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17/03/2010, 16:48 |
Que o carnaval deixa atrás de si um rastro de sujeira qualquer um pode constatar nas ruas e avenidas pelas quais os blocos passam. O que poucos enxergam é o impacto da folia no mar. Em Salvador, Bahia, um grupo de surfistas resolveu tirar – literalmente - isso a limpo, após terem cruzado com latinhas e garrafas plásticas durante seus mergulhos. Dez dias depois da Quarta-feira de Cinzas e guiados por uma denúncia, os surfistas chegaram a uma área vizinha ao Farol da Barra, ponto importante do itinerário carnavalesco baiano, em que cerca de 1.100 estavam agrupadas, devido ao movimento da maré.
Antes de retirar o material do local, eles tentaram chamar atenção do poder público e da imprensa local, mas o máximo que conseguiram foi a promessa do vice-prefeito de que o assunto seria colocado em pauta no carnaval que vem. “Sei que o comprometimento com os patrocinadores e aquela velha guerrinha de vaidades contra os carnavais de outros estados, como Pernambuco e Rio de Janeiro, acabam conspirando para isso. Mas vejo aí um modelo cansado, super dimensionado, sem inovações socialmente positivas e remando na direção oposta ao desenvolvimento sustentável da nossa cidade. Aquele lixo submarino é um pequeno sinal deste retrocesso”, desabafou o surfista Bernardo Mussi em sua página na internet.
Contando apenas com os próprios pulmões e duas pranchas de surf , o grupo de quatro mergulhadores retirou o que pode do fundo do mar. Mas, a contar do dia da primeira visualização até a constatação de que eles teriam que resolver o problema sozinhos, três dias depois, muitas latinhas já tinham se perdido e, das 1.100, eles retiraram cerca de 500. Segundo Massi, o ocorrido serviu de alerta para os próximos carnavais. “Já ficamos atentos para o que o ano que vem pode acontecer. Pretendemos fazer o monitoramento do lixo, saber o caminho que faz nas águas, para tentar contornar o problema”, disse Mussi a O Eco.
 
Fotos: Francisco Pedro / Projeto Lixo Marinho - Global Garbage Brasil
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Aproveitando o tema do lixo nas praias, o Ecocidades fez um levantamento do quanto de resíduos sólidos é produzido em algumas cidades da costa brasileira durante a alta temporada. Coincidentemente, Salvador foi a única a não retornar os contatos. Os números de Caraguatatuba (SP) e Rio de Janeiro (RJ) exemplificam o tamanho do problema que estas cidades têm de enfrentar todos os anos na gestão de seus resíduos sólidos.

Atalho:
-Blog de Bernardo Mussi
- Global Garbage.org
Leia Mais:
-Carnaval é ruím para meio ambiente
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16/03/2010, 23:44 |
Inspirado no trabalho do Luskin Center for Innovation, da UCLA, Los Angeles está prestes a implementar um programa de feed-in tariff. Ele permitirá que residências, comércio e indústria vendam energia renovável, em geral solar, para as próprias fornecedoras tradicionais de energia. No esquema proposto, as tarifas de energia elétrica comum aumentarão 2,7 centavos de dólar por kilowatt/hora, o que servirá para financiar melhorias na eficiência energética e pagar pelo programa de feed-in. Aqueles que venderem energia para o grid receberão garantia de um preço que cubra os custos e garanta uma razoável margem de lucro. O objetivo é incentivar a pequena produção, aproveitando telhados, estacionamentos e a cobertura de prédios para produzir energia solar. Os locais que adotaram programas semelhantes expandiram fortemente sua produção de energia renovável. A Alemanha foi a pioneira, mas o sistema já é usado também em outros lugares da Europa, Canadá e, nos EUA, nos estados da Flórida e Vermont.
via Environmental and Urban Economics
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16/03/2010, 18:08 |
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A situação melhorou, mas, para muita gente, a falta de saneamento e água potável são determinantes para a sobrevivência: mais de 2,6 milhões de pessoas continuam sem os serviços e o problema ainda mata anualmente 1,5 milhão de crianças até cinco anos em todo o mundo. Os números fazem parte de um relatório divulgado ontem (15) pela Organização Mundial da Saúde e pelo Fundo das Nações Unidas para a infância.
Segundo o documento, que monitorou 209 países, apesar dos números ruins, o mundo deve alcançar o Objetivo do Milênio de reduzir pela metade o número de pessoas sem acesso à água potável, até 2015. Em algumas regiões, houve mais avanços, como no Sudeste da Ásia. O relatório cita, por exemplo, que defecar ao ar livre caiu consideravelmente no continente. Em todo o mundo, essa prática diminuiu de 25%, em 1990, para 17% em 2008, o que significa que 168 milhões passaram a ter acesso a sanitários. O documento pede que os países aumentem seu emprenho para resolução do problema.
No Brasil, somente 50,9% da população possui acesso à rede de esgoto.
Leia mais:
Brasil ainda no esgoto
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16/03/2010, 17:54 |
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Pequenas e médias empresas de São Paulo que tenham projetos para reduzir suas emissões de gases de efeito estufa podem contar agora com uma linha de financiamento que poderá financiar até 100% do projeto e terá juros de 6% ao ano. Chamada Linha Econômica Verde, a iniciativa foi lançada ontem (15) pela Agência de Fomento Paulista da Nossa Caixa. A aprovação dos projetos e fiscalização deles fica a cargo da agência e da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). Também estão aptas a receber o financiamento as empresas com projetos de construção, com elaboração de inventário de emissões. Segundo o governador José Serra, a linha servirá também como um “manual de instruções” de todas as possibilidades para esta área.
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12/03/2010, 17:23 |
A Câmara dos Deputados aprovou nesta semana um substitutivo ao Projeto de Lei 203/91, do Senado Federal, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Entre as novidades trazidas pela nova lei está a responsabilidade compartilhada em relação à destinação final dos resíduos. Isso significa que cada integrante da cadeia produtiva, sejam eles fabricantes, importadores, distribuidores e até consumidores, ficarão responsáveis, junto com os titulares dos serviços de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos, pelo ciclo de vida completo do produto.
Em outras palavras, cada integrante será responsável pela destinação final do lixo que produz. O projeto explica como isso poderá ser feito: assim que sancionada, a lei obrigará fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes a investir no desenvolvimento, na fabricação e na colocação no mercado de produtos que possam ser reciclados e cuja fabricação e uso gerem a menor quantidade possível de resíduos sólidos. Já os consumidores ficam obrigados a acondicionar adequadamente e de forma diferenciada os resíduos sólidos gerados, bem como disponibilizar corretamente os materiais reutilizáveis e recicláveis para coleta e devolução. Também será proibido o lançamento de resíduos sólidos ou rejeitos em praias, no mar ou em quaisquer corpos hídricos e in natura a céu aberto, exceto no caso da mineração. Não será permitida ainda a queima a céu aberto ou em recipientes, instalações e equipamentos não licenciados para essa finalidade.
A lei obriga também a estruturação e a implementação de sistemas de logística reversa para agrotóxicos, seus resíduos e embalagens, assim como outros produtos cuja embalagem, após o uso, sejam considerados resíduos perigosos. A adoção de medidas de logística reversa também valerá para pilhas e baterias, pneus, óleos lubrificantes, lâmpadas fluorescentes de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista, além de produtos eletroeletrônicos e seus componentes. A esperança é de que a lei que institui a Política revolucione a gestão de resíduos sólidos no Brasil, ampliando a reciclagem e eliminando lixões. O projeto aprovado pela Câmara seguirá agora para o Senado Federal para uma nova apreciação, onde, após aprovado, será encaminhado para sanção presidencial.
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12/03/2010, 17:02 |
Cientistas de três universidades americanas acabam de concluir que os produtos químicos que substituíram os CFC´s na década de 1990 - usados na época em condicionadores de ar, geladeiras e latas de spray, e que foram banidos mundialmente por danificarem a camada de ozônio- , os HCFCs (hidrofluorclorocarbonos), podem causar um problema tão grave quanto: a chuva ácida. Após a substituição dos CFCs por HCFCs, nos anos 1990, estudos já revelavam que seria necessário achar um substituto do substituto, já que os HCFCs poderiam agir como super gases de efeito estufa. O estudo de agora, de pesquisadores das universidades de Purdue, Flórida e Arkansas, mostra que há mais um motivo para essa nova substituição. A notícia boa é que a modelagem usada por eles para identificar este problema poderá ser usada para descobrir quais substâncias são menos nocivas ao meio ambiente, antes que se gaste uma montanha de dinheiro com elas.
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11/03/2010, 14:30 |
A empresa Google acaba de lançar em sua ferramenta de rotas do Google Maps a opção “bicicleta”. O lançamento foi feito durante o National Bike Summit 2010, realizado em Washington desde a última terça-feira (9) e que segue até hoje. A maioria dos dados usados pelo Google veio da organização não-governamental sediada em Washington Rails-to-Trails Conservancy, que trabalha para o desestímulo da cultura dos carros na cidade. Mas a empresa planeja a construção de rotas em mais 150 cidades. Com a nova ferramenta, os bikers poderão saber onde estão as ciclovias, em quais vias é mais fácil e seguro pedalar e em quais sentidos se pode seguir. O Google também incluirá um tempo estimado de viagem considerando o fator fadiga em ruas íngremes. Por enquanto, o serviço está disponível só para os Estados Unidos, mas não deve demorar muito para chegar a outros países.
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11/03/2010, 13:27 |
Um dos grandes empecilhos para a entrada de vez da cultura da carona no Brasil ainda é a segurança. Não saber quem vai te levar para o local desejado – ou quem se está carregando – é o motivo corriqueiro alegado por quem não adotou a prática. Pensando nisso, um grupo de jovens do Recife resolveu criar um sistema online de carona que oferece todas as ferramentas dos sites de caroneiros que já existem por aí – como sistemas de alerta e mapas, por exemplo , mas, segundo eles, com o diferencial da segurança, conseguido por meio de uma rede social. “Você pode escolher quem tem acesso à carona que você está oferecendo: só seus amigos, amigos e amigos dos amigos. Ou então deixá-la pública”, explica Davi Pires Rios, um dos criadores do site.
Chamado Bigoo, o sistema foi criado há seis meses e já conta com 1.900 usuários. A maioria deles é da Região Metropolitana de Recife, mas o site já foi utilizado por caroneiros do sudeste, do sul e de outros países, como a Alemanha. “No mês passado, quando teve a greve de ônibus em Belo Horizonte, montamos uma parceria com um site de lá, que fez a divulgação na cidade, e várias pessoas se cadastraram para organizar caronas durante a greve”, explicou.
A idéia do Bigoo surgiu quando os meninos ainda estavam na faculdade e viam, diariamente, uma cena muito comum em todas as cidades brasileiras: carros com apenas um ocupante. “Alguns de nós que já tinham morado no exterior sabiam que existia sistemas de carona, mas faltava bolar um jeito de fazer a idéia funcionar no Brasil, pois a violência urbana deixa todos com medo de compartilhar carro”.
Rios admite que o Bigoo ainda está engatinhando, mas os projetos de expansão dos serviços – como a funcionalidade de grupos para empresas e universidades, por exemplo – estão prestes a sair do papel, o que deve impulsionar o sistema. “Para tornar o transporte solidário uma realidade, precisamos de uma ‘massa crítica’ de pessoas cadastradas. Também é importante dizer que a carona não é a solução para todos os problemas. Entendemos que ela está associada a uma mudança de cultura, tendo o transporte público e o transporte não-motorizado como prioridade”, diz.
Atalho:
- Bigoo
Outros sites para caroneiros:
- Carona Brasil – Com todas as jornadas dos usuários do site, o número de quilômetros rodados ultrapassa 5 milhões, o que, segundo as contas do Carona Brasil, representa economia de R$ 303 mil e um alívio para o planeta de 171,61 toneladas de CO2 que deixam de ser jogados na atmosfera.
- Vai pra onde? Oferece guia de hotéis e esportes de aventura para vários destinos
- Caroneiros – Traz notícias sobre o transito.
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10/03/2010, 17:45 |
A Comissão Especial do Transporte Coletivo Urbano da Câmara dos Deputados anunciou hoje (10) que o projeto que cria diretrizes para uma política nacional de mobilidade urbana e regula o transporte público coletivo no Brasil deve ser votado em abril. O texto do documento substituto de leis anteriores sobre o tema, de autoria da deputada Angela Amin (PP-SC), também define atribuições da União, dos estados e dos municípios a respeito do tema e estabelece direitos dos usuários.
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10/03/2010, 17:09 |
Pesquisadores americanos anunciaram ontem (9) a descoberta de uma forma de fabricar plástico a partir de plantas, inclusive as que descartamos, para substituir produtos à base de petróleo. A expectativa de algumas pesquisadores, inclusive, é que a descoberta faça a indústria do plástico entrar em uma nova era de sustentabilidade. O plástico é produzido por meio de catalisadores orgânicos, que produzem moléculas biodegradáveis a partir de fontes renováveis, isto é, ele pode ser reciclado várias vezes, sem perder sua estrutura original. O plástico “verde” também está sendo estudado para uso na medicina. Os resultados do trabalho foram publicados na revista "American Chemical Society's Macromolecules".
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10/03/2010, 16:42 |
A notícia de que algumas cidades do continente sul-americano teriam se movido permanentemente após o terremoto que assolou o Chile no mês passado, de 8.8 graus na escala Ritcher, rodou o mundo nas semanas que sucederam o fenômeno. Agora, um grupo de pesquisadores de quatro universidades dos Estados Unidos, em conjunto com colegas de instituições chilenas, mostraram em mapa como foi esse deslocamento. Buenos Aires, segundo a pesquisa moveu-se cerca de 2,5 centímetros para o oeste. Santiago, mais próxima do local do evento, deslocou-se quase 30 centímetros para o sudoeste, já as cidades de Valparaíso, no Chile, e Mendoza, na Argentina, também tiveram suas posições alteradas em 13,4 centímetros e 8,8 centímetros, respectivamente. Concepción foi a que mais se moveu: segundo a análise, a cidade teria se movido pelo menos 3 metros para o oeste. Estima-se que o terremoto tenha sido o quinto mais forte desde que se passou a medir com instrumentos os deslocamentos causados por abalos sísmicos. O mapa ao lado, disponível no site da Universidade do Estado de Ohio, mostra como foi esse deslocamento (clique para ampliar).
Atalho – Universidade do Estado de Ohio.
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09/03/2010, 18:03 |
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A prefeitura de Campo Grande (MS) acaba de firmar parceria com a organização WWF-Brasil para desenvolver a metodologia que mostrará qual é a “pegada ecológica” da cidade, isto é, os rastros deixados no planeta em razão dos hábitos de vida e consumo. Atualmente, o cálculo da pegada é feito de maneira individual, mas algumas cidades ao redor do mundo já vem tentando saber qual é sua contribuição coletiva no uso dos recursos naturais e conseqüência das atividades humanas para o planeta. Esta é a primeira vez que a experiência é desenvolvida em uma cidade brasileira.
Pela metodologia da WWF, a cidade de Campo Grande poderá saber qual o tamanho das áreas produtivas de terra e mar necessárias para produzir e sustentar o estilo de vida de seus cidadãos. A pegada é uma forma de traduzir, em hectares, a extensão de território que uma pessoa ou toda uma sociedade “utiliza”, em média, para sustentar suas formas de alimentação, moradia, locomoção, lazer, consumo entre outros. Os dados gerados são apenas estimativas, não um número exato.
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09/03/2010, 17:23 |
A era Jetsons, com seus carros voadores, está cada vez mais perto de se concretizar. O Centro de Pesquisas da União Européia, um organismo multinacional que reúne pesquisadores de todo o velho continente, decidiu apoiar um projeto chamado Sistema de Transporte Aéreo Pessoal, que adotou a sigla PPlane. O consórcio, que recebeu financiamento de 4,4 milhões de euros para concretizar o projeto, é liderado pelo centro de pesquisa aeroespacial francês Onera e inclui universidades e institutos de pesquisas de 11 países. O objetivo maior do PPlane é tirar carros de circulação, diminuindo, assim, o trafego intenso e congestionamentos. O projeto ainda leva em conta um design ambientalmente responsável, incluindo baixos níveis de ruído e redução de emissões de gases de efeito estufa. O primeiro encontro técnico entre os pesquisadores do projeto ocorreu no final de janeiro em Tel Aviv, Israel. Eles têm três anos para apresentar resultados.
Via – Inovação Tecnológica – Campinas
Atalho – Projeto PPlane
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08/03/2010, 22:46 |
A universidade de Pittsburgh realizou um estudo de custo ao longo do ciclo de vida de quatro tecnologias de iluminação pública: sódio, halógenas (metal halide), bulbo de indução a gás e LED (Light-Emitting Diode). As LEDs foram as mais baratas, considerando o conceito berço ao túmulo (cradle-to-grave), que leva em consideração desde os custos e emissões relacionados à fabricação, gastos com a conta de energia, manutenção e disposição. A tecnologia já era a preferida dos ambientalistas, pois é livre de mercúrio e usa pouco outros produtos tóxicos como iodo e chumbo. O problema sempre foi o preço. A boa surpresa do estudo foi mostrar que custa menos do que as alternativas quando se leva em conta a economia de energia e os impactos ambientais do uso. A cidade de Pittsburgh, por exemplo, se trocar sua iluminação por lâmpadas de LED economizará 1,7 milhões de dólares em energia e manutenção, além de deixar de emitir 6.818 toneladas métricas de carbono. O quadro comparativo das tecnologias estudas pode ser visto aqui.
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05/03/2010, 15:55 |
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O Fundo Global para o Meio Ambiente acaba de doar 8,53 milhões de dólares para as cidades de Belo Horizonte, Curitiba e São Paulo. Os recursos serão usados na implementação de projetos-piloto nas três cidades para reduzir o uso de veículos particulares, criar incentivos para uso de transportes públicos e não-motorizados e melhorar o planejamento de transportes. A doação foi possível através do Projeto de Transporte Sustentável e Qualidade do Ar (STAQ, na sigla em inglês), que apóia regionalmente a redução das emissões de poluentes do ar em grandes cidades latino-americanas.
Os critérios utilizados pelo Fundo Global para a escolha das três cidades envolveram questões como o comprometimento dos governos municipais e estaduais em resolver o problema da qualidade do ar e se os municípios são centros econômicos e governamentais em nível local e nacional. O programa STAQ envolve coordenação regional e troca de experiências Sul-Sul. Um de seus principais elementos é a criação de uma massa crítica de cidades engajadas em políticas de transporte sustentável. Os termos da doação foram assinados ontem (4), pela Associação Nacional de Transportes Públicos e o Banco Mundial.
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05/03/2010, 15:24 |
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O anúncio feito ontem (4) pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) de que a produção brasileira de veículos Flex-fuel - que roda tanto com álcool quanto com gasolina- havia atingido a marca de 10 milhões de unidades foi motivo de comemoração para o setor sucroalcooleiro do país. Segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Única) este é um “marco histórico” e que deve ser replicada em todo o mundo.
Se por um lado a notícia é boa para as indústrias do ramo, por outro ela deve ser analisada com cuidado quando o assunto é o meio ambiente. O etanol sempre foi visto como um combustível “limpo”, com emissões zero de CO2, segundo o Inventário Nacional, por isso seu uso é muito defendido em carros flex-fuel. No entanto, carros movidos a álcool lançam no ar outros poluentes tão perigosos quanto o dióxido de carbono. Como já mostrou O Eco, quando um carro flex está rodando com álcool, as emissões de monóxido de carbono (CO), óxidos de nitrogênio e hidrocarbonetos são muito maiores. Um Pálio Flex, por exemplo, quando movido a álcool, emite três vezes mais NOx do que quando abastecido com gasolina, segundo levantamento feito pelo próprio Ministério do Meio Ambiente em setembro de 2009.
CO, NOx e Hidrocarbonetos são precursores do Ozônio (O3) na camada de ar que diretamente respiramos. O ozônio é causador de problemas como rinite, amigdalite, sinusite e pneumonia, além do envelhecimento precoce dos tecidos dos pulmões.
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03/03/2010, 21:07 |
A IBM está desenvolvendo um sistema que reduzirá os engarrafamentos sugerindo trajetos personalizados para cada motorista. Ao invés de apenas informar a situação do trânsito, a ideia é tentar prever qual o melhor caminho, aprendendo com os costumes do usuário.
“ Usando novos modelos matemáticos e tecnologias de projeção da própria IBM, os pesquisadores analisarão e combinarão cenários variados, que afetam os motoristas, para sugerir as melhores rotas diárias, incluindo fatores como acidentes, localização do motorista, obras planejadas e em realização nas ruas e rodovias, os dias de maior quilometragem, o horário de trabalho, eventos locais que impactem o trânsito, alternativas de transporte como trens ou barcas, disponibilidade de vagas e a previsão do tempo".
Se funcionar, vai ser bom.
Via Gearlog
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03/03/2010, 17:51 |
Já está disponível na internet a “Nota Verde”do Ibama para os carros fabricados em 2010. Pela classificação do órgão ambiental, é possível conhecer os valores de emissões de poluentes, entre eles o CO2, do modelo que o consumidor deseja comprar. A nota atribui classificações de uma a cinco estrelas: quanto mais estrelas, melhor a eficiência ambiental. No site, dá para saber o quão eficiente é um modelo específico ou fazer comparações entre até três modelos de diferentes marcas. O Nota Verde está no ar desde o final do ano passado e, a partir de agora, lista será atualizada conforme entram de novos modelos no mercado.
Leia mais:
- Ranking dos carros verdes
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03/03/2010, 17:09 |
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O governo americano anunciou hoje um plano de empréstimos para as pessoas reformarem suas casas visando torná-las mais eficientes do ponto de vista energético. Ao todo, serão liberados 6 bilhões de dólares. O acesso ao recurso, segundo Obama, será feito de forma direta, nas lojas de materiais de construção e na contratação de mão de obra. A Casa Branca afirmou que espera ajudar de dois a três milhões de residências e reduzir o consumo de eletricidade, economizando dinheiro e evitando a emissão de gases de efeito estufa na atmosfera.
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No Reino Unido, a estratégia adotada foi vincular o empréstimo para aumentar a eficiência energética às próprias casas e não aos moradores. Assim, se o morador se mudar, ele não terá que continuar pagando o empréstimo, que será incluso no valor das prestações do imposto territorial ou em alguma taxa ligada à residência, ficando à cargo do próximo morador e caso de mudança. O programa britânico, chamado “Warm Homes, Greener Homes” (algo como Lar mais aquecido, lar mais verde), pretende reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 29% até 2020.
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O Brasil ainda espera do Plano Nacional de Eficiência Energética (PNEF) para saber as políticas que serão adotadas para aumentar a eficiência no uso de energia elétrica até 2030. O Plano está prometido para os próximos meses.
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03/03/2010, 16:32 |
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O Ibama acaba de divulgar o levantamento final das multas e apreensões feitas durante a Operação Térmidas, que fiscalizou a origem da madeira usada na construção civil no país. No total, foram emitidos 1,48 milhão de reais em multas, em 19 estados consumidores de madeira da Amazônia, mais o Distrito federal. A operação, que ocorreu entre os dias 22 e 25 de fevereiro, fiscalizou 212 construtoras. Foram apreendidos 1. 154 m³ de madeira e emitidos 82 autos de infração. Cerca de 80% da produção de madeira extraída da Amazônia é destinada ao mercado interno brasileiro, grande parte desse total à construção civil. A oferta de matéria-prima é focada em poucas espécies, exercendo uma pressão muito grande sobre elas. As regiões Sul e Sudeste são as maiores consumidoras de madeira proveniente da Amazônia no país.
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