos de replantio de mata
nativa, criação de áreas de preservação, sejam reservas públicas ou de
patrimônio privado. Enfim, há conhecimento técnico para recuperar áreas
degradadas sem que para isso tenhamos que abrir mão de NOSSOS RECURSOS para
encher os bolsos de algum "irresponsável ambiental" qualquer.
Atenciosamente.
Dinheiro e Segunda Lei
João Wofenhand 15/01/2010 23:02:11

"Recuperar áreas degradadas..." é bem típico do discurso
ecoesquizofrênico neo-leberal. Falta de visão holística.
Incapacidade de
entender a segunda lei da termodinâmica.
O planeta é um só. A energia gasta
para 'recuperar' uma área significa aumento de entropia do sistema
todo.
Eucalipto é manejo de grana com disfarce ambiental. Ficar rico com a
terra e ser ecologista é o mesmo que comer o bolo todo e ainda guardá-lo para
depois...
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