CBUC 2009

Ambientalista Fábio Feldmann afirma que o mundo necessita de painel integovernamental nos moldes do IPCC para lidar com a crise da biodiversidade.
Pesquisa do Ipam mostra que barrar o desmatamento na Amazônia pode render 40 bilhões de dólares ao Brasil e evitar que país lance 4,8 bilhões de toneladas de carbono equivalente no ar.


Ainda insipientes no Brasil, os pagamentos por serviços ambientais vêm fazendo a diferença lá fora. É um sistema que pode facilitar a recuperação de florestas e garantir suprimento de água para as cidades.

Projeto de lei aprovado pelo Conselho Estadual do Meio Ambiente de São Paulo estabelece pagamento por serviços ambientais no estado. Primeiros beneficiados serão “protetores de água” 

Especialista em ambientes ultra profundos diz que investimentos de petrolíferas em conservação é insignificante, desenvolvimento sustentável é balela e nada impedirá exploração do pré-sal. 
Para professor da Unicamp, boas estratégias de conservação em tempos de mudança climática precisam reconhecer que os ecossistemas naturais dependem  de “interações entre organismos”, ou seja, das relações entre animais, plantas, insetos, microorganismos e outros ilustres integrantes da diversidade biológica.
Eliminar espécies invasoras de parques consome recursos financeiros e exige muita mão-de-obra. No Espírito Santo, mais de R$ 3 milhões são investidos contra plantas e animais exóticos.
Angel Pérez, pesquisador do EmpaFish, projeto que, sustentado pela comunidade européia, promoveu a revitalização de áreas marinhas degradadas no continente, defende que a única forma de preservar a biodiversidade oceânica é com a criação de áreas protegidas com alto grau de restrição de uso. Nesta entrevista, ele mostra os resultados do trabalho europeu, dá dicas para o Brasil e defende: o ideal é que os países tenham entre 10% e 20% de suas áreas marinhas protegidas, meta que o Brasil ainda está muito longe de alcançar. Por aqui, apenas 1,4% dos cerca de 4,5 milhões de km² de oceanos sob jurisdição brasileira estão protegidos por unidades de conservação. (Em espanhol)


O ecólogo Philip Fearnside, do INPA, acredita que as promessas de redução de 80% do desmatamento até 2020 são inconsistentes. A melhor estratégia é criar mais unidades de conservação.

O deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), autor de um projeto de lei que pretende estabelecer uma Política Nacional de Mudanças Climáticas, esteve no CBUC e foi cobrado sobre o andamento desta proposta no Congresso Nacional. Ele afirma que enquanto não houver uma mobilização em massa por parte da sociedade e pressão externa sobre deputados e senadores, vai ser muito difícil ver o projeto de lei aprovado nos próximos meses. Ele afirmou que no Congresso não faz outra coisa senão cuidar desta causa.


Ambientalista Maria Tereza Jorge Pádua contesta o dado anunciado pelo MMA de que o Brasil já conseguiu proteger cerca de 17% de seu território nacional com unidades de conservação. 


Figura histórica na conservação, o almirante Ibsen de Gusmão Câmara (84) comenta as pressões ruralistas sobre as unidades de conservação e critica o pensamento imediatista da sociedade. Ouça entrevista.


Importante ator do ambientalismo internacional,  pesquisador Thomas Lovejoy fala no CBUC sobre impactos das mudanças climáticas no mapa da biodiversidade global, mas garante: o planeta “ainda tem jeito”

As certificações ambientais estão se tornando requisitos básicos para empresas que desejam se apresentar bem ao mercado. A certificação Life, criada pela Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), é a mais nova ferramenta para mensuração de ações de conservação da biodiversidade. Clóvis Borges, diretor-executivo da SPVS explica como ela é aplicada e de que forma beneficia empreendimentos e, acima de tudo, o meio ambiente. 



Quanto vale a natureza? Atribuir valores aos serviços dos ecossistemas é o desafio de quem está preocupado em conservação no Brasil e no mundo. Joshua Farley, pesquisador do Instituto Gund para Economia Ecológica, da Universidade de Vermont (EUA), fala nesta entrevista da necessidade de se chegar a um ponto de escassez para que os bens comecem a ser valorizados (e valorados) e da nova configuração econômica que o mundo deverá tomar para que a natureza não entre em colapso. Para ele, lógica capitalista baseada na livre concorrência precisa se transformar, até um ponto no qual modelo seja a cooperação entre as nações. Ouça.



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