Fotógrafo, possui um arquivo com cerca de 100 mil imagens de biodiversidade, cavernas e cultura. Formado em Geologia, especializou-se em Espeleologia, e documenta expedições científicas para WWF, TNC, CI, Terra Brasilis e Pró-Carnívoros.

 
Hoje acordei pensando num compromisso que sempre norteou meus passos: se tenho o privilégio de vivenciar e conhecer tantos lugares maravilhosos, tenho a obrigação de compartilhar. Este pensamento começou a me acompanhar nas caminhadas de mochileiro pelas praias brasileiras – na época a fotografia era secundária e os poemas preenchiam as pequenas cadernetas e os guardanapos de boteco. Este compromisso me protegeu nos momentos angustiados do outro lado do mundo, sob as bizarras (para nós) culturas que definem os povos. E agora, como fotógrafo, este mesmo pensamento justifica o compromisso de compartilhar um mundo que, no final das contas, segue seu ritmo reagindo às nossas ações. Um mundo (ainda) fantástico, com lugares improváveis de tão belos, pessoas desenhadas a nanquim, paisagens pintadas em aquarelas... Então resolvi compartilhar algumas vivências expressas nestas imagens. Algo como um diário lembrete para nos afastarmos da desesperança e seguirmos otimistas.

E para finalizar, ou melhor, recomeçar, um curto poema escrito em 1991 na última página do meu livro Verde Magia: Não haverá o tempo, enquanto houver a mudança de nós mesmos. Não haverá o fim, enquanto houver um outro começo.

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