Há um truque na foto destas ninféias que é preciso confessar logo de cara. As flores e o fundo foram clicados na mesma hora, mas com exposições diferentes. Só assim foi possível juntar no sensor da Canon 20D o que de fato se via naquela manhã, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro. O sol a pino, intenso, mas coado por nuvens leves, parecia iluminar as corolas por dentro, como se pétalas resplandecessem. Para reproduzir o que estava ali, à vista de todos, mas a câmera não conseguia enxergar, Marcos Sá Corrêa fez duas fotos em rápida seqüência, uma subsposta, outra superexposta, com a Canon firme no tripé, o zoom da lente Canon de 100-400 milímetros travado na maior diatância focal, filtro polarizador, para cortar reflexos nas folhas, e disparador de cabo, para não correr o risco de mexer no enquadramento. Depois, fundiu as duas imagens no Photoshop, com a foto mais clara por baixo da escura e máscaras no lugar das flores, para deixar vir à tona a luz do fundo.

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