Efeitos da mineração no meio ambiente PDF Imprimir E-mail
Carlos Gabaglia Penna   
26/01/2009, 08:23
Os minérios, tanto metálicos como não-metálicos, são utilizados, como é sabido, em uma infinidade de produtos humanos, da construção civil a bens industriais. No entanto, como a mineração em geral trabalha bem distante das cidades, poucas pessoas se dão conta dos seus extraordinários impactos ambientais.

O máximo que a maioria das pessoas já viu foram as pedreiras urbanas, enquanto elas ainda eram toleradas em cidades como Rio de Janeiro, que deixaram enormes cicatrizes na paisagem citadina. Essas pessoas não se dão conta do assustador volume de resíduos decorrente dessa atividade. A tabela seguinte revela o montante de exploração de três minerais metálicos:

Resíduos de mineração & rendimento (2000)

 MetalResíduo (milhões/t)
Produção (milhões/t)% que virou metal
 Ferro 2.113845
40
 Cobre 1.648 15 0,91
 Ouro 745 0,0025 0,00033
Crédito: Worldwatch Institute

Como se vê, a produção mundial de ouro, em 2000, foi de 2,5 mil toneladas, mas os resíduos gerados (estéreis e rejeitos) não foi inferior a 745 milhões toneladas. Uma razão de quase 300 mil quilos de resíduos para um quilo de ouro. Isso significa que 99,99967% da mineração de ouro era puro descarte, obrigatoriamente disposto em algum lugar. Com o avanço tecnológico, já é possível o processamento de minério com teores de ouro ainda mais baixos.

Mesmo o minério de ferro, seguramente um dos que apresenta maior rendimento, tem o metal em menos da metade da sua massa. Embora 40% tenham sido aproveitados como matéria-prima, 2 bilhões e 113 milhões de toneladas foram descartados apenas no ano de 2000. Outros metais, como alumínio, chumbo ou prata, oferecem igualmente pequenos percentuais de aproveitamento no minério.

Em 1999, cerca de 9,6 bilhões de toneladas de minerais foram retirados da terra, quase o dobro do total explorado em 1970. A céu aberto ou subterrânea, a mineração modifica intensamente a paisagem, tanto na extração como na deposição de seus estéreis e rejeitos. Aliás, estéreis – no sentido de inócuos – é o que esses resíduos não são para o meio ambiente.

Certo, se a humanidade quer manter um nível elevado de conforto material, é inevitável a atividade mineral. No entanto, essa é possivelmente a atividade econômica com menos cuidados com os problemas ambientais. A distância dos centros urbanos e de pessoas conscientes favorece tal desleixo, embora algumas mineradoras, como seria de se esperar, tenham progredido bastante nesse item. Entretanto, como um todo, o setor ainda deixa muito a desejar.

Um rastro de destruição

A mineração consome volumes extraordinários de água: na pesquisa mineral (sondas rotativas e amostragens), na lavra (desmonte hidráulico, bombeamento de água de minas subterrâneas etc), no beneficiamento (britagem, moagem, flotação, lixiviação etc), no transporte por mineroduto e na infra-estrutura (pessoal, laboratórios etc). Há casos em que é necessário o rebaixamento do lençol freático para o desenvolvimento da lavra, prejudicando outros possíveis consumidores. Confira exemplo publicado em O Eco.

Frente a tudo isso, uma série de impactos pode ocorrer: aumento da turbidez e consequente variação na qualidade da água e na penetração da luz solar no interior do corpo hídrico; alteração do pH da água, tornando-a geralmente mais ácida; derrame de óleos, graxas e metais pesados (altamente tóxicos, com sérios danos aos seres vivos do meio receptor); redução do oxigênio dissolvido dos ecossistemas aquáticos; assoreamento de rios; poluição do ar, principalmente por material particulado; perdas de grandes áreas de ecossistemas nativos ou de uso humano etc.  

Uma das piores ilustrações desse fato, mas não a única, é dada por uma das maiores minas de cobre do mundo, Ok Tedi, localizada em montanhas florestadas de Papua Nova Guiné. A mina gigante, que pertence a um consórcio internacional de companhias, despeja diariamente 80.000 toneladas de refugos não tratados no rio de mesmo nome. Com solo e rocha carreados para a água, essa massa ultrapassa 200 mil toneladas diárias, destruindo boa parte da vida aquática, alterando a vazão do rio e prejudicando a subsistência do povo Wopkaimin, cerca de 50 mil pessoas vivendo rio abaixo. Alimentos básicos da população foram contaminadas e a oferta de peixes diminuiu no trecho mais próximo da mina.

Mineração é, atualmente, a atividade econômica líder de poluição tóxica nos Estados Unidos, responsável por quase metade da poluição industrial relatada no país (Colapso, Jared Diamond, 2005). No Brasil, a participação da mineração na poluição total é possivelmente maior, em função da posição relativa dessa atividade na produção econômica nacional e de uma fiscalização mais frouxa. Quem desejar mesmo ver o intenso grau de degradação ambiental causado por minas de ferro, basta ir a cidades como Itabirito, em Minas Gerais.

A gipsita, mineral abundante na natureza, quando parcialmente desidratada (calcinada), dá origem ao gesso, um produto muito usado na construção civil, entre outras aplicações. No Brasil, é explorada principalmente na Bacia do Rio Araripe, na fronteira comum de Pernambuco com o Piauí e o Ceará. Nessa região, a fonte energética usada no processo de calcinação é a lenha da Caatinga. As calcinadoras de gesso são as principais consumidoras de energéticos florestais da região do Araripe, utilizando 56% da produção, seguidas da siderurgia, com 33%. Em 2007, somente em Pernambuco (de longe, o maior produtor), as calcinadoras queimaram 1.102.800 metros cúbicos de lenha.

O tamanho dos sítios degradados pela mineração representa também um dos itens graves do passivo ambiental dessa atividade. O rápido desenvolvimento, entre 1991 e 2004, da primeira mina de diamantes do Canadá, permite que ela seja claramente vista do espaço (Confira aqui!). Uma outra mina de cobre de Papua Nova Guiné, chamada Bougainville, foi fechada em 1989 por causa da reação popular aos pesados danos ambientais.

Outras minerações são motivo de polêmica, como a de minério de ferro em Corumbá, no Mato Grosso do Sul. O município, localizado em uma região particularmente sensível do ponto de vista ambiental, o Pantanal, é imprópria para siderúrgicas e mineração, apesar das minas que já operam no local. Estas e as siderúrgicas previstas estão no caminho de um importante corredor ecológico. O possível desmatamento decorrente da instalação do pólo minero-siderúrgico de Corumbá é uma das maiores preocupações de quem trabalha com a conservação do Pantanal. Uma das siderúrgicas interessadas teria comprado uma enorme área de mata na vizinha Bolívia para fornecer energia para suas operações.

E não faltam exemplos no mundo. Outro é a descarga de cádmio no Rio Jinzu, no Japão, feita por uma mina de chumbo e zinco. Ela desencadeou uma onda de casos de doenças ósseas.

Compromisso fraco

Historicamente, a atividade de mineração é a que tem mostrado o nível mais baixo de compromisso social e ambiental em comparação, por exemplo, com a exploração de petróleo. É um dos negócios onde os interesses de lucros imediatos mais flagrantemente passam por cima dos interesses públicos, como demonstram exemplos no mundo inteiro. É um dos setores mais conservadores e mais resistentes a ajustes ambientais. Esse comportamento está causando a extinção da indústria minerária nos Estados Unidos.

Fatores econômicos tornam os custos de recuperação ambiental menos suportáveis para essa indústria do que para a de petróleo (e até a de carvão mineral). São eles: margens de lucro mais baixas; resultados econômicos mais imprevisíveis; custos mais altos para restaurar o ambiente natural; poluição mais impactante e mais duradoura; menos capital para enfrentar essas despesas; e até mesmo qualidade inferior de mão-de-obra.

Por tudo isso, é um dos setores onde mais frequentemente os custos ambientais costumam ser repassados para a sociedade. Os contribuintes norte-americanos estão enfrentando, nos últimos anos, uma despesa extra de US$ 12 bilhões para limpeza e restauração ambiental de suas minas (Diamond, 2005).

Para se reduzir os grandes impactos da mineração, será necessário aumentar as exigências ambientais e a fiscalização, obrigando a mudanças no comportamento das mineradoras. Os preços dos minerais devem igualmente refletir o enorme custo sócio-ambiental da sua exploração, embora isso vá implicar no aumento do preço final dos produtos. Isso seria uma vantagem, ao contrário do que supõem os economistas, pois aumentaria a eficiência e diminuiria o desperdício no uso dessas matérias-primas.
Mas, assim, voltamos a um assunto recorrente: o atual nível de consumo da sociedade global é insustentável. Se desejarmos diminuir as profundas consequências da mineração, a par das medidas citadas e de muitas outras, precisamos controlar nossa síndrome consumista.
Comentários
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E Carajas?
José Marques Porto 12/02/2009 19:46:26

Em mais um magnífico artigo o Professor Carlos nos mostra a insustentabilidade
do nosso modo de produção e de consumo. Senti falta de informações sobre as
atividades da Vale em Carajás.
Vale do Ribeira
Edson Mitsuhide Tsuhako 06/03/2009 08:20:28

No Vale do Ribeira existem diversas áreas de mineração, muitas abandonadas. O
mais triste é ver que certas empresas deixam um passivo ambiental enorme e não
apresentam ou não cumprem com o Plano de Recuperação de Áreas Degradadas
(PRAD). Costumo fazer, na região, trilhas com meu jipe e o cenário que vejo é
muito triste, sendo que muitos desses cenários se assemelham com a paisagem
lunar: sem vida! Deveriam proibir atividades minerárias naquela região e
incentivar o ECOTURISMO. Belezas naturais há de sobra no Vale do Ribeira!
Porto Sul = BAMIM
Mary Berbert De Castro 23/05/2009 09:24:08

"O Governo da Bahia, de maneira obscura, anuncia a instalação de um
complexo intermodal (porto, retroporto, ferrovia, aeroporto) na região da Ponta
da Tulha, litoral norte de Ilhéus, desde janeiro de 2008. Mais recentemente,
já se noticia siderurgia e usina nuclear no Sul da Bahia, sob as sombras do
Porto Sul..."..." Para viabilizar o negócio privado, o Governo da Bahia
decretou de utilidade pública uma área de 1.780 hectares na APA da Lagoa
Encantada, repassada para a BAMIN, sem custo para a empresa. O porto e a
retroárea usariam equipamentos importados em sua maioria, e muito pouca mão de
obra. Segundo a Bamin, eles contratarão no máximo 300 funcionários para
operar as máquinas, e a maioria dessas pessoas deve vir de fora. Por outro
lado, o governo diz, sem apresentar nenhum fato concreto, que este projeto vai
gerar 10 mil empregos e mudar a cara da região. De fato, a face do Sul da Bahia
pode mudar para pior. Projetos semelhantes como a extração de minério de
ferro para exportação, em Minas Gerais, Amapá e no Pará (Carajás), pouco ou
nada resultaram em melhorias na qualidade de vida da população. Quem lucra com
isso são as empresas. Para o Brasil e seu povo ficam a poluição, a
degradação social e ambiental, e a miséria de parcelas crescentes de sua
população"...
Saiba mais...Acesse o site:
www.acaoilheus.org
Mary
Berbert
Meio Ambiente
Mineiro 29/05/2009 06:50:20

E muito facio falar mau quando não se tem a capacidade de se fazer o mesmo!
Se
a Vale desmata 2.000 m² e ela refloresta 4.000m² ninguem fala nada.
Agora Sé,
são tão sábios e defensores do meio ambiente porque não apresentem projetos
invés de criticas, ou será sábio somente para criticas?
impactes ambientais no subsector diamantifero.
Mateus David Njembo 01/06/2009 12:27:05

por favor preciso desta matéria, para terminar o meu trabalho na faculdade.
obrigado por estarem a cuidar e falar do ambiente.
lsdien
luisa 03/06/2009 10:03:17

vai caca
Bom Senso
Vítor Avila Barsotti 05/06/2009 09:23:36

O grande problema de todas essas discussões é sempre o mesmo: a mineração é
atacada de forma que parece ser uma vilã que deve ser exterminada. Para se
falar em meio ambiente e preservação é necessário se ter uma base sobre o
assunto, como por exemplo de Geologia.
Não vou nem citar que a atividade de
mineração é necessária ao desenvolvimento do homem (ou o amigo acima acha
que seu jipe é feito a partir de madeira?) porque isso é um fato, assim como
não justifica a degradação descontrolada que ocorre muitas vezes.
Também
não vou citar que a mineração é uma atividade que degrada muito menos o
meio-ambiente que outras como a agricultura e pecuária (basta tomar como
exemplo as principais causas do desmatamento na Amazônia) e apesar disso ainda
conta com um plano de recuperação das áreas degradadas previsto no Código
Mineral, já vigente há muito tempo, mesmo antes dos movimentos
preservacionistas.
Vou me ater a um único ponto: os depósito minerais não
ocorrem onde queremos. Os depósitos minerais são formados sob diversas
condições específicas sobre as quais não temos controle. Por exemplo o Vale
do Ribeira, é um local com depósitos expressivos de chumbo e zinco, os quais
ocorrem em apenas alguns outros locais no país. O minério de ferro de Corumbá
tem qualidades quase únicas no mundo, assim como o ferro de Carajás ou de
Minas Gerais.
O que quero dizer é que concentrações minerais que possam ser
exploradas muitas vezes ocorrem em locais com belas paisagens e condições
ímpares em termos de ecossistemas. O que se deve fazer, e não é nada fácil,
é encontrar medidas que compatibilizem exploração mineral e preservação do
meio-ambiente (e não somente em áreas de conservação mas em todos os
lugares) assim como todas as demais atividades do homem.
É impossível separar
o minério de chumbo e zinco do Vale do Ribeira, mas é possível realizar a
exploração de certas áreas aliada a recuperação das áreas degradadas, e a
conservação de outras. Assim como é possível fazer o mesmo em cada diferente
região do Brasil e do mundo.
As coisas estão caminhando no rumo certo: a
mineração cada vez mais preocupa-se em desenvolver métodos que agridam menos
o meio-ambiente e ainda possibilitem uma recuperação maior onde não é
possível conservar totalmente. Os órgãos do meio-ambiente precisam entender
que preservar por preservar (como muitas vezes acabam por fazer) não é a
melhor saída, mas sim procurar o equilíbrio do sistema. Uma mineração em
atividade pode gerar empregos para a população local, girar capital e ainda,
se tiver o lado do meio-ambiente como aliado (e não como rival) pode divulgar
as belezas e características do ecossistema local, ajudando a preservar e
divulgar.
Mas em uma coisa concordo com Carlos Gabaglia Penna, temos que
repensar nosso estilo de vida, sobre sermos consumistas, mas isso começa em
casa. Com educação, com consciência, ao não utilizarmos produtos de
plástico sem necessidade, ao não trocarmos nossos bens a todo
instante.
Enfim, o que acredito que pode fazer a diferença nessa questão é
conhecimento e bom senso.
Paracatu-MG
Fernando 16/06/2009 05:22:37

Em Paracatu-MG temos a imagem escarrada dos efeitos terríveis da mineração.
Nesse caso a extração é do ouro. Há vinte e poucos anos o governo fechou o
garimpo de aluvião de então sob argumento de poluição ambiental induzida
pelo mercúrio. Hoje, pior, a poluição dita legalizada, numa fome sem freio de
uma multinacional canadense, vem barbaramente destruindo o entorno da cidade,
poluindo ar, água e a própria história da região. O mais preocupante todavia
fica por conta da frouxa fiscalização em contrapartida à força financeira da
atividade. De fato, Paracatu já se descortina como uma das mais tristes
aventuras mineradoras em nome do lucro. É ver para crer!
Preservar é nossa responsabilidade
antonio silva 25/06/2009 11:53:34

Li e gostei muito da materia acima e gostaria de parabeniza-los pelo trabalho,
quanto a aguns comentarios julgo serem ate desnecessarios pela fraqueza de
argumentos, como a sra acima usando palavras de baixo calão outros plenamente a
favor das mineradoras mas vamos lá a vale destroi 2000 m e restaura 4000 m de
eucalipto e coisa assim pois a fauna e flora destruida não se compara com o que
suppostamente dizem, e onde ficam as aréas restauradas alguem conhece alguma?
eu não conheço, quanto ao jipe realmente nenhum jipe ou automovel que seja é
feito de madeira como sitado, mas gostaria de lembrar ao sr acima para que ele
não se esqueça que cerca de 80% do peso do corpo humano e constituido de
quê? ferro? não água ou seja a humanidade viveu milhares de anos sem ter o
ferro como base de ecomomia e viveu muito bem e se desenvolveu agora eu pergunto
e sem agua quantos anos a humanidade viveria? por isso eu creio que antes de
alguem dar uma opinião defendendo a mineração pense antes nos prejuizos que
estas pragas que como ferrugem tem comido todo o meio ambiente ao seu redor até
não restar mais nada ou fazemos algo agora ou sera tarde demais.
Preservar o
meio ambiente é nossa responsabilidade.








5
Mais uma vez, bom senso
Vítor Avila Barsotti 29/06/2009 08:45:27

Coloquemos nomes nos bois: Mineração é termo que abrange processos,
atividades e indústrias cujo objetivo é a exploração de substâncias
minerais, sendo essas: areia, argila, brita, metais, pedras preciosas, ÁGUA
SUBTERRÂNEA, entre muitos outros...
O conceito acima está bastante
simplificado mas serve para ilustrar o que pretendo dizer. De acordo com ele é
possível alguém ser contra a mineração?
Acredito que não. Agora podemos
ser contra aquelas empresas de mineração que não cumprem seu papel com a
sociedade e o meio ambiente. Isso sim.
Essas empresas que não se enquadram nas
leis de preservação e recuperação ambiental com certeza devem sofrer
penalidades, com multas e até paralização. E claro, a recuperação vegetal
não deve ser apenas de eucaliptos, mas procurando o quanto possível a
restauração original.
Obviamente este processo é difícil, mas pode sim ser
realizado. E deve ser cobrado das empresas sim.
Agora um fato que me entristece
e me aborrece é ver pessoas contra mineração. Areeiros, pedreiras de brita,
de calcário, de rocha ornamental, minerações de metais, de água
subterrânea, tudo isso são exemplos de mineração, ou seja, extração,
lavra, beneficiamento de minerais e rochas.
Agora tentem visualizar o mundo sem
nada disso. É possível? Perfeitamente. Mas quais as condições? Nada de
carros, nada de empresas, nada de CONSTRUÇÕES em geral, como casas e prédios
(a não ser de madeira ou similares), ou seja, viveríamos como viviam os povos
mais antigos, como exemplo os índios.
A grande questão é: estamos dispostos
a viver dessa maneira? Existem alguns grupos de pessoas que dizem e realmente
vivem assim. Mas todos estamos, toda a população estaria? Seria esse o melhor
caminho?
Eu sinceramente acredito que não, acredito que o caminho é o bom
senso, conciliar desenvolvimento com preservação. É difícil? É claro, é
muito difícil. São duas coisas que a princípio são contrárias. Mas de fato
podem não ser. E só por isso, pelo fato da dificuldade, vamos fugir da
responsabilidade? Vamos preservar por preservar? Me desculpem, mas considero uma
atitude covarde fugir de problemas. Acredito em conhecimento e bom senso, além
de vontade e persistência.
Assim como acredito ser difícil melhorar o nosso
país, o Brasil, mas continuo tentando fazer a minha parte, acredito que é
difícil explorar e preservar, e continuo defendendo e trabalhando nessa
idéia.
Preservar o meio ambiente? Com certeza.
Preservar por preservar?
Não.
Explorar e preservar, buscando ao máximo o EQUILÍBRIO, com CONHECIMENTO
e BOM SENSO? Sim!
Esse conceito deve ser adotado em todos os níveis do
governo e sociedade. Aliar a exploração dos recursos minerais com
desenvolvimento sustentável significa garantir qualidade de vida e recursos
para as próximas gerações.
Contato
Gisleine 01/07/2009 16:48:50

Para Vítor Avila Barsotti, se possivel gostaria de conversar contigo me mande
um email por gentileza... ggpreto@hotmail.com obrigada e fico no aguardo.
leticia 23/08/2009 16:00:48

esse site me ajudou muito
vlw!!
se preparem antes de falar
um entendida do assunto 27/08/2009 12:51:00

Voces não sabem se quer qual é o conceito de poluição, como podem sair
falando tanta asneira? Leiam mais, estudem mais, se informem mais, antes de
falar sobre o que não conhecem...
Bárbara Ferreira 19/10/2009 11:57:50

Senhor Carlos Gabaglia Penna, gostaria de saber no que voce é formado,pois se
soubesse o principio básico de ecologia de ecossistemas, saberia que o que diz
está contra as leis da natureza.Voce esta olhando apenas o proprio
umbigo...temos que pensar no futuro!
Pense nisso voce tambem.
leticia 20/10/2009 18:46:12

senhor Carlos adorei sua matéria eu estava fazendo uma pesquisa e amei

PARABENSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS
Mané
dede 05/11/2009 11:33:20

esse texto foi da hora pq viim em araraquara e conheci o seu julio...a
100000000000000000000000000000 mil anos atras,eu estava com 1 ano de idade!!!e
minha mamadi Ana rickman resolveu vir para a cidade do seu julio,,,,maassss
aconteceu um emprevisto..10000000000000000000000000000000000000
00000000000000000000000000000000000000000000000000 00000000 anos atras eu estava
nascendo!!!!..............................10000000
0000000000000000000000000000000000000000 minutos dps acabo a história da
DEDE!!!! obrigado tenha uma boa noite!!! FFFFIIIIMMMMM THE END...
Rodrigo S. Val 21/11/2009 16:30:41

Engrçado esse texto atacar só a atividade minerária. É tendendioso e não
fala de outras pragas como agricultura, áreas e cursos dágua inundados por
PCHs, outras indústrias, agropecuária, etc...
Vc é ret... ou o quê?
Roberto 25/11/2009 18:40:27

Vc é professor de faculdade?
Não acredito! Pra mim vc não dá uma aula se
quer. Que m... de números são esse? Volumes extraordinários água, e daí?
Tá faltando água na sua casa por causa disso? Parei, chega... Sds.
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