Andreia Fanzeres e Paulo Barreto trazem notícias sobre Amazônia, biodiversidade, fogo, desmatamento e emissões por queimadas.

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Aquecimento pode estar encurtando aves
12/03/2010, 17:20
Uma pesquisa divulgada hoje sugere que nos últimos 50 anos os pássaros têm ficado mais leves, e com asas cada vez menores. O vilão pode ser  o aquecimento global. A constatação foi feita depois da análise de 486 mil aves de 102 espécies diferentes, capturadas, pesadas e medidas entre 1961 e 2007, depois que cientistas resolveram verificar se a tendência de encurtamento dos bichos em latitudes baixas se confirmava quando verificadas alterações no clima.

Josh Van Buskirk, da Universidade de Zurique, na Suíça, Robert Mulvihill, Robert Leberman, ambos do Museu Carnegie de História Natural, na Pensilvânia, nos Estados Unidos, descobriram que das 83 espécies capturadas durante as migrações de primavera, 60 tinham se tornado menores ao longo dos 46 anos do estudo. Das 75 espécies que migram no outono, 66 diminuram seu tamanho. No verão, 51 das 65 espécies também aparentemente ficaram pequenas e no inverno isso foi verificado em 20 dos 26 tipos de aves analisadas.

Essas reduções, no entanto, são muito ligeiras, numa média dos 1.3% de perda de massa corporal ao longo das décadas estudadas. Mas se as aves forem estudadas individualmente, algumas apresentam diferenças mais marcantes, o que acendeu sinal de alerta entre os pesquisadores. Eles ainda não sabem ao certo explicar o motivo dessas mudanças. Costuma-se pensar que corpos maiores podem reter mais calor e se aquecer em temperaturas mais frias. Mas eles não descartam que o tamanho menor dos bichos também possa estar relacionado com disponibilidade de comida, ou ritmo metabólico por causa de mudanças na temperatura do ambiente. A notícia saiu na BBC.

 
Compromisso para já
12/03/2010, 16:56
A semana se encerra com a notícia de que após uma reunião em Paris, cerca de 60 países resolveram colocar dinheiro na mesa para fazer funcionar projetos para combater o desmatamento em países tropicais, independentemente da existência de um acordo global mediado pelas Nações Unidas sobre o tema. Até maio, foram prometidos 6 bilhões de dólares para reduzir as emissões provenientes de desmatamento e degradação, a serem investidos nos próximos dois anos.

Estados Unidos, Japão, Austrália, França, Reino Unido e Noruega já haviam se comprometido com 3,5 bilhões de dólares em projetos de REDD. Agora, Alemanha, Finlândia e o Banco Mundial se dispuseram a colaborar com mais 1 bilhão de dólares.
 
Noel Kempff no alvo de novo
11/03/2010, 16:25
O articulista de meio ambiente do jornal britânico Guardian, Fred Pearce, despejou na edição desta quinta-feira toda sua crítica sobre o projeto de neutralização de carbono de empresas americanas através de subsídios às ações de preservação no Parque Nacional Noel Kempff Mercado, na Bolívia. Segundo ele, o salvamento da floresta ali está provocando a destruição de matas em outros locais. Ele argumenta que a menos que os países se comprometam com o corte no desmatamento como um todo, projetos individuais de comercialização de carbono não valem nada, pois em vez de reduzir as emissões de suas atividades principais, as empresas atingem suas metas de controle do gás carbônico bancando projetos de conservação ao redor do planeta.

No caso do projeto boliviano, concebido há 14 anos e tocado pela organização The Nature Conservancy (TNC) é parcialmente financiado pelas empresas de óleo e gás BP e American Eletric Power. Os cerca de 10 milhões de dólares do projeto custearam a ampliação do parque nacional e foi vitrine de estudos sobre sequestro de carbono da atmosfera.

Não faz muito tempo que os resultados desse trabalho foram questionados por outras organizações como o Greenpeace, que defendeu que projetos de redução de emissões em florestas devem ser apenas nacionais e não sub-nacionais, como tem sido exemplificado no caso de Noel Kempff.

Saiba mais sobre esta discussão aqui.

 
Leilão de crédito de carbono
10/03/2010, 17:09
A Bolsa de Valores de São Paulo (BM&F Bovespa) está abrindo suas portas para o mercado voluntário de carbono e vai realizar no dia 8 de abril o primeiro leilão deste tipo desde 2008. Serão leiloados 180 mil unidades de redução de emissões verificadas de projetos administrados pela Carbono Sdocial Serviços Ambientais. Segundo a Bovespa, as reduções foram resultado de nove projetos de geração de energia de biomassa da empresa em São Paulo, Pará, Pernambuco, Sergipe, Minas Gerais e Rio de Janeiro, através do uso de bagaço de cana, caroço de açaí, casca de arroz e outros materiais. Os papéis vão custar inicialmente de 10 a 12 reais por tonelada de carbono evitado na atmosfera.
 
Alianças pós-Copenhague
10/03/2010, 16:13
Apesar de não ter saído decisão formal sobre o funcionamento de projetos de REDD+ na Conferência do Clima de Copenhague, em dezembro passado, algumas alianças têm sido consolidadas para permitir emissões provenientes de desmatamento e degradação florestal com garantias de benefícios sociais e ambientais. O exemplo mais recente é o acordo a ser firmado entre Noruega e França, que prometem viabilizar ações de curto prazo o quanto antes. Líderes dos dois países reunem-se hoje para discussão sobre o tema. Em Copenhague, países como Australia, França, Japão, Noruega, Grã-Bretanha e Estados Unidos ofereceram 3.5 bilhões de dólares para viabilizar projetos de REDD+ no planeta.

 
Emissões proporcionais ao consumo
09/03/2010, 13:04
O cálculo sobre as emissões de gases de efeito estufa de um país depende de fatores que podem tornar o resultado mais ou menos conveniente. Se for contabilizada a responsabilidade dos países importadores de produtos que, para serem feitos, demandaram altas emissões de CO2, a geografia do aquecimento global sofre algumas alterações. Atualmente, os inventários informados à Organização das Nações Unidas consideram apenas as emissões produzidas em cada país.

Sendo tudo uma questão relativa de interpretação, o Instituto Carnegie de Ciencias, nos Estados Unidos, divulgou um relatório mostrando que 23% das emissões globais de gás carbônico (6.2 gigatoneladas, em 2004), foram resultado da fabricação de produtos comercializados internacionalmente. A maior parte proveniente da China e de países emergentes para alimentar os mercados ricos. Os europeus, por exemplo, importam quase duas vezes mais carbono per capta do que os americanos. De acordo com o estudo, o europeu é responsável em média por acrescentar mais de 4 toneladas de CO2 na atmosfera no processo de manufatura de bens importados de outros países.

Segundo um dos autores, o pesquisador Ken Caldeira, se a intenção é entender a ‘pegada’ das emissões, é preciso levar em conta que outros estão emitindo por causa do consumo dos países ricos, em bens e serviços, subsidiando seu estilo de vida.

O estudo leva em consideração emissões até 2004. Mas está prevista a divulgação de uma nova pesquisa, desta vez desenvolvida pelo Centro Internacional de Clima e Pesquisa Ambiental de Oslo, na Noruega, que analisa as emissões de consumo até 2008, mostrando ainda como a geografia das emissões mundiais tem mudado desde 1990. Um dos resultados dessa análise mais recente aponta que os americanos voltam a liderar as emissões globais porque embora a China tenha superado os Estados Unidos na liberação de gases dentro de seu território, em 2006, considerando as importações americanas e os padrões de consumo, eles continuam poluindo muito mais. Levando em conta as importações e as exportações americanas de dois anos atrás, as emissões do país aumentaram cerca de 10% comparadas às suas emissões territoriais. Enquanto isso, as emissões chinesas diminuiram cerca de 20% no mesmo período, conforme a pesquisa. A notícia foi publicada na New Scientist.

No mês passado, esta mesma publicação científica já havia noticiado que o governo britânico estava relutente em reconhecer um estudo que mostrava que suas emissões haviam aumentado 13,5% entre 1992 e 2004 (por causa das importações de bens de consumo), quando os dados oficiais diziam que no período tinha acontecido uma redução de gases de 4.6%.
 
Pecuária com rédea curta
08/03/2010, 15:58
O Ministério Público Federal do Pará convocou 57 empresas que continuam comprando carne de fornecedores não registrados no Cadastro Ambiental Rural (CAR) para uma conversa nesta tarde a fim de que se expliquem e adiram ao pacto da pecuária sustentável no estado. Desde o dia 31 de janeiro, o governo do Pará determinou que só admitiria comercialização de carne de origem legalizada pelos grandes frigoríficos, mas o objetivo é envolver também as empresas de médio e pequeno porte. Caso não aceitem os termos do acordo com o MPF, as empresas correrão o risco de serem processadas. 
 
Mais participação tropical
06/03/2010, 09:54
A ONU deve ampliar o Forest-11, grupo dos países detentores das maiores porções de florestas tropicais remanescentes no planeta. Países pequenos, como a Guatemala, reivindicaram participação no grupo durante a reunião do Programa de Meio Ambiente da ONU (PNUD) de fevereiro em Bali, na Indonésia. O grupo foi formado em março de 2009 numa reunião em Nova York, e há disposição para ampliar o conjunto para tomadas de decisão.
 
Apoio europeu ao desmatamento
05/03/2010, 13:00
A organização Wetlands International divulgou ontem o vazamento de um documento atribuído à União Européia (EU) que contraria seus supostos compromissos de lutar pelo estabelecimento de um critério sério para evitar perda de florestas tropicais para produção de biocombustíveis. Segundo o documento, a comissão demontsra apoio à conversão de florestas em lavouras para produção de óleo de dendê.

A Wetlands convocou diversas outras organizações para pressionarem ainda mais a UE para restringir seu conceito de florestas, que hoje abarca qualquer conjunto de árvores, mesmo monocultura. O representante da organização, Alexa Kaat, explica que na carta endereçada à comissão eles avisam que a ampla definição de florestas só vai acelerar o desmatamento, violando diversos artigos da Diretiva de Energias Renováveis da própria UE.

Leia o documento aqui (em inglês).


 
Bolsa floresta equatoriano
05/03/2010, 12:41
O Ministério do Meio Ambiente do Equador convocou as administrações locais do país com cobertura florestal para incentivá-las a aderir ao programa “Socio Bosque”, que prevê compensações financeiras a quem contribui para a conservação da natureza. O programa fornece o equivalente a 30 dólares anuais por hectare preservado. Na província de Manabí, próxima ao litoral, o governo atesta que existem 2.646 hectares conservados, gerando um benefício direto a 311 famílias, que recebem quase 40 mil dólares pela manutenção da área. Em todo o Equador, há mais de 416 mil hectares de florestas incluídas no programa, que garantem recursos a 40 mil pessoas.
 
Prioridade paraense
05/03/2010, 12:32
O governo do Pará confirmou que dará ênfase ao treinamento dos 16 municípios que constam na lista dos maiores desmatadores da Amazônia para que agilizem o registro de suas propriedades no Cadastro Ambiental Rural (CAR) e consigam se livrar dos embargos econômicos a que estão sujeitos atualmente. Esta é uma das ações previstas no planejamento de 2010 da secretaria de meio ambiente.
 
O que não fazer para reduzir emissões
04/03/2010, 15:20
O Centro Internacional de Pesquisa Florestal (Cifor, na sigla em inglês) divulgou um estudo em que credencia à existência de governança florestal e de sistemas transparentes de transferência de recursos financeiros o sucesso de qualquer projeto baseado em mecanismos de Redução de Emissões de Desmatamento e Degradação (REDD). A conclusão está na publicação Governabilidade financeira e Fundo de Desmatamento, lançada este mês na Indonésia, local em que as avaliações se basearam. A intenção foi tirar lições e mostrar as consequências do uso impróprio de recursos de REDD por aquele país. A abordagem inclui a gestão de um fundo de reflorestamento de 1989 até 2009. A Indonésia continua ocupando o primeiro lugar entre os países que mais emitem por desmatamento e degradação, e o Brasil vem logo atrás.

De acordo com pesquisadores da instituição ouvidos por O Eco durante a 15a Conferência do Clima, em Copenhague, apesar de sérias falhas na gestão ambiental e na presença do estado especialmente na região amazônica, o Brasil está muito a frente dos demais países com florestas tropicais.

Para baixar o estudo, clique aqui.


 
Sinceridade às vésperas da saída
04/03/2010, 15:03
Yvo de Boer, secretário-executivo da Convenção do Clima da ONU, revelou com clareza o que muitos suspeitavam e o que ele próprio se esquivava em dizer. Que não será em Cancún, na COP16 este ano, no México, que países como China e Índia vão assinar um acordo que os obriga a reduzir suas emissões de gases de efeito estufa. Os países são estão entre os maiores emissores do planeta.

A constatação foi feita durante uma conferência em Amsterdã, na Holanda, nesta quarta. De todo modo, ele afirmou que nutre grandes esperanças por avanços na próxima conferência do clima, e que a estratégia dos países desenvolvidos para gerar confiança nos em desenvolvimento é começar por garantias financeiras no curto prazo para as áreas de mitigação, adaptação e transferência de tecnologia. Ele também disse que o envolvimento do setores privados e públicos são ainda muito insuficientes. De Boer vai deixar o posto no dia 1º de julho, depois de quatro anos, para trabalhar como consultor.
 
Mais gases do que o esperado
03/03/2010, 11:28
O Imazon publicou nesta quarta-feira seu tradicional boletim Transparência Florestal, com dados sobre desmatamento na Amazônia detectados pelo Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) em dezembro de 2009 e em janeiro de 2010. A novidade é que agora o instituto passou a incluir no boletim informações sobre a quantidade de carbono emitida a partir desses desmatamentos, uma ferramenta a mais para orientar ações do poder público sobre os locais em que a conversão de florestas em áreas abertas representa altos índices de emissões.

Apesar da forte cobertura de nuvens, que impediu avaliação do desmatamento na Amazônia em 50% de sua extensão, o SAD enxergou uma perda de pelo menos 16 km2 de florestas em dezembro de 2009 (68% a menos do que no mesmo mês de 2008). O estado que mais desmatou nesse mês foi Mato Grosso, seguido do Pará. Em janeiro de 2010, o desmate foi de 63km2 (26% a mais do que em janeiro de 2009). Nesse mês Roraima e Mato Grosso dividiram o primeiro lugar no ranking dos que mais destruíram a floresta. Levando os dois meses em consideração, a área degradada foi de 61km2. A vasta maioria ocorreu também em Mato Grosso.

No acumulado de agosto de 2009 a janeiro de 2010, o corte foi de 836 km2. Isso é 22% superior ao desempenho no período anterior, mas representa uma redução no corte em Mato Grosso (-35%) e Tocantins (-98%), e um incremento em Roraima (+545%), Acre (+503%), Rondônia (+90%), Amazonas (+59%) e Pará (+23%). Essa área desmatada provocou a emissão de 13,8 milhões de toneladas de carbono (liberadas por queimadas e decomposição florestal). A quantidade de carbono emitida é 41% maior do que no período de agosto de 2008 a janeiro de 2009. Ou seja, emitiu-se quase o dobro de carbono esperado se comparado a área devastada, o que revela que desmatamentos mais modestos podem representar grandes emissões, dependendo da densidade da biomassa que se perde.

De acordo com o que foi apurado, o Imazon considera que o desematamento esteja ocorrendo em áreas com maiores estoques de carbono.

Em dezembro último, as áreas que mais sofreram com desmatamentos foram a Calha Norte do Pará, a região da BR-163 e a porção central de Mato Grosso. Em janeiro deste ano, o corte se concentrou em Roraima, na região do Xingu (MT), novamente na Calha Norte e ao longo da rodovia Transamazônica (BR-230).

Baixe aqui boletim completo do Imazon
 
Previsão de queimadas até maio
02/03/2010, 12:13
Se as previsões se confirmarem, podemos esperar um início de 2010 com mais secas e queimadas em partes do Cerrado e da Amazônia. Isto é o que aponta a previsão do Centro de Previsão de Tempo e Clima do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CPTEC/INPE) para os meses de março, abril e maio. A continuidade do fenômeno El Niño deve provocar chuvas acima da média no Sul e abaixo no Nordeste. De acordo com o boletim do CPTEC, no mês de janeiro foram contabilizados 1.350 focos de queimadas no Brasil. Isto é 77% menos do que o registrado no mês anterior e 41% mais baixo do que janeiro de 2009.

Para os próximos meses, a tendência é de queimadas especialmente no norte do Pará, e centro-norte de Roraima (já atingido por queimadas em fevereiro), além do norte dos estados do Maranhão, Piauí e Ceará, onde os focos de calor podem diminuir só em maio. A estiagem normal nos estados do centro do Brasil, em especial no Mato Grosso e em partes do Sudeste, também será o período esperado para novos incêndios. Deve chover menos do que o normal na maior parte da região Norte, como no Amapá e no nordeste do Pará, onde as temperaturas serão mais altas. No centro-oeste as temperaturas também estarão acima da média, mas as chuvas normais para o período, de difícil previsão, como no Sudeste. Só no Sul as chuvas devem aumentar.

 
Derretimento antártico
01/03/2010, 16:17
O Serviço de Pesquisa Geológica dos Estados Unidos revelou que por causa do aquecimento generalizado do planeta, toda a borda de gelo da Antártica está retraindo. Segundo a pesquisadora Jane Ferrigno, autora do estudo, as evidências sobre diminuição da camada de gelo na península antártica também se confirmaram no restante do continente gelado, inclusive nas áreas mais frias, o que preocupa os cientistas por causa do potencial incremento no nível dos oceanos se o processo continuar.

Jane estima que nos últimos 20 anos a Antártida tenha perdido algo como 20 mil km2 de gelo, algo do tamanho do estado americano do Alasca. Muito em termos absolutos, mas relativamente pouco se comparado com a extensão total do continente antártico, que tem cerca de 13 milhões de km2 de gelo. A notícia foi adiantada pela National Public Radio, dos EUA.

 
Panamazônia para o mundo
01/03/2010, 15:55
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) apresentou em Bali, na Indonésia, sua proposta de cooperação para operar o projeto Panamazônia, aplicável em países que com cobertura de florestas tropicais. A idéia é permitir o monitoramento florestal por sensoriamento remoto com o uso de softwares livres e imagens públicas de satélites como o Nasa-Geocover & Modis e CBERS (Satélite Sino-brasileiro de Recursos Terrestres), depois de uma etapa de treinamento com equipes locais.

De acordo com o projeto o mapeamento pode ser feito por cobertura florestal, por desmatamento, reflorestamento, cobertura de cerrado, desmate no cerrado, regeneração neste bioma, e ainda por tempo de reflorestamento e regeneração, hidrologia e drenagem.

O Projeto Panamazônia foi concebido ainda em 1992 e em 2005 entrou em sua segunda fase, capacitando técnicos dos países amazônicos para montagem de bancos de dados e trocas de imagens para o monitoramento completo da floresta amazônica.

Na imagem abaixo, um exemplo de análise de cobertura vegetal na região amazônica.

 
Repúdio à indicação de bombeiro
01/03/2010, 15:32
Um grupo de 23 especialistas em incêndios florestais do Instituto Chico Mendes (ICMBio) enviou em fevereiro uma carta de repúdio ao presidente da instituição, contra a indicação de mais um bombeiro para assumir a Coordenação de Prevenção e Combate a Incêndios do órgão que administra as unidades de conservação federais.

Eles explicam que havia uma grande expectativa com a indicação de um analista ambiental com experiência na área, e que ele tinha sido chamado para participar das ações de planejamento para 2010 depois que o major Alexandre Lemos pediu para deixar o cargo, um ano após de assumir a função. Mas foram surpreendidos pela preferência por um outro oficial do corpo de bombeiros e pedem que o presidente do ICMBio, Rômulo Mello, reconsidere a posição. A carta foi encaminhada também ao coordenador geral de proteção ambiental do instituto e diretor de unidades de conservação de proteção integral.

O ICMBio informou que o processo de escolha do novo coordenador de prevenção e combate a incêndios ainda está em aberto, e envolve a avaliação das indicações pelos diretores do órgão em Brasília e pelos 11 coordenadores regionais. A expectativa é de que ainda em março o novo nome seja decidido.

No início de 2009, também houve manifestação de descontentamento em relação à indicação de um profissional de fora do Instituto para coordenar as ações nas áreas federais protegidas. A questão divide opiniões.

Reveja nas reportagens:
“2009: um ano de fogo"
"Combate ao fogo em outras mãos"

Leia a carta dos especialistas em incêndios florestais na íntegra abaixo.
 

 
Revisando o revisado
26/02/2010, 15:58
A Organização das Nações Unidas divulgou nesta sexta-feira que na semana que vem será formado um grupo independente de cientistas para revisar o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), que já é formado por centenas de pesquisadores do mundo inteiro. A medida é uma resposta às acusações de falhas no último relatório do IPCC, de 2007, especialmente depois da previsão de que as geleiras do Himalaia iriam derreter completamente até 2035. O esforço da ONU é de tentar garantir informações claras e jamais levantar dúvidas sobre a certeza de que as mudanças climáticas ameaçam a sobrevivência da humanidade, por causa das emissões de gases de efeito estufa provocadas pelo homem.

Os relatórios do IPCC são as maiores referências científicas mundiais sobre mudanças climáticas. O de 2007, por exemplo, cita mais de dez mil artigos de pesquisadores e tem mais de três mil páginas.
 
Correndo atrás do prejuízo
26/02/2010, 14:51
Nesta semana, o prefeito de Paragominas (PA), Adnan Demachki, solicitou ao Ministério de Meio Ambiente (MMA) que na próxima lista dos maiores desmatadores da Amazônia, o município seja excluído da relação. Ele anunciou que 80% da área territorial do município - cerca de 1.460.000 hectares - estão registrados no Cadastro Ambiental Rural (CAR). "Somos o primeiro município da Amazônia a conseguir. Já reduzimos o desmatamento em 90% em relação a 2007 e estamos construíndo um novo pacto com a sociedade pela busca de produto com origem sustentável", explicou. Paragominas, município do leste paraense que ficou famoso por décadas de desmatamento desenfreado, começou a mudar seu histórico ao aderir ao programa Município Verde, uma parceria com o poder público e ONGs.

Saiba mais na reportagem:
Mudança na fronteira
 
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